Clavis Libri · Caderno de estudos · Gabarito do professor
William Shakespeare
As respostas de cada exercício do caderno, tiradas do guia da obra.
Gabarito
As respostas vêm do guia da obra no Clavis Libri. Nas questões abertas, o gabarito mostra o que se espera encontrar, não a única resposta possível. As perguntas "para discutir" e "E você?" não têm gabarito.
A peça abre com uma pergunta, feita no escuro das muralhas de Elsinore, à meia-noite, por uma sentinela que chega para assumir o turno. Em volta há frio e medo. Bernardo e Marcelo já viram duas vezes uma aparição, e Horácio, trazido para conferir, não acredita nela. Pouco depois surge o Espectro, com o rosto e a armadura do rei morto, e some sem responder a Horácio. Em sentido literal, a frase é só o chamado de um vigia que não enxerga quem se aproxima.
Mesmo assim ela funciona como um programa. Antes de qualquer enredo, a peça coloca em cena o problema que vai sustentá-la: ninguém ali sabe ao certo quem é quem, nem o que cada figura quer. O Espectro tem o rosto do rei, mas não se sabe o que ele traz. Mais adiante, no Ato II, o próprio Hamlet dirá que o espírito pode ser o demônio com um rosto querido, e a dúvida sobre a verdade da acusação segura a ação por muito tempo.
Pode-se ler a pergunta como um mote que volta sob outras formas. Cláudio se apresenta como um rei sereno e esconde um crime, Hamlet vai fingir uma loucura, os amigos de infância farão papel de espiões, e a corte inteira vive de aparências. Quem está aí, de fato, por trás de cada rosto? A frase é dita à noite e não tem resposta imediata, e essa falta de resposta é o clima em que o primeiro ato inteiro acontece.
No quarto da rainha, Polônio se esconde atrás da tapeçaria para ouvir a conversa de mãe e filho. Hamlet confronta Gertrudes até ela gritar por socorro. Ao ouvir Polônio se agitar atrás da cortina, o príncipe saca a espada e diz esta frase curta. Atravessa o pano com um golpe, convencido de que acabou de matar o rei. O que cai é o corpo de Polônio, o velho conselheiro, que não conseguiu sair do esconderijo.
Quando Hamlet enfim age sem pensar, o resultado é a morte de alguém que não era o culpado. A frase mostra a diferença entre o príncipe que hesitava e o que, de repente, ataca sem checar nada. Depois de poupar Cláudio rezando, ele mata a pessoa errada. A peça junta a hesitação e a precipitação no mesmo personagem, e a ironia é amarga: o gesto que deveria cumprir a vingança produz um novo crime e uma nova vítima.
A palavra rato liga a cena à armadilha da peça encenada. A Ratoeira prendeu o rei, mas o primeiro bicho apanhado é o espião que se escondia. Pode-se ler que a imagem do rato resume a vigilância em cadeia que domina o ato: todos escondidos, todos observando, e quem morre é o espião. A morte de Polônio também tem consequências adiante: Cláudio, que já planejava a viagem, passa a ter pressa em embarcar Hamlet para a Inglaterra, Laertes volta da França e Ofélia perde o pai pela mão do homem que ela amava.
1.10 a 1.12: perguntas abertas, sem gabarito.
Hamlet escondeu o corpo de Polônio e não diz onde. Rosencrantz e Guildenstern, os amigos de infância que viraram espiões do rei, o interpelam e querem levá-lo à presença de Cláudio. Ele responde por enigmas, diz que misturou o corpo ao pó de onde veio e chama Rosencrantz de esponja que o rei espreme quando precisa. A frase sobre o corpo e o rei é uma das mais enigmáticas da peça, e o diálogo segue com Hamlet chamando o rei de uma coisa feita de nada.
