Clavis Libri · Caderno de estudos · Folha do aluno

Hamlet

William Shakespeare

Um caderno para ler o livro em 2 semanas: o que aconteceu, os temas, as citações, as questões e as perguntas para pensar.

NomeTurmaData

Como usar

Leia os capítulos da semana e depois responda à seção dela. Cada exercício tem um número; o gabarito fica com o professor.

As perguntas "para discutir" não têm resposta certa: servem para pensar e conversar. As questões de múltipla escolha e a identificação das citações têm.

Semana 1 · Ato I: O Espectro e a ordem de vingança a Ato III: A Ratoeira e a morte de Polônio

Semana 1

Ao ler, observe: Repare em como Hamlet hesita, e em como finge para descobrir a verdade.

1.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
1.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
VingançaAção e inaçãoLoucuraMorteCorrupção e decadênciaAparência e realidade
1.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Quem está aí?
1.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Ora essa! Um rato?
1.5Na muralha, Marcelo explica por que convidou Horácio para a vigília daquela noite. Qual é o motivo? (Ato I: O Espectro e a ordem de vingança)
1.6Hamlet faz os dois amigos jurarem sobre a espada e exige deles um último juramento. O que ele avisa sobre seu comportamento daqui em diante? (Ato I: O Espectro e a ordem de vingança)
1.7Polônio manda Reinaldo a Paris para saber como Laertes vive. Como ele quer que Reinaldo arranque a informação de outros dinamarqueses que encontrar por lá? (Ato II: A loucura fingida e a armadilha do teatro)
1.8No fim do ato, Hamlet decide testar o rei com a peça. Por que não age apenas com base no que o Espectro lhe disse? (Ato II: A loucura fingida e a armadilha do teatro)
1.9Polônio dá um livro de orações a Ofélia, para que a vejam lendo, e diz que a aparência de devoção pode adoçar até o demônio. O que o rei diz, à parte, ao ouvir isso? (Ato III: A Ratoeira e a morte de Polônio)
1.10Para discutir. (Ato I: O Espectro e a ordem de vingança)

Por que Cláudio faz questão de que Hamlet não volte a Wittenberg, enquanto deixa Laertes partir para a França?

1.11Para discutir. (Ato III: A Ratoeira e a morte de Polônio)

Por que a rainha não vê o Espectro, que Hamlet vê tão claramente neste quarto?

1.12E você? Pensar demais ajuda ou atrapalha na hora de agir?

Semana 2 · Ato IV: Exílio, loucura e armadilha a Ato V: Cemitério e duelo

Semana 2

Ao ler, observe: Repare no que as escolhas de cada um acabam custando aos outros.

2.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
2.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
VingançaAção e inaçãoLoucuraMorteCorrupção e decadênciaAparência e realidade
2.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
O corpo está com o rei, mas o rei não está com o corpo.
2.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Que quatro capitães Carreguem Hamlet, como soldado, à tribuna; Pois ele prometia, se posto no trono, Provar-se digno de reinar.
2.5Gertrudes conta a Cláudio que Hamlet matou Polônio. Como o rei reage em relação ao príncipe? (Ato IV: Exílio, loucura e armadilha)
2.6Ao ver o exército de Fortimbrás marchar por um pedaço de terra sem valor, Hamlet se censura. O que diz de si mesmo? (Ato IV: Exílio, loucura e armadilha)
2.7A rainha conta a Laertes que Ofélia morreu. Segundo ela, como Ofélia se afogou? (Ato IV: Exílio, loucura e armadilha)
2.8Dois coveiros cavam a sepultura de alguém que talvez tenha tirado a própria vida e discutem se a morta merece enterro cristão. O que o segundo coveiro diz ser a verdade? (Ato V: Cemitério e duelo)
2.9Antes de morrer, Hamlet diz quem deve herdar o trono da Dinamarca. Quem ele indica? (Ato V: Cemitério e duelo)
2.10Para discutir. (Ato IV: Exílio, loucura e armadilha)

Hamlet diz que o rei é uma coisa feita de nada: de que rei ele está falando?

2.11Para discutir. (Ato V: Cemitério e duelo)

O que muda entre o que Hamlet diz de si na planície, no Ato IV, e o que diz a Horácio antes do duelo?

2.12E você? O que nos impede de fazer o que sabemos que devemos fazer?

