Clavis Libri · Caderno de estudos · Folha do aluno

A Montanha Mágica

Thomas Mann

Um caderno para ler o livro em 9 semanas: o que aconteceu, os temas, as citações, as questões e as perguntas para pensar.

NomeTurmaData

Como usar

Leia os capítulos da semana e depois responda à seção dela. Cada exercício tem um número; o gabarito fica com o professor.

As perguntas "para discutir" não têm resposta certa: servem para pensar e conversar. As questões de múltipla escolha e a identificação das citações têm.

Semana 1 · Capítulo I: A chegada ao Berghof, Propósito a Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini, O sr. Albin

Semana 1

Ao ler, observe: Repare em como o narrador fala do tempo e do seu próprio ofício antes de apresentar o rapaz que chega.

1.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
1.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
1.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…não é propriamente ao tempo que a história deve o seu grau de antiguidade
1.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Incurável, minhas senhoras! Olhem o homem que aqui está à sua frente; é um caso incurável [...] Nada mais preciso fazer; não entro mais no balanço; posso me rir de tudo…
1.5O narrador diz que a história de Hans Castorp é muito mais velha do que os seus anos. De onde, segundo ele, vem essa antiguidade? (Capítulo I: A chegada ao Berghof)
1.6Durante o jantar, Joachim se queixa do tempo que perde ali. O que diz que já tinha conseguido e a doença interrompeu? (Capítulo I: A chegada ao Berghof)
1.7Diante da pia batismal, ouvindo o avô recitar os nomes dos donos, o menino Hans Castorp tem uma impressão que já conhecia e desejava sentir de novo. Qual? (Capítulo II: A pia batismal e as duas figuras do avô)
1.8No caixão, o avô aparece com a golilha espanhola do retrato. Por que isso agrada ao menino Hans Castorp? (Capítulo II: A pia batismal e as duas figuras do avô)
1.9Para discutir. (Capítulo I: A chegada ao Berghof, Propósito)

O narrador afirma que "não é propriamente ao tempo que a história deve o seu grau de antiguidade" e, na mesma passagem, promete contá-la "com exatidão e minúcia". De que depende, então, a antiguidade de uma história, e por que ele liga essa ideia à promessa de contar tudo com tanto pormenor?

1.10Para discutir. (Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini, O sr. Albin)

O sr. Albin mostra um revólver às senhoras e diz que é um caso "incurável" e, por isso, "não entro mais no balanço; posso me rir de tudo". Hans Castorp imagina as "vantagens da vergonha" e se assusta com a sensação de "gozo dissoluto" que isso lhe dá. O que o fascina na ideia de viver sem a pressão da honra, e por que isso o assusta?

1.11E você? De onde vem o jeito de ser de cada pessoa?

Semana 2 · Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini, Satana faz propostas desonrosas a Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro, Temor nascente. Dos dois avôs e do passeio de barca ao crepúsculo

Semana 2

Ao ler, observe: Repare em como o narrador explica por que o tempo passa de outro jeito quando nada de novo acontece.

2.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
2.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
2.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…que tal se ainda esta noite preparasse suas malas e aproveitasse o trem de amanhã para pôr-se a caminho e safar-se daqui? [...] Inclino-me diante da razão [...] Inclino-me também diante da coragem.
2.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…o amor oprimido não estava morto, não; vivia, continuava, nas trevas, no mais profundo segredo, a almejar a sua realização, rompia o círculo mágico da castidade e ressurgia, ainda que sob forma metamorfoseada, dificílima de reconhecer [...] Sob a forma de doença. O sintoma da doença nada é senão a manifestação disfarçada da potência do amor; e toda doença é apenas amor transformado
2.5Na sacada, depois de Joachim medir a temperatura, Hans Castorp diz algo incomum nele sobre o tempo. O quê? (Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini)
2.6O sr. Albin mostra a faca e o revólver às senhoras e diz que, sendo incurável, pode rir de tudo. Com que comparação ele explica essa liberdade? (Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini)
2.7No primeiro sonho da noite, Hans Castorp se vê no pátio do ginásio, com madame Chauchat. O que ele vai fazer ali? (Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini)
2.8À noite, Settembrini sugere que Hans Castorp faça as malas e pegue o trem do dia seguinte. O que ele responde? (Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini)
2.9Na saída do café da manhã, que conselho o dr. Behrens dá a Hans Castorp? (Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini)
2.10Para discutir. (Capítulo III: O primeiro dia inteiro e a chegada de Settembrini, Satana faz propostas desonrosas)

