Clavis Libri · Caderno de estudos · Gabarito do professor

Júlio César

William Shakespeare

As respostas de cada exercício do caderno, tiradas do guia da obra.

Gabarito

Gabarito

As respostas vêm do guia da obra no Clavis Libri. Nas questões abertas, o gabarito mostra o que se espera encontrar, não a única resposta possível. As perguntas "para discutir" e "E você?" não têm gabarito.

Semana 1

1.1O que aconteceu.
Ato I: O triunfo e a sedução de BrutoOs tribunos Flávio e Marulo expulsam das ruas de Roma os artesãos que festejam o triunfo de César, e os acusam de esquecer Pompeu, a quem aclamavam antes. Dispersada a multidão, os dois vão tirar das estátuas os enfeites de César, apesar do aviso de que é a festa das Lupercais. Flávio explica o motivo: cortar as penas de César para que ele não voe alto demais e mantenha todos em servidão.
Ato II: A conspiração e a manhã dos IdosNa madrugada, Bruto, insone, conclui que César deve morrer pelo que poderá vir a ser. Lúcio lhe entrega uma carta anônima que o chama a agir. Cássio chega com os conspiradores encapuzados, e Bruto recusa o juramento, exclui Cícero e impede que Antônio seja morto. Combinam que Décio levará César ao Capitólio. Pórcia exige saber o segredo do marido e invoca uma ferida que se fez na coxa como prova de firmeza. Bruto promete contar e recruta Ligário.
Ato III: O assassinato e o FórumNo dia dos Idos de março, o Adivinho e Artemidoro tentam avisar Júlio César, que os ignora e entra no Senado. Os conspiradores o cercam sob o pretexto do pedido de Metelo Címber, e Casca dá o primeiro golpe e Bruto o último. Marco Antônio se aproxima, aparenta aliança e obtém licença para falar no funeral, apesar do receio de Cássio. Sozinho, jura vingança e manda avisar Otávio.
1.2Temas da semana: Poder, Política, Lealdade e traição, Honra e reputação, Destino e livre-arbítrio, Linguagem e narração.
1.3Flávio, Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto.

A peça abre nas ruas de Roma, no dia do triunfo de César. Os tribunos Flávio e Marulo expulsam os artesãos que festejam e os acusam de esquecer Pompeu, a quem aclamavam antes. Dispersada a multidão, os dois vão tirar das estátuas os enfeites de César, mesmo avisados de que é a festa das Lupercais. É então que Flávio explica o motivo: cortar as penas de César, para que ele não voe alto demais e não mantenha todos em servidão.

A imagem é a de uma ave cujas penas voltam a crescer e precisam ser aparadas. O poder de César aparece como plumagem, algo que cresce por conta própria e que só se contém com um corte. O objetivo declarado não é derrubá-lo, mas devolvê-lo a uma altura comum, a de qualquer cidadão. Note que César ainda nem entrou em cena: antes de ouvi-lo falar, o leitor já o encontra discutido como ameaça. Pode-se ler que o temor de Flávio é menos pelo que César já fez do que pelo que ele poderá vir a ser.

O raciocínio lembra o que Bruto usará no pomar, no Ato II, quando falar do ovo da serpente: agir pelo que o outro poderá vir a ser. Por isso a frase de Flávio funciona como um primeiro aviso dos temas do poder e da política. A disputa da peça gira em torno de quem manda e de quem se curva, e pode-se ler nesta cena de abertura a ideia de que, para os inimigos de César, a servidão já começou, mesmo sem coroa.

1.4Um cidadão da turba (o quarto cidadão), Ato III: O assassinato e o Fórum.

Cina, o poeta, sai de casa por causa de um sonho ruim e é cercado por cidadãos exaltados, vindos do Fórum. Ele responde com brincadeiras e diz o nome, e a turba o toma pelo conspirador Cina. Mesmo quando ele grita que é o poeta, e não o conspirador, o grupo o ataca pelo nome e pelos maus versos. É então que um cidadão diz a frase: não importa, o nome dele é Cina. A turba parte, em seguida, para as casas dos conspiradores.