A sentença é intencionalmente ambígua. O corpo de que se fala é, em primeiro nível, o de Polônio, e os dois amigos não percebem o resto. Mas Hamlet usa a frase como plataforma para outra ideia, e nada no texto resolve qual. Pode-se ler que ele chama de rei o próprio Deus, com quem o morto estaria, ou que fala de Cláudio: o corpo do usurpador ocupa o trono, mas a realeza de verdade não está nele, e por isso o rei seria uma coisa feita de nada. O texto aceita leituras diferentes, e esse é o modo de Hamlet falar quando finge loucura.
O que a cena mostra com clareza é a postura dele diante dos espiões. Ele os trata com desprezo, recusa-se a ser instrumento e transforma a conversa em jogo de palavras. A loucura calculada dá a ele a licença de dizer o que não poderia dizer de outro modo, e Rosencrantz e Guildenstern não têm como responder. Na segunda leitura, a frase liga a cena à corrupção do trono: o rei que deveria zelar pelo reino aparece como uma figura vazia. Quanto à resposta exata, a peça deixa que o espectador escolha.
Hamlet morreu, e o salão do castelo está cheio de corpos: a rainha, Laertes, o rei, o príncipe. Chega Fortimbrás, conquistador de volta da Polônia, e reclama direitos sobre o reino. Horácio se oferece para contar o que aconteceu, e Fortimbrás concorda em ouvir. Em seguida manda que quatro capitães levem Hamlet, como soldado, à tribuna, e justifica: se tivesse subido ao trono, ele teria se mostrado digno de reinar. Ordena também música militar e ritos de guerra para honrá-lo.
A fala final da peça é de Fortimbrás, e isso pesa no julgamento sobre Hamlet. Quem o elogia é o outro filho com um pai a vingar, aquele que agiu sem hesitar e que agora reivindica a Dinamarca. O elogio tem um ar de respeito, mas vem de quem chega como vencedor, e a peça mostra o preço: a família real morreu inteira e o trono parece ir para um estrangeiro. Pode-se ler que a justiça foi alcançada a um custo enorme, e a homenagem ao príncipe soa também como um balanço do que se perdeu.
Pode-se ler que a frase diz uma coisa sobre Hamlet que ele mesmo não teve tempo de provar. A peça mostra um príncipe que hesita, erra, mata Polônio por engano, e ainda assim, para quem chega de fora, prometia ser um bom rei. Isso mantém aberta a pergunta sobre o heroísmo dele. Se Fortimbrás tem razão, a tragédia é também a de um governante que a Dinamarca não chegou a conhecer. Se o elogio é só cortesia de quem reivindica o trono, a pergunta fica ainda mais difícil de responder.
2.10 a 2.12: perguntas abertas, sem gabarito.
Hamlet é o príncipe da Dinamarca, filho do rei morto e de Gertrudes, sobrinho e enteado de Cláudio. É estudante em Wittenberg, que o rei quer manter em Elsinore, e está de luto pelo pai quando a corte já festeja o casamento da mãe. Ao receber de O Espectro a ordem de vingar o assassinato, passa a peça entre o fingimento de loucura, a dúvida sobre o que o espectro realmente é, a busca de uma prova e o adiamento do golpe, até que a vingança se cumpre quando a sua própria vida já está perdida. Morre no duelo, depois de matar Cláudio, e deixa a Fortimbrás o trono e a Horácio o encargo de contar a sua história.
Como muda
Na cena 2 do Ato I, Cláudio lhe pede que abandone o luto e fique em Elsinore, sem voltar a Wittenberg, e a rainha insiste. Hamlet cede só à mãe, e sozinho lamenta a pressa do casamento. A distância entre o que sente e o que mostra já está no que ele responde à corte:
Na cena 4 do Ato I, na muralha, ele segue o Espectro, e puxa a espada para que os amigos o deixem livre. Na cena 5 do Ato I, ouve o pai revelar o veneno despejado no ouvido no pomar e jura lembrar. Faz Horácio e Marcelo jurarem silêncio sobre a espada, com a voz do Espectro ecoando do subterrâneo, e pede que não denunciem o seu fingimento futuro.