Settembrini aconselha Hans Castorp a fazer as malas ainda naquela noite e a pegar o trem do dia seguinte, e ele recusa porque teria vergonha de si e se julgaria "covarde". O conselho é prudência, teste ou provocação de pedagogo, e a recusa é uma escolha de Hans ou já é outra coisa?

2.11Para discutir. (Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro, Temor nascente. Dos dois avôs e do passeio de barca ao crepúsculo)

Settembrini conta que o avô carbonário andava de preto pela pátria oprimida, e Hans Castorp o compara ao próprio avô, também de preto, mas por motivo oposto: "dois mundos, dois pontos cardeais". O que o narrador mostra ao pôr os dois avôs lado a lado, e o que Hans herda de cada um?

2.12E você? Por que o tempo parece passar mais depressa em alguns dias?

Semana 3 · Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro, O termômetro a Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Enciclopédia

Semana 3

Ao ler, observe: Repare na diferença entre o que Hans Castorp diz sentir e o que o seu corpo parece mostrar.

3.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
3.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
3.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…cheguei à opinião bastante firme de que o senhor era, clandestinamente, um dos nossos e acabaria por perceber esse fato, como fizeram tantos outros que vieram aqui para divertir-se, estudaram o ambiente, torcendo o nariz, e um belo dia ficaram sabendo que seria conveniente para eles [...] abandonarem a atitude de curiosidade displicente e passarem aqui uma temporada extensa
3.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…referia-se, numa palavra, ao corpo dela, um corpo lânguido e exaltado, acentuado em demasia pela doença e transformado pela doença, uma vez mais, em corpo.
3.5No excurso sobre o sentido do tempo, o narrador corrige uma ideia comum sobre o tédio. Como? (Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro)
3.6Quando Hans Castorp fala da doença como algo nobre e digno de reverência, o que Settembrini responde? (Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro)
3.7Por que Hans Castorp recusa comprar um saco de peles e se contenta com cobertores? (Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro)
3.8Depois de examiná-lo, o que o dr. Behrens diz a Hans Castorp sobre ele e o sanatório? (Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro)
3.9Hans Castorp compra um termômetro da enfermeira-chefe, a srta. Von Mylendonk. O que o termômetro mostra na primeira vez que ele o usa? (Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro)
3.10Para discutir. (Capítulo IV: O sentido do tempo, Hippe e o termômetro, O termômetro)

Behrens diz a Hans Castorp que o ar da montanha é "bom contra a enfermidade" e, ao mesmo tempo, "bom para a enfermidade". Essa ambiguidade é um argumento médico, uma armadilha ou uma descrição honesta, e o que ela muda no que as "três semanas" da visita poderiam ter sido?

3.11Para discutir. (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Enciclopédia)

Settembrini explica a Hans Castorp o plano de uma enciclopédia que classificará todos os males humanos, porque "o inimigo mais perigoso é o inimigo desconhecido". Classificar um sofrimento é começar a vencê-lo ou é uma forma de manter distância dele?

3.12E você? Como saber se o que sentimos vem do corpo ou da cabeça?

Semana 4 · Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Humaniora a Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Dança macabra

Semana 4

Ao ler, observe: Repare nas perguntas que Hans Castorp faz sobre a vida e o corpo, e em quem tenta respondê-las.

4.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
4.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
4.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…uma febre da matéria que acompanhava o processo de incessante decomposição e reconstituição de moléculas de albumina [...]. Não era nem matéria nem espírito. Era qualquer coisa entre os dois, um fenômeno sustentado pela matéria, tal e qual o arco-íris sobre a queda-d'água, e igual à chama. [...] A enfermidade era a forma licenciosa da vida.
4.4Para discutir. (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Humaniora)

Perguntado "Que é o corpo?", Behrens responde que a vida é uma combustão e que "viver é morrer". Essa resposta é redução materialista, provocação de médico cínico ou outra coisa, e por que Hans Castorp insiste em perguntar?