A frase mostra o que sobra de uma multidão incendiada pela palavra. A turba não quer saber de quem é o homem à sua frente, só do nome que ele tem. Cina, o poeta, não tem ligação com a conspiração e diz isso com clareza, mas a distinção deixa de valer. O nome basta, e o homem é morto por uma palavra. Há uma ironia sombria na cena: pouco antes, a mesma multidão aplaudiu Bruto, que falava em liberdade, e agora não distingue um poeta de um conspirador.

A cena fecha o ato com o outro lado da liberdade proclamada. Os conspiradores falavam de paz e de liberdade e imaginavam a morte de César encenada por séculos, com sentido fixado de antemão. A morte de Cina mostra o que o sentido do crime virou nas ruas: violência que não escolhe. Pode-se ler a frase como a cena em miniatura do tema da linguagem, em que as palavras, entregues a uma multidão, passam a valer mais que as pessoas. O mesmo poder da fala que virou o povo no Fórum agora tira a vida de um inocente, sem que ninguém precise justificar.

1.5C. Marulo lembra que o povo subia em muros e telhados, com os filhos no colo, para ver Pompeu passar e fazia o Tibre tremer com os gritos. Agora, diz ele, estes mesmos homens se vestem bem e jogam flores para quem vence sobre o sangue de Pompeu. É a primeira marca da peça: a lealdade do povo troca de dono com facilidade, e os tribunos já se opõem à glória de César.
1.6A. Cássio responde que sabe onde usará o punhal e que nem torre de pedra nem masmorra impedem a força do espírito. Casca adere, e Cássio revela que já reuniu outros nobres no pórtico de Pompeu. Falta Bruto: Cássio diz que três partes dele já são suas.
1.7B. Bruto admite que nunca viu as afeições de César pesarem mais que a razão, mas diz que o poder muda quem o tem e que quem sobe a escada vira as costas aos degraus. Como não há causa no que César é, ele a molda no que César poderia vir a ser. A razão é toda de futuro: Bruto condena César por aquilo que ele poderia se tornar.
1.8C. Pórcia pede constância contra a própria língua e diz que sua mente é de homem, mas a força é de mulher, e que é difícil as mulheres guardarem segredo. Pouco antes, ela mostrara firmeza diante de Bruto. Agora a espera pelas notícias do Capitólio a deixa sem ar. A cena mostra o preço do segredo que Bruto confiou a ela.
1.9A. César ignora o aviso por orgulho: o que lhe diz respeito diretamente fica para depois. A única carta que podia salvá-lo fica sem leitura, e ele entra no Senado, onde os conspiradores já o esperam. A cena mostra que os avisos não faltam, e que o obstáculo é o modo como César se coloca.

1.10 a 1.12: perguntas abertas, sem gabarito.

Semana 2

2.1O que aconteceu.
Ato IV: A discórdia no acampamentoEm Roma, Marco Antônio e Otávio sentam-se com Lépido para marcar quem deve morrer, e Lépido e Antônio aceitam incluir cada um um parente: o irmão de Lépido, o sobrinho de Antônio. Lépido sai para buscar o testamento de César, e Antônio o chama de homem insignificante, bom só para recados, e o compara a um burro que carrega ouro até onde o dono quer. Em seguida avisa Otávio de que Bruto e Cássio reúnem tropas e que é hora de fortalecer a aliança.
Ato V: Filipos e a morte de BrutoNas planícies de Filipos, Otávio e Marco Antônio discutem a posição de cada um, e Otávio impõe a sua. Os generais dos dois lados parlamentam, trocam insultos e ameaças, e voltam à batalha. Cássio, no dia do próprio aniversário, confessa a Messala que passou a dar crédito aos presságios: as águias do exército foram trocadas por corvos. Pergunta a Bruto o que fará se perderem, e os dois se despedem.
2.2Temas da semana: Poder, Política, Lealdade e traição, Honra e reputação, Destino e livre-arbítrio.
2.3Marco Antônio, Ato IV: A discórdia no acampamento.