Na cena 1 do Ato II, aparece a Ofélia desgrenhado, aperta-lhe o pulso, suspira e sai sem tirar os olhos dela. Na cena 2 do Ato II, zomba de Polônio, arranca de Rosencrantz e Guildenstern a confissão de que foram chamados, pede aos atores a fala sobre Pirro e Príamo e a peça O assassinato de Gonzago. Sozinho, censura a própria inação e decide testar o rei pelo teatro.
Na cena 1 do Ato III, fala sozinho sobre viver e morrer e depois trata Ofélia com dureza, mandando-a para um convento. Na cena 2 do Ato III, pede a Horácio que vigie o rosto do rei durante a cena do envenenamento, e a reação de Cláudio o convence da culpa. Na cena 3 do Ato III, encontra o rei de joelhos, ergue a espada e desiste: matá-lo rezando seria mandá-lo ao céu. Na cena 4 do Ato III, atravessa a cortina com a espada, convencido de que mata o rei, e mata Polônio. Depois censura a mãe diante dos retratos dos dois maridos, vê o Espectro, que só ele vê, e sai arrastando o corpo.
No Ato IV ele está sempre a caminho de outro lugar. Na cena 2 do Ato IV e na cena 3 do Ato IV, responde por enigmas sobre o corpo de Polônio e é embarcado para a Inglaterra. Na cena 4 do Ato IV, encontra o exército de Fortimbrás e se censura a sós:
Na cena 6 do Ato IV, a carta a Horácio conta que um navio pirata atacou o seu, que ele foi o único tomado prisioneiro e que os piratas o trataram com generosidade.
Na cena 1 do Ato V, no cemitério, pensa na morte que iguala poderosos e mendigos e, ao saber pelo coveiro que uma das caveiras é a de Yorick, o bobo do pai, fica abalado. Quando Laertes salta na cova de Ofélia, revela-se e pula atrás dele, e os dois lutam. Na cena 2 do Ato V, conta a Horácio que trocou no navio a carta que ordenava a sua morte por outra, que condena Rosencrantz e Guildenstern. Ao responder a Horácio antes do duelo, a posição é outra:
Ferido pela espada envenenada, Hamlet crava a lâmina em Cláudio e o faz beber o vinho, pede a Horácio que conte a sua história, ouve os canhões de Fortimbrás, indica-o como sucessor, diz que o resto é silêncio e morre.
Cláudio é o rei da Dinamarca, irmão do rei morto, casado com a viúva Gertrudes e tio e padrasto de Hamlet. Segundo O Espectro, matou o irmão com veneno despejado no ouvido no pomar e seduziu a rainha. Reina com discurso medido e o Conselho a seu lado, mantém o sobrinho perto e vigiado, e confessa o crime em cena só quando está sozinho e tenta rezar.
Como muda
Na cena 2 do Ato I, anuncia o casamento com Gertrudes, envia emissários à Noruega e deixa Laertes voltar à França. Pede a Hamlet que abandone o luto e fique em Elsinore, e a rainha insiste. Lacerda lê essa cena, a corte reunida do Ato I, cena 2, com Cláudio em vantagem: o sobrinho mantido no castelo, perto e vigiado.
Na cena 2 do Ato II, chama Rosencrantz e Guildenstern, com Gertrudes, para sondar Hamlet, e ouve de Voltimand e Cornélio as notícias da Noruega e de Polônio a tese de que o príncipe enlouqueceu de amor. Na cena 1 do Ato III, esconde-se com Polônio para espiar o encontro de Hamlet com Ofélia, vê que não é amor e decide enviá-lo à Inglaterra.
Na cena 2 do Ato III, na Ratoeira, vê reproduzido o seu crime: o ator derrama o veneno no ouvido do rei adormecido. Levanta-se, manda acender as luzes e sai. Na cena 3 do Ato III, sozinho, confessa o assassinato do irmão e tenta rezar, mas não consegue enquanto conserva a coroa e a rainha.