4.5Para discutir. (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Dança macabra)

Hans Castorp passa a visitar os moribundos da casa e diz a Settembrini que se ocupa dos casos graves, daqueles que "estão morrendo", enquanto o italiano o acusa de procurar se justificar "por meio de boas obras". Esse gesto é compaixão, curiosidade pela morte ou fuga da própria doença, e a ironia de Settembrini tem alguma razão?

4.6E você? O que muda quando pensamos na própria morte?

Semana 5 · Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Noite de Walpurgis a Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Da Cidade de Deus e da redenção pelo mal

Semana 5

Ao ler, observe: Repare em como, na noite da festa, as regras de convivência parecem valer menos para todos.

5.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
5.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
5.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
A democracia não tem outro sentido senão o de ser um corretivo individualista de toda forma de absolutismo do Estado. [...] As conquistas do Renascimento e do Século das Luzes, meu senhor, chamam-se personalidade, direitos do homem, liberdade!
5.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Já sabemos que o poder é mau. Mas, para que chegue o reino, é preciso suspender momentaneamente o dualismo entre bem e mal, aquém e além, espírito e arbítrio, e uni-lo em um princípio que reúna o ascetismo e o domínio. Eis aí o que chamo necessidade do terror
5.5Ao contar as três semanas que Hans Castorp passa de cama, o narrador descreve o que sente um doente a quem trazem a sopa todo dia. O que se revela a ele como a verdadeira forma da existência? (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis)
5.6Na Noite de Walpurgis, Hans Castorp fala a Clawdia em francês. Por que, segundo ele, prefere esse idioma ao alemão? (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis)
5.7Numa conversa sobre a decomposição do corpo, Hans Castorp pergunta ao dr. Behrens: "E a vida?" Que resposta recebe? (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis)
5.8No meio da conversa em francês na Noite de Walpurgis, Clawdia diz algo que estarrece Hans Castorp. O quê? (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis)
5.9Que tarefa a Liga para a Organização do Progresso confia a Settembrini, na carta que ele mostra a Hans Castorp? (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis)
5.10Para discutir. (Capítulo V: Humaniora, a análise e a Noite de Walpurgis, Noite de Walpurgis)

Hans Castorp declara o amor em francês porque, diz ele, falar francês é "parler sans parler", "sans responsabilité". Uma declaração feita fora da própria língua vale como declaração, e o que ele ganha e o que arrisca ao dizer assim o que sente?

5.11Para discutir. (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Da Cidade de Deus e da redenção pelo mal)

Naphta diz que, para o reino chegar, é preciso "suspender momentaneamente o dualismo entre bem e mal" e chama isso de "necessidade do terror". O que torna esse argumento coerente por dentro, e o que a resposta de Settembrini, que invoca "personalidade, direitos do homem, liberdade", consegue ou não refutar nele?

5.12E você? O que uma festa permite que o dia a dia não permite?

Semana 6 · Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Irascibilidade. E mais uma coisa muito constrangedora a Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Operationes spirituales

Semana 6

Ao ler, observe: Repare em como dois homens defendem ideias opostas com a mesma convicção, e em quem os escuta.

6.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
6.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
6.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…quanto mais enfermo, tanto mais humano, e o gênio da enfermidade é mais humano que o da saúde
6.4Para discutir. (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Irascibilidade. E mais uma coisa muito constrangedora)

Na estação, Joachim diz ao primo: "venha logo, você também!" O que esse apelo mostra sobre o que Joachim vê em Hans Castorp, e por que ele pesa tanto, vindo de quem parte, quando Hans já decidiu ficar?

6.5Para discutir. (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Operationes spirituales)

Naphta afirma que "quanto mais enfermo, tanto mais humano", e o texto já contou que a doença o fez deixar o caminho do sacerdócio. Isso torna a tese dele mais honesta ou mais suspeita, e o que ela responde à recusa de Settembrini de ver nobreza na doença?

6.6E você? O que fazer quando duas pessoas sábias discordam?