Em Roma, Marco Antônio e Otávio sentam-se com Lépido para marcar quem deve morrer. Lépido e Antônio aceitam incluir cada um um parente: o irmão de Lépido, o sobrinho de Antônio. Lépido sai para buscar o testamento de César, e Antônio o chama de homem insignificante, bom só para recados, e o compara a um burro que carrega ouro até onde o dono quer. Em seguida avisa Otávio de que Bruto e Cássio reúnem tropas e que é hora de fortalecer a aliança.

A frase é uma escolha de imagem reveladora. Antônio fala de Lépido como de um animal de carga: as honras que ele recebe são o ouro, e a tarefa dele é gemer e suar sob o serviço até que o trabalho acabe. Quando acabar, tiram-se as honras e a carga fica com o dono. Em poucas linhas a cena mostra como os três que governam pretendem dividir o poder: um deles, Lépido, está ali para ser usado, e Antônio não esconde isso, mesmo diante da defesa de Otávio.

A frase se liga ao tema do poder e ao da lealdade e traição. Os conspiradores mataram César em nome de Roma, e os herdeiros dele, antes de entrar em guerra com eles, já escolhem quem matar sem demora e tratam o aliado como descartável. Pode-se ler a cena como o contraponto da briga no acampamento: de um lado, o frio cálculo de uma aliança de conveniência, em que o outro é instrumento; de outro, uma amizade que se desfaz por dinheiro e honra. A frase sugere que o poder que usa os outros como instrumento, o mesmo que Flávio e Bruto temiam em César, reaparece nas mãos de quem se apresenta como vingador.

2.4Marco Antônio, Ato V: Filipos e a morte de Bruto.

Cercado e exausto, Bruto pede a Clito, a Dardânio e a Volúmnio que o matem, e os três se recusam. Diz a Volúmnio que o espectro de César lhe apareceu duas vezes e que sua hora chegou. Estratão segura a espada, e Bruto se lança sobre ela, dizendo a César que já pode descansar. Otávio e Antônio chegam. Diante do corpo, Antônio faz o elogio: este foi o mais nobre dos romanos, o único dos conspiradores que não agiu por inveja de César. Otávio manda dar-lhe honras fúnebres.

O elogio a Bruto vem do inimigo. É Antônio, que jurou vingança e que levou o povo a queimar as casas dos conspiradores, quem reconhece no morto o único movido pelo bem comum. Pode-se ler o elogio como o que faz de Bruto o centro moral da tragédia. Ele acredita em Roma e age por ela, e a peça deixa ver que isso não basta: a causa nobre produz o caos que queria evitar. Antônio, na mesma frase, rebaixa os outros conspiradores, e assim separa Bruto do grupo que ele mesmo havia reunido.

Há um contraste com o fim. Quem fecha a peça é Otávio, que manda recolher o campo e dá ao poder o último gesto: vitória para o seu lado e honras militares para o derrotado. Pode-se ler que a nobreza de Bruto é o que a peça lhe concede em troca da derrota, e que a frase é menos uma sentença do que uma despedida. O texto deixa ver, para a morte dele, duas razões: não ser levado preso a Roma e a convicção de que o espectro já marcou o seu fim. Antônio não discute isso. Reconhece apenas o homem.

2.5C. Os três dividem o poder e já tratam vidas como moeda: Lépido aceita o irmão e pede o sobrinho de Antônio, que concorda. Antônio manda Lépido buscar o testamento e o chama de homem insignificante. A cena mostra que o novo governo já vem com a lógica de proscrição e de interesse, bem longe do ideal de Bruto.
2.6C. Bruto pergunta, em tom de acusação, se aqueles que golpearam o primeiro homem do mundo por apoiar ladrões vão agora sujar os dedos com subornos e vender a honra por lixo. Cássio responde com ameaças, e a discussão chega ao ponto de ele oferecer o peito ao punhal. A causa da conspiração vira motivo de briga.
2.7B. O espectro de César não discute a decisão e só diz que se verão em Filipos. Bruto, ao acordar os criados, vê que ninguém mais notou nada. A aparição fica como um marco: é a ela que Bruto se refere no ato seguinte quando diz que a sua hora chegou.
2.8D. Cássio, que seguia Epicuro, diz que agora crê em parte nos presságios: no lugar das duas águias, os corvos formam um dossel fatal sobre o exército. É seu aniversário, e ele é obrigado a arriscar tudo numa batalha. Diz crer só em parte e estar resolvido a enfrentar os perigos. O sinal prepara o fim dele.
2.9C. Quem fala é Antônio, o inimigo, que diz que Bruto foi o mais nobre dos romanos e que na vida dele os elementos se misturaram de modo que a Natureza poderia dizer ao mundo: este foi um homem. O elogio faz de Bruto o centro moral da peça, e Otávio o fecha mandando dar honras de soldado ao morto e recolher o campo.