Na cena 1 do Ato IV, ouve de Gertrudes a morte de Polônio, vê na liberdade do enteado uma ameaça a todos e decide embarcá-lo. Na cena 3 do Ato IV, explica aos conselheiros que não pode puni-lo pela lei, porque o povo o ama, e revela, sozinho, que as cartas ao rei inglês exigem a morte do príncipe. Na cena 5 do Ato IV, acalma Laertes, que invade o castelo à frente de uma turba que o aclama rei.
Na cena 7 do Ato IV, chega uma carta de Hamlet anunciando a volta, e o rei conduz Laertes ao plano do duelo: uma espada sem proteção, à qual o próprio Laertes acrescenta o veneno da ponta, e um cálice envenenado de reserva, que é ideia de Cláudio. Para isso o rei usa esta lógica:
Na cena 2 do Ato V, o desafio chega por Osric. Gertrudes bebe o vinho envenenado, Laertes é ferido pela própria lâmina e acusa o rei, e Hamlet crava a lâmina nele e depois o faz beber o vinho envenenado.
Gertrudes é a rainha da Dinamarca, mãe de Hamlet, viúva do rei morto e esposa de Cláudio, irmão dele. É a figura sobre a qual a peça diz menos e, por isso, mais se discute: o quanto ela sabe do crime fica em aberto. O Espectro pede a Hamlet que a poupe, e ela atravessa a peça entre o marido e o filho, e Lacerda a vê protegendo o filho, até beber, no fim, o cálice que o rei preparou para ele.
Como muda
Na cena 2 do Ato I, aparece ao lado de Cláudio na corte e insiste com Hamlet para que fique em Elsinore. Na cena 5 do Ato I, o Espectro, ao pedir vingança, pede também que ela seja poupada: Cláudio, diz o Espectro, a seduziu, mas o filho não deve tocá-la.
Na cena 2 do Ato II, chama Rosencrantz e Guildenstern com Cláudio para sondar o príncipe. Na cena 1 do Ato III, ouve dos dois que não descobriram a causa do estado dele. Polônio sugere que a rainha o confronte depois da peça, e na cena 2 do Ato III os mesmos amigos trazem o chamado dela, que Hamlet recebe zombando.
Na cena 4 do Ato III, no quarto, Hamlet a confronta até ela gritar por socorro, e ao ouvir Polônio se agitar atrás da tapeçaria atravessa a cortina. Depois a censura diante dos retratos dos dois maridos, e o Espectro reaparece, visível só para o filho.
Na cena 1 do Ato IV, transtornada, conta a Cláudio que Hamlet matou Polônio ao golpear o arrás, e diz que o filho chora pelo que fez, o que Lacerda lê como proteção a ele. Na cena 5 do Ato IV, recebe Ofélia enlouquecida, a pedido de Horácio. Na cena 7 do Ato IV, é ela quem entra e conta que Ofélia se afogou num riacho, ao cair de um galho. Na cena 2 do Ato V, bebe o vinho envenenado no duelo.
Polônio é o conselheiro do rei, pai de Laertes e de Ofélia. Perde-se no meio das próprias instruções, e a peça o mostra sempre num esconderijo: manda espionar o filho em Paris, se esconde para ouvir a filha com o príncipe e acaba atrás da tapeçaria do quarto da rainha, onde morre, golpeado por Hamlet, que o toma por Cláudio.
Como muda
Na cena 3 do Ato I, despede-se de Laertes com uma lista de preceitos de conduta, e depois interroga a filha sobre o príncipe: chama as juras dele de moeda falsa e proíbe qualquer nova conversa. Ofélia obedece.
Na cena 1 do Ato II, dá dinheiro a Reinaldo e o manda a Paris investigar Laertes por meio de pequenas calúnias, e se perde no meio das próprias instruções. Ofélia entra assustada, contando o aspecto do príncipe, e Polônio conclui que é loucura de amor, lamenta ter desconfiado dele e corre a contar ao rei.