Semana 7 · Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Neve a Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, Mynheer Peeperkorn

Semana 7

Ao ler, observe: Repare no que o silêncio e a solidão da neve fazem com os pensamentos de Hans Castorp.

7.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
7.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
7.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Não quero conceder à morte poder algum sobre meus pensamentos! Pois é nisso que consistem a bondade e a filantropia, e em nada mais. [...] O amor enfrenta a morte; só ele, e não a razão, é mais forte que ela
7.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Pode-se narrar o tempo, ele próprio, o tempo como tal, em si mesmo? Não, de fato não, algo assim seria um arrojo insano!
7.5No sonho que tem na neve, Hans Castorp pensa na morte e no amor. O que conclui? (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim)
7.6Settembrini diz a Naphta que ele divide o mundo em dois campos adversários por amor à distração. O que Naphta responde sobre o dualismo? (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim)
7.7Ao sair da casa de Naphta, o que Settembrini revela aos primos sobre o anfitrião? (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim)
7.8Em setembro, Joachim comunica ao dr. Behrens que vai partir. Como Behrens reage? (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim)
7.9Como morre Joachim? (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim)
7.10Para discutir. (Capítulo VI: Naphta, a Neve e a morte de Joachim, Neve)

No sonho da neve, Hans Castorp diz que o amor enfrenta a morte e que "só ele, e não a razão, é mais forte que ela", e chama Naphta e Settembrini de "charlatães". O que essa sentença aceita e o que recusa de cada um deles, e por que ela nasce de um sonho e não de uma conversa?

7.11Para discutir. (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, Mynheer Peeperkorn)

O narrador diz que, no primeiro discurso de Peeperkorn, ninguém se ressentia de que ele "carecia por completo de conteúdo". Por que um homem cujo discurso não tem conteúdo domina qualquer roda, e o que isso revela sobre o que as pessoas procuram ao ouvir alguém?

7.12E você? O silêncio ajuda ou atrapalha a pensar?

Semana 8 · Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, Vingt et un a Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, O grande tédio

Semana 8

Ao ler, observe: Repare em como um homem que diz pouco consegue ocupar todo o ambiente em que entra.

8.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
8.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
8.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Nosso sentimento [...] é a força viril que desperta a vida [...] o sentimento, meu jovem, é divino. O homem é divino, desde que sente [...] Se o homem fracassa quanto ao sentimento, irrompe a ignomínia de Deus, dá-se a derrota da virilidade de Deus, uma catástrofe cósmica, um horror inimaginável
8.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Via coisas inquietantes, perniciosas, e sabia o que via diante de si: era a vida sem tempo, a vida sem cuidados nem esperanças, a vida como abjeção que se move à medida que estagna, a vida morta.
8.5Para discutir. (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, Vingt et un)

Peeperkorn, embriagado, declara que "A derrota do sentimento em face da vida" é a tacanheza que não merece perdão. Por que essa frase, dita nessas condições, soa como doutrina, e por que Hans Castorp recusa o beijo na testa de Clawdia que o holandês lhe manda dar?

8.6Para discutir. (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, O grande tédio)

Depois da partida de Clawdia e da morte de Peeperkorn, o narrador dá o nome de "tédio" ao demônio que domina Hans Castorp e fala de "a vida morta". Como esse tédio difere do que Joachim e o próprio narrador haviam descrito sobre o tempo no Berghof, e por que ele chega justamente depois de uma partida e de uma morte?

8.7E você? O que faz uma pessoa ter presença?

Semana 9 · Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, Abundância de harmonia a Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, O trovão

Semana 9

Ao ler, observe: Repare no que a música e o tédio vão fazendo com o humor de todos os hóspedes.