2.10 a 2.12: perguntas abertas, sem gabarito.

Personagens

P1Bruto.

Bruto é o homem em quem Roma confia, e por isso o homem de que a conspiração precisa. Ama Júlio César, não tem queixa pessoal contra ele, e mesmo assim lidera a morte dele, convencido de que o faz por Roma. Descende do Bruto que expulsou o rei Tarquínio, é casado com Pórcia, a filha de Catão, e é amigo e depois adversário de Cássio, que o seduz com um espelho. Quer que o ato pareça limpo e que os que o praticam sejam vistos como purgadores. Termina derrotado em Filipos, com a espada de Estratão, reconhecido por Marco Antônio como o único conspirador movido pelo bem comum.

Como muda

Na cena 2 do Ato I, quando Cássio o convida para ver a corrida, Bruto diz que não é brincalhão e que passa por um conflito consigo mesmo. Cássio pergunta se ele vê o próprio rosto, e Bruto responde que o olho só se vê por reflexo, abrindo a porta para Cássio ser o espelho. Ao ouvir os gritos da multidão, teme que o povo escolha César como rei e acrescenta que, ainda assim, o ama bem. Cássio fala do nome de Bruto, que pesa tanto quanto o de César, e do Bruto antigo que não toleraria um rei em Roma. Bruto não promete nada: pede tempo para pensar e diz que prefere ser um aldeão a ser filho de Roma sob tais condições.

Na cena 1 do Ato II, antes que os conspiradores cheguem, decide sozinho no pomar. Diz não ter motivo pessoal contra César, só o receio do que ele possa se tornar com a coroa, e a razão que dá é de futuro:

Lúcio lhe entrega uma carta anônima que o acorda ("Bruto, tu dormes"), e ele a completa sozinho: Roma não pode ficar sob o domínio de um homem. Quando os conspiradores chegam de rosto coberto, recusa o juramento, porque a honra de homens honrados dispensa promessa, e recusa também Cícero, que não segue o que os outros começam. Impede que Antônio seja morto: quer que sejam sacrificadores e não açougueiros, e acha que Antônio, sem César, tem só a força do braço de quem perdeu a cabeça. Pede que a conspiração se esconda em sorrisos, como os atores romanos. Depois que os outros saem, Pórcia o interroga e se ajoelha, e Bruto promete contar o que pesa nele. Em seguida recruta Ligário, que joga fora a doença ao saber que Bruto tem uma empresa de honra em mãos.

Na cena 2 do Ato II, vai com os outros à casa de César buscá-lo e recebe o convite para beber vinho com ele. Em aparte, diz que nem todo semelhante é o mesmo, e que o coração dele se aperta ao pensar nisso. Na cena 1 do Ato III, desfere o último golpe e, depois do assassinato, pede que os romanos não fujam: a dívida da ambição está paga. Propõe que lavem as mãos no sangue de César até os cotovelos e saiam gritando "paz, liberdade". Recebe Antônio, que se oferece à morte, e o acolhe com amizade. Concede a ele a palavra no funeral, contra o aviso de Cássio, mas com condições: ele fala primeiro, explica o ato, e Antônio só depois, sem culpar os conspiradores.

Na cena 2 do Ato III, no Fórum, divide a multidão com Cássio e fala em prosa. Diz que amou César, mas amou mais Roma, e pergunta quem seria tão vil a ponto de querer ser escravo, concluindo que não ofendeu ninguém. Diz que tem o mesmo punhal para si, caso Roma precise da morte dele, e é aclamado: um cidadão diz que ele devia ser César. Ao sair, pede que fiquem para ouvir Antônio.