Depois de ler o livro inteiro

Personagens

Para cada personagem, diga quem é e como muda do começo ao fim do livro.

PersonagemQuem éComo muda
P1 Hamlet
P2 Cláudio
P3 Gertrudes
P4 Polônio
P5 Ofélia
P6 Laertes

Temas

Para cada tema, anote dois ou três momentos do livro em que ele aparece e escreva, em poucas linhas, o que o livro diz sobre ele.

T1Vingança
T2Ação e inação
T3Loucura
T4Morte
T5Corrupção e decadência
T6Aparência e realidade

Fechamento

Perguntas sobre a obra inteira. Escolha uma e responda num texto de 20 a 30 linhas.

O que o texto estabelece sobre a natureza do Espectro, e o que a peça deixa em aberto de propósito?

Se a fala final é de Fortimbrás, o que muda no julgamento sobre o heroísmo de Hamlet?

Ofélia mudaria o veredito sobre Hamlet? Rompida com ele por ordem do pai, é rejeitada por ele na cena 1 do Ato III e perde o pai, morto pelo príncipe, e a peça não encena a morte dela, só a narra pela boca de Gertrudes.

Horácio sobrevive e recebe o encargo de contar a história de Hamlet: o que o texto mostra dele que explique essa escolha?

Termos

Palavras do livro que podem travar a leitura, explicadas. Para consultar quando aparecerem.

Elsinore. Nome inglês de Helsingør, cidade da Dinamarca no extremo nordeste da ilha da Zelândia, junto ao estreito de Øresund. A fortaleza da cidade é o castelo de Kronborg, reconstruído entre 1574 e 1585 sob Frederico II. Shakespeare dá ao castelo da peça o nome da cidade, que o público inglês já associava à Dinamarca.

Wittenberg. Cidade alemã cuja universidade foi fundada em 1502 por Frederico, o Sábio, eleitor da Saxônia, para difundir o humanismo renascentista. Lutero foi professor ali, e a instituição se tornou um centro da Reforma Protestante. Na peça, é a universidade que Hamlet frequenta, longe da corte dinamarquesa.

Melancolia. Na medicina antiga, que ainda dominava o pensamento médico no tempo de Shakespeare, o corpo tinha quatro humores: sangue, bile amarela, bile negra e fleuma, segundo Hipócrates e Galeno. A palavra vem do grego "bile negra". O temperamento melancólico era descrito como sério, introvertido e cauteloso, e propenso à depressão e a oscilações de humor.

Arrás. Tapeçaria imensa e pesada, pendurada do teto ao chão, com desenhos coloridos, usada nas paredes de pedra dos castelos para isolar o frio. Entre a parede e o tecido sobrava espaço para caber uma pessoa. O nome vem de Arras, cidade francesa famosa no século XIV por suas tapeçarias, e passou a designar tapeçarias em geral.

Primeiro Quarto. Quarto é o formato de livro em que a folha de impressão é dobrada duas vezes, dando quatro folhas e oito páginas, comum na época elisabetana para publicar peças avulsas. Hamlet saiu em 1603 no Primeiro Quarto, bem mais curto, e em 1604 no Segundo Quarto, de quase o dobro do tamanho e base das edições modernas.

Fólio. Formato de livro em que a folha de impressão é dobrada uma só vez, formando duas folhas e quatro páginas, caro e usado em edições de prestígio. O Primeiro Fólio, de 1623, reuniu 36 peças de Shakespeare, organizadas por dois ex-sócios, John Heminges e Henry Condell, sete anos após a morte dele. Traz uma versão de Hamlet que difere da dos quartos.

Enterro cristão. Sepultamento com os ritos da Igreja. A doutrina cristã via no suicídio um pecado, porque a vida pertence a Deus, e quem se matava podia ser privado do enterro cristão e da missa. Na Inglaterra de Shakespeare, o suicida podia perder também os bens, o que gerou disputas judiciais, como a de 1561.

Providência. Na teologia cristã, o cuidado e o governo de Deus sobre o mundo, de modo que nada acontece sem a vontade divina. A imagem do pardal vem do Evangelho de Mateus (10:29): nenhum pardal cai na terra sem a vontade do Pai. A passagem é citada na teologia reformada para afirmar que nada no mundo ocorre à margem de Deus.