9.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
9.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
TempoFormaçãoMorteDoençaRazãoPaixãoSentido da vida
9.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Qual era o mundo que se abria atrás dela e que, segundo os pressentimentos íntimos de Hans Castorp, devia ser o mundo do amor proibido? Era a morte.
9.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Será que também desta festa mundial da morte, e também da perniciosa febre que inflama o céu da noite chuvosa, ainda surgirá o amor?
9.5Na digressão que abre o capítulo, o narrador leva o leitor a um passeio pela praia. O que diz que acontece ao tempo onde reina a uniformidade? (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão)
9.6Hans Castorp pressente que atrás da canção "A tília", de Schubert, se abre o mundo do "amor proibido". Que mundo é esse, segundo o narrador? (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão)
9.7Quando Settembrini estranha o fascínio de Hans Castorp por Peeperkorn, que palavra Hans usa para explicá-lo? (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão)
9.8Depois da partida de Clawdia, Hans Castorp sente que tudo saiu dos eixos. Que nome o narrador dá ao demônio que se apossa dele? (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão)
9.9Quando estoura a guerra, o que Settembrini diz a Hans Castorp na despedida? (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão)
9.10Para discutir. (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, Abundância de harmonia)

Hans Castorp ouve "A tília" de Schubert, e o narrador pergunta que mundo se abre atrás da canção, o do "amor proibido", e responde: "Era a morte." Por que o romance encontra perigo numa canção de que Hans Castorp gosta tanto, e o que significa amar algo que é "um fruto da vida, gerado pela morte"?

9.11Para discutir. (Capítulo VII: Peeperkorn, o grande tédio e o trovão, O trovão)

O romance termina com uma pergunta, "ainda surgirá o amor?", sem dizer se Hans Castorp sobrevive, depois de Settembrini o despedir com "in giù finalmente". Por que o narrador encerra perguntando, e o que a despedida de Settembrini, que o manda lutar "no meio dos seus", já responde ou deixa de responder?

9.12E você? O tédio é só falta de coisa para fazer?

Depois de ler o livro inteiro

Personagens

Para cada personagem, diga quem é e como muda do começo ao fim do livro.

PersonagemQuem éComo muda
P1 Hans Castorp
P2 Joachim Ziemssen
P3 Lodovico Settembrini
P4 Leo Naphta
P5 Clawdia Chauchat
P6 Pieter Peeperkorn

Temas

Para cada tema, anote dois ou três momentos do livro em que ele aparece e escreva, em poucas linhas, o que o livro diz sobre ele.

T1Tempo
T2Formação
T3Morte
T4Doença
T5Razão
T6Paixão
T7Sentido da vida

Fechamento

Perguntas sobre a obra inteira. Escolha uma e responda num texto de 20 a 30 linhas.

O Propósito avisa que a história será contada "com exatidão e minúcia", e as três semanas de Hans Castorp se tornam sete anos. A lentidão do romance é um defeito de ritmo ou o meio pelo qual o livro faz o leitor viver o que descreve?

Hans Castorp sobe como visitante, sem doença declarada, e é o diagnóstico de Behrens que o retém. Ele fica porque está doente, porque quer ficar ou porque uma época sem resposta à pergunta "Para quê?" o deixa sem razão para partir?

Settembrini e Naphta disputam por anos sem que nenhum vença, e Hans Castorp chama os dois de "charlatães" num sonho. O romance toma partido ou ensina a ler sem tomar? Que tipo de leitor ele pretende formar?

Hans Castorp formula na neve que o amor é mais forte que a morte e logo esquece o que pensou. Por que dar ao personagem a frase central e tirá-la dele, e o que sobra para o leitor?

A doença "absolutamente não é nobre" para Settembrini, é o que há de mais humano para Naphta, é "amor transformado" para Krokowski e "a forma licenciosa da vida" para Hans Castorp. O que o romance parece achar da doença, ou ele recusa ter uma resposta só?

Ao longo do romance, Hans Castorp convive com as mortes do avô, de Joachim, de Peeperkorn e de Naphta, e cada uma é contada de um modo diferente. O que ele aprende com elas, se aprende, e o que o livro deixa para o leitor aprender?

Hans Castorp declara o amor em francês a uma mulher que lhe lembra um colega de escola e a quem pede um lápis emprestado. Em que sentido o romance trata o amor como memória e como disfarce, e isso o torna menos verdadeiro?

Perto do fim, o narrador diz que o trovão "faz explodir a montanha mágica". O que a montanha enfeitiça em Hans Castorp, o tempo, a doença ou a falta de resposta, e o encanto se desfaz por razões que ele chega a compreender?

Termos

Palavras do livro que podem travar a leitura, explicadas. Para consultar quando aparecerem.