Na cena 2 do Ato IV, em Sardes, ouve de Lucílio que Cássio o recebeu com cortesia, mas sem a intimidade de antes, e reconhece nisso um amigo que esfria. Na cena 3 do Ato IV, na tenda, Cássio reclama que Bruto puniu Lúcio Pella por suborno, e Bruto responde que o próprio Cássio tem a palma coçando e vende cargos por ouro. Lembra que os conjurados mataram César por justiça e conta que lhe pediu dinheiro para pagar as legiões e Cássio o negou. A briga chega a ameaças, os dois se reconciliam, e Bruto revela que Pórcia morreu. Pergunta a Messala, mais tarde, se as cartas trazem notícias dela e, ao ouvir a confirmação, aceita a perda como um romano. Contra Cássio, que prefere esperar o inimigo, decide marchar logo a Filipos, com o argumento da maré:

Com os criados dormindo, vê o espectro de César, que diz ser o mau espírito dele e que o verá em Filipos.

Na cena 1 do Ato V, em Filipos, troca palavras duras com Antônio e Otávio e, na despedida, diz a Cássio que acha vil e covarde se matar por medo do que possa vir, mas que não irá preso a Roma, e que o dia há de terminar a obra que os Idos de Março começaram. Na cena 2 do Ato V, manda Messala dar a ordem de atacar, e na cena 3 do Ato V Titínio diz que Bruto deu o sinal cedo demais. Ao ver os corpos de Cássio e de Titínio, diz que o espírito de César ainda anda por aí e chama Cássio de último dos romanos. Na cena 4 do Ato V, anima os seus, e Lucílio se faz passar por ele e diz a Antônio que Bruto será encontrado igual a si mesmo. Na cena 5 do Ato V, cercado, pede a Clito, a Dardânio e a Volúmnio que o matem, e os três recusam. Diz a Volúmnio que o espectro lhe apareceu duas vezes e que a hora chegou, e Estratão segura a espada. Antes de se lançar sobre ela, diz a César que o matou com muito menos vontade do que agora se mata. Antônio o elogia diante de Otávio, e Otávio manda dar-lhe honras fúnebres.

P2Cássio.

Cássio é o arquiteto da conspiração. Magro e faminto, na descrição de Júlio César, lê muito, observa tudo e não se alegra com música nem com jogos. Diz ter salvado César do Tibre quando ele se afogava e vê agora esse homem tratado como deus. Seduz Bruto com um espelho, recruta Casca, forja cartas para empurrar Bruto e perde, uma a uma, as discussões em que se opõe a ele. Epicurista, passa a dar crédito aos presságios no dia do aniversário, em Filipos, e morre com a espada que atravessou César.

Como muda

Na cena 2 do Ato I, trabalha Bruto a sós. Diz que ele não vê o próprio rosto e se oferece como o espelho que mostra o que há de oculto nele. Conta que, num dia de vento, César o desafiou a nadar no Tibre revolto e gritou, no meio, que o salvasse, e que a febre na Espanha fez César tremer e pedir água como uma menina doente. Diz que Roma se curva a um homem fraco, e tira a conclusão para Bruto:

Cássio pergunta o que há no nome "César" que não haja no de Bruto, e lembra o Bruto antigo, que não toleraria um rei. Sai de cena dizendo, sozinho, que Bruto é nobre mas seduzível, e que vai lançar pelas janelas dele cartas que pareçam de cidadãos, falando da opinião que Roma tem do nome dele.

Na cena 3 do Ato I, na noite de tempestade, caminha com o peito aberto aos raios e diz a Casca que o céu avisa contra um homem que cresceu demais, chama os romanos de decadentes e diz que neles governa o espírito das mães. Ao saber que o Senado quer coroar César, jura matar-se antes de aceitar a servidão, e diz que a vida cansada nunca falta ao poder de se dispensar. A frase que resume é de uma linha:

Entrega cartas a Cina, para plantar onde Bruto as ache, e diz a Casca que três partes de Bruto já são deles.