Na cena 2 do Ato II, anuncia os mensageiros da Noruega, traz a Cláudio e a Gertrudes uma carta de amor do príncipe e propõe espiá-lo com Ofélia. Hamlet zomba dele. Na cena 1 do Ato III, esconde-se com o rei para ouvir Hamlet e Ofélia e sugere que a rainha o confronte depois da peça. Na cena 2 do Ato III, confirma o chamado dela. Na cena 3 do Ato III, avisa que vai se esconder no quarto da rainha.
Na cena 4 do Ato III, é o esconderijo que o mata: ao ouvi-lo se agitar atrás do arrás, Hamlet atravessa a cortina com a espada, convencido de que mata o rei. Na cena 3 do Ato IV, Hamlet diz que ele está numa ceia, comido por vermes. Na cena 5 do Ato IV, Cláudio admite que ele foi enterrado em segredo e que Laertes voltou da França.
Ofélia é a filha de Polônio e irmã de Laertes, e a moça que Hamlet cortejou. Obedece ao pai e ao irmão sem discutir, devolve as cartas e recusa as visitas por ordem de Polônio, é usada como isca no encontro armado e perde o pai, morto pelo príncipe. Enlouquece, canta e distribui flores no Ato IV, e morre afogada num riacho, ao cair de um galho.
Como muda
Na cena 3 do Ato I, Laertes lhe diz que o amor do príncipe é passageiro e que um herdeiro não escolhe por si, e Polônio, o pai, chama as juras de moeda falsa e proíbe qualquer nova conversa. Ofélia obedece.
Na cena 1 do Ato II, entra assustada para contar ao pai que o príncipe apareceu desgrenhado, apertou-lhe o pulso, suspirou e saiu sem tirar os olhos dela. Diz que, por ordem dele, devolveu as cartas e recusou as visitas. Na cena 1 do Ato III, é posta diante de Hamlet com o rei e Polônio escondidos, ouve dele a dureza e a ordem de ir para um convento, e Cláudio conclui que não é amor.
Na cena 5 do Ato IV, semanas depois, é recebida por Gertrudes, enlouquecida, cantando sobre o pai morto e o amor perdido. Reaparece com flores e canções, e Laertes, abalado, aceita ouvir o rei.
Na cena 7 do Ato IV, Gertrudes conta que ela se afogou num riacho, ao cair de um galho. Na cena 1 do Ato V, dois coveiros discutem se um suicídio merece enterro cristão, e o cortejo chega sem os ritos plenos. Laertes salta na cova, e Hamlet se revela.
Laertes é o filho de Polônio e irmão de Ofélia. Parte para a França com a licença do rei e, quando a morte do pai o traz de volta, reúne uma turba que o aclama rei e invade o castelo, e é em seguida enredado por Cláudio num duelo com a espada envenenada. É o filho que também quer vingar o pai, e a peça o faz espelho de Hamlet.
Como muda
Na cena 2 do Ato I, Cláudio o deixa voltar à França. Na cena 3 do Ato I, antes de embarcar, avisa Ofélia de que o amor do príncipe é passageiro e de que um herdeiro não escolhe por si, e recebe do pai a lista de preceitos de conduta. Na cena 1 do Ato II, é objeto da vigilância de Polônio, que manda Reinaldo investigá-lo em Paris.
Na cena 5 do Ato IV, invade o castelo à frente de uma turba que o aclama rei e exige o pai. O rei o acalma, mas Ofélia reaparece com flores e canções e Laertes, abalado, aceita ouvi-lo. Na cena 7 do Ato IV, deixa-se conduzir por Cláudio ao plano do duelo: uma espada sem proteção, à qual ele mesmo acrescenta o veneno da ponta.
Na cena 1 do Ato V, no cemitério, salta na cova de Ofélia, e Hamlet se revela e pula atrás dele; os dois lutam até serem separados. Na cena 2 do Ato V, fere Hamlet com a espada envenenada e, trocadas as armas, é ferido pela própria lâmina. Acusa o rei antes de morrer.
Fechamento: perguntas abertas, sem gabarito.