Sanatório. Hospital especializado no tratamento de certas doenças e na convalescença, comum do fim do século XIX ao início do XX. Os de tuberculose ficavam em lugares altos, de ar puro, com sacadas abertas, e davam ao doente repouso e boa alimentação. Davos, na Suíça, a 1.560 metros de altitude, era um dos grandes centros europeus desse tratamento.

Tuberculose. Doença infecciosa, sobretudo dos pulmões, cuja bactéria foi identificada por Robert Koch em 1882. Causa tosse crônica com sangue no escarro, febre, suores noturnos e perda de peso. Antes dos antibióticos o tratamento era o repouso em sanatórios, e por volta de 1916 cerca de metade dos internados morria em cinco anos. Também era chamada de tísica.

Espreguiçadeira. Cadeira reclinável em que o doente passava várias horas por dia deitado ao ar livre, em sacadas ou galerias abertas. Fazia parte da cura de repouso (em alemão, Liegekur), tratamento padrão da tuberculose desde o século XIX até meados do XX, baseado em ar puro, repouso e boa alimentação, antes de os remédios modernos substituírem esse método.

Pneumotórax. Tratamento da tuberculose pulmonar em que o médico provocava de propósito o colapso do pulmão doente, o que se chamava pôr o pulmão em repouso. A ideia era privar a bactéria, que depende de oxigênio, do que ela precisa para se multiplicar. Foi introduzido pelo médico italiano Carlo Forlanini em 1888 e caiu em desuso com os medicamentos contra a doença.

Viático. Na Igreja Católica, a eucaristia (a comunhão) dada a uma pessoa que está morrendo, como alimento espiritual para a passagem da vida para a morte. Por isso o pão consagrado é guardado para os enfermos. Pode ser levado ao leito por padre, diácono ou ministro extraordinário da comunhão, com ou sem a unção dos enfermos.

Carbonário. Membro dos Carbonários, rede de sociedades secretas revolucionárias ativa na Itália entre cerca de 1800 e 1831. Ganhou força no Reino de Nápoles e defendia uma monarquia constitucional ou uma república, contra o absolutismo e o clero. Ajudou a organizar as revoltas de 1820 e 1821 e de 1831, esta esmagada por tropas austríacas, e seus membros participaram da unificação italiana.

Noite de Walpurgis. Festa germânica da noite de 30 de abril para 1 de maio, em que se celebra a chegada da primavera e se lembra Santa Walburga, abadessa e missionária inglesa do século VIII. Pela crença popular, era a noite em que as bruxas se reuniam no monte Brocken, nas montanhas do Harz. Uma cena do Fausto, de Goethe, leva o nome de Walpurgisnacht.

Dança macabra. Gênero artístico alegórico do fim da Idade Média sobre a universalidade da morte: a Morte, ou os mortos, chama gente de todas as condições, como papa, imperador, rei, criança e trabalhador, para dançar até o túmulo. O registro visual mais antigo é um mural, hoje perdido, de 1424 a 1425, no cemitério dos Santos Inocentes, em Paris. A morte aparece como a grande niveladora.

Jesuíta. Membro da Companhia de Jesus, ordem religiosa católica fundada por Inácio de Loyola e confirmada pelo papa Paulo III em 1540. Os jesuítas professam pobreza, castidade e obediência, com uma obediência especial ao papa, e fundaram escolas por toda a Europa. A ordem foi suprimida pelo papa Clemente XIV em 1773 e restaurada em 1814.

Pietà. Tema da arte cristã em que a Virgem Maria segura no colo o corpo morto de Jesus. A palavra italiana significa piedade ou compaixão. O tema surgiu na Alemanha por volta de 1300, onde se chamava Vesperbild, e chegou à Itália por volta de 1400. Muitas versões alemãs e polonesas do século XV, em madeira, destacam fortemente as chagas de Cristo.

Maçonaria. Associação fraternal que remonta às corporações medievais de pedreiros, com lojas e três graus de iniciação (aprendiz, companheiro e mestre) e rituais próprios. A primeira Grande Loja foi fundada em Londres em 1717. Difundiu ideais do Iluminismo por uma rede internacional de membros, e a Igreja Católica se opôs a ela ou proibiu a filiação de católicos.