Na cena 1 do Ato II, chega com os conspiradores encapuzados, sussurra com Bruto e propõe que Cícero seja sondado. Bruto o recusa, e Cássio aceita. Propõe que Antônio caia junto com César e, vencido por Bruto, ainda diz que o teme. Observa que César se tornou supersticioso nos últimos tempos, ao contrário da opinião que tinha dos sonhos e das cerimônias, e que os prodígios dessa noite podem prendê-lo em casa. Decide que todos irão buscá-lo.

Na cena 1 do Ato III, quando Popílio sussurra que deseja sucesso à empresa, Cássio teme que tudo esteja descoberto e diz a Casca que seja rápido, pois, se for descoberto, ele mesmo se mata. Ajoelha-se junto a Bruto para apoiar o pedido de Metelo Címber e, depois do golpe, manda que alguns proclamem a liberdade nos púlpitos. Imagina a cena sendo encenada pelos séculos, em línguas ainda desconhecidas. Quando Bruto concede a Antônio a palavra no funeral, avisa que ele não sabe o que faz e que não gosta daquilo. Na cena 2 do Ato III, vai para outra rua dividir a multidão com Bruto.

Na cena 2 do Ato IV, em Sardes, chega com seu exército e diz, diante dos soldados, que Bruto o ofendeu, até Bruto pedir que falem na tenda. Na cena 3 do Ato IV, protesta contra a punição de Lúcio Pella, aceita mal ser chamado de vendedor de cargos e diz que, em vida, César não ousaria tratá-lo assim. Oferece o peito ao punhal de Bruto: que o fira como feriu César, pois sabe que, mesmo quando mais o odiava, Bruto amava César mais do que a ele. A reconciliação é rápida, e ele pede que Bruto o suporte quando o humor que a mãe lhe deu o faz esquecer. Quando Bruto lhe diz que Pórcia morreu, pergunta como escapou com vida depois de contrariá-lo daquele jeito. Propõe esperar o inimigo, cansá-lo e poupar as forças, e cede ao argumento da maré sem insistir.

Na cena 1 do Ato V, o parlamento com Antônio e Otávio vira insulto: chama Otávio de colegial birrento e Antônio de mascarado e festeiro e, chamado de adulador por Antônio, diz a Bruto que agradeça a si mesmo, porque a língua de Antônio não teria ofendido se Cássio tivesse mandado. Diz a Messala que é o dia do aniversário, que passou a dar crédito aos presságios e que as águias que acompanhavam o exército foram trocadas por corvos. Pergunta a Bruto o que fará se perderem e despede-se dele com a frase de que, se não se encontrarem, a despedida foi bem feita.

Na cena 3 do Ato V, mata o porta-estandarte que recuava, vê a fuga dos soldados e manda Titínio verificar se as tropas distantes são amigas. Do alto de um monte, Píndaro diz que Titínio foi capturado, e Cássio, achando o amigo perdido, lembra a Píndaro que o capturou na Pártia e que lhe fez jurar obediência, e pede que o mate com a espada que atravessou César, de rosto coberto. Morre dizendo que César está vingado.

P3Marco Antônio.

Marco Antônio é o amigo e braço direito de Júlio César, corredor da festa das Lupercais e quem lhe oferece a coroa três vezes. Cássio o teme como articulador astuto; Bruto o tem por homem de esporte, de farra e de companhia, e o poupa por achar que, sem a cabeça de César, ele só tem a força do braço. Fala com ternura ao corpo, aperta as mãos dos assassinos, pede para falar no funeral e vira a multidão contra eles. Em seguida, junto com Otávio e Lépido, marca quem deve morrer e, em Filipos, vence a ala de Cássio e protege Lucílio. No fim, pronuncia o elogio de Bruto.

Como muda

Na cena 2 do Ato I, na procissão das Lupercais, corre a corrida que César lhe ordenou, com a missão de tocar Calpúrnia, e diz que, quando César manda, está feito. Defende Cássio diante de César, dizendo que ele não é perigoso e é um nobre romano. É ele quem oferece a coroa, três vezes, segundo Casca.

Na cena 1 do Ato II, não está presente, mas é assunto. Cássio quer que ele caia com César, porque, bem-amado do chefe, pode ser um articulador astuto, e Bruto o poupa: é só um membro de César, dado a esportes, à vida desregrada e à companhia, e, se amar César, tudo o que fará é matar-se de dor. Trebônio diz que ele viverá e rirá disso depois.

Na cena 1 do Ato III, é retido fora do Senado por Trebônio e foge para casa, assustado, quando o golpe cai. Manda um criado se ajoelhar diante de Bruto e dizer que ele honra Bruto e que, vivo, Bruto lhe é mais caro que César morto. Chega, vê o corpo e se oferece aos assassinos, dizendo que não encontrará hora tão boa para morrer quanto a da morte de César. Bruto o acolhe, e Antônio aperta a mão de cada um, nomeando todos. Pede perdão a César por ter apertado a mão dos que o mataram e o compara a um cervo atingido por muitos príncipes. Obtém licença para falar no funeral, e Cássio avisa Bruto, sem resultado. Sozinho, jura sobre o corpo, em profecia, que uma praga cairá sobre os homens, que a fúria civil tomará a Itália e que o espírito de César, vindo do inferno com Ate ao lado, soltará os cães da guerra. Manda o criado de Otávio voltar e avisá-lo de que Roma ainda não é segura para ele. Na cena 2 do Ato III, depois de Bruto, sobe à tribuna:

Repete que Bruto é um homem honrado até a frase virar acusação, lembra que César trouxe prisioneiros cujos resgates encheram os cofres, que chorou pelos pobres e que três vezes recusou a coroa que ele mesmo lhe ofereceu. Diz que prefere não ler o testamento e guarda a leitura para quando a multidão o exigir. Desce, mostra o manto de César, aponta onde passou o punhal de Cássio e onde a faca de Casca abriu o rasgo, e conta que Bruto era o anjo de César. Diz que não é orador, e sim um homem simples que mostra as feridas, as bocas mudas, e pede que falem por ele. Quando a multidão se levanta, ele a detém para ler o testamento: setenta e cinco dracmas a cada cidadão e os jardins de César ao povo. Quando os cidadãos saem para queimar as casas dos conspiradores, diz que agora a desgraça está solta, e que tome o caminho que quiser.

Na cena 1 do Ato IV, com Otávio e Lépido, risca os nomes dos que devem morrer e aceita incluir o sobrinho, Públio, em troca do irmão de Lépido. Quando Lépido sai para buscar o testamento, chama-o de homem insignificante, bom para recados, e diz que ele carregará as honras como o burro carrega o ouro, para gemer e suar, e depois será dispensado para pastar. Quando Otávio lembra que Lépido é soldado provado, responde que o cavalo dele também é, e que tem mais dias de vida que o jovem. Avisa que Bruto e Cássio reúnem tropas e que é preciso reforçar a aliança.

Na cena 1 do Ato V, em Filipos, discute com Otávio a posição de cada um, ouve que ele impõe a sua, e responde a Bruto no parlamento com o buraco que ele fez no coração de César. Acusa os conspiradores de terem se curvado e adulado como cães antes do golpe e chama Casca de cão que feriu por trás. Na cena 3 do Ato V, invade as tendas de Cássio e cerca o resto das tropas dele. Na cena 4 do Ato V, ao descobrir que o prisioneiro é Lucílio, e não Bruto, diz que prefere ter homens assim como amigos e manda tratá-lo bem. Na cena 5 do Ato V, chega ao corpo de Bruto e diz:

P4Júlio César.

Júlio César é o homem de quem toda a peça fala e que aparece em poucas cenas: festejado em Roma no dia das Lupercais, a quem parte do Senado quer dar a coroa e a quem outra parte decide matar. Tem um ouvido surdo, cai em público num ataque que Casca conta com desprezo, e fala de si como de um nome maior que o homem. Cai no Capitólio, nos Idos de Março, sob as facadas de Casca, de Cássio e de Bruto, e continua na peça como corpo exposto, como espectro e como força: Marco Antônio faz da morte dele uma arma, e Bruto diz, em Filipos, que o espírito de César ainda anda por aí.

Como muda

Antes de entrar em cena, já é o problema. Na cena 1 do Ato I, os tribunos Flávio e Marulo tiram os enfeites das estátuas dele e dispersam o povo que o festeja, e Flávio explica que é preciso arrancar as penas da asa de César para que ele não voe alto demais.

Na cena 2 do Ato I, na procissão das Lupercais, manda Calpúrnia ficar no caminho de Antônio na corrida, porque os velhos dizem que a estéril tocada na caça sagrada perde a maldição, e exige que nenhum rito seja omitido. Um adivinho grita que se cuide dos Idos de Março, ele o manda chegar perto, olha o rosto dele e o despacha: é um sonhador. Na volta da corrida, com o cortejo calado, aponta Cássio a Antônio: magro, faminto, pensa demais, não ouve música e sorri como quem zomba de si mesmo. Chama tais homens de perigosos, em seguida recua, diz que não o teme e que fala do que se deve temer, pois sempre é César, e pede que Antônio fique à direita, porque o ouvido esquerdo é surdo. A recusa da coroa, três vezes, e o desmaio com espuma na boca chegam por Casca, que conta também que, ao voltar a si, César pediu que atribuíssem aquilo à enfermidade dele.

Na cena 2 do Ato II, em casa, na manhã dos Idos, resiste a Calpúrnia, que gritou três vezes em sonho que matavam César, e aos augúrios, que não acharam coração no animal sacrificado. Diz que o que o ameaçou nunca viu mais que as costas dele e que o perigo sabe que César é mais perigoso que ele, dois leões nascidos no mesmo dia, ele o mais velho e o mais terrível. Responde ao medo com a frase mais citada da peça sobre ele:

Cede ao pedido de Calpúrnia, que se oferece como culpada do medo, e manda Décio avisar o Senado. Décio refaz o sonho, dizendo que o sangue da estátua é o sangue novo que Roma vai beber, promete a coroa naquele dia e lembra que os senadores diriam que a sessão foi adiada até a mulher de César ter sonhos melhores, e que César tem medo. César responde que os temores de Calpúrnia parecem tolos e que tem vergonha de ter cedido, pede o manto e recebe em casa os conspiradores, a quem convida para o vinho. Pede a Cina, a Metelo e a Trebônio que fiquem perto dele, e Trebônio responde em aparte que estará tão perto que os amigos de César desejarão que estivesse longe.

Na cena 1 do Ato III, diante do Capitólio, o Adivinho lhe diz que os Idos chegaram mas ainda não passaram, e Artemidoro pede que leia primeiro a carta dele, porque trata do que lhe toca mais de perto. César responde que o que toca a ele mesmo será servido por último, e entra no Senado. Metelo Címber se ajoelha pelo irmão banido, e ele recusa: a adulação derrete tolos, não César, que é constante como a estrela do norte, a única sem igual no firmamento. Bruto e Cássio se juntam ao pedido, Cina e Décio insistem, e ele pergunta a Cina se quer levantar o Olimpo. Casca grita que as mãos falem por ele e dá o primeiro golpe no pescoço, os outros o cercam, e o último é de Bruto. César, ao ver o amigo, diz a frase em latim e cai: "então cai, César".

Morto, não sai da peça. Na cena 2 do Ato III, o corpo e o manto furado são o argumento de Antônio diante do povo. Na cena 3 do Ato IV, aparece como espectro a Bruto, na tenda, diz ser o mau espírito dele e promete que o verá em Filipos. Na cena 3 do Ato V, Cássio morre com a espada que atravessou César e diz que ele está vingado, e Bruto exclama, ao ver os corpos de Cássio e de Titínio:

Na cena 5 do Ato V, Bruto conta a Volúmnio que o espectro lhe apareceu duas vezes, em Sardes e em Filipos, e, ao se lançar sobre a espada, pede a César que descanse.

P5Pórcia.

Pórcia é a esposa de Bruto e a filha de Catão, e é assim que se apresenta quando exige saber o segredo do marido: mulher, mas mulher de linhagem e de provas dadas. Fala em duas cenas, na madrugada dos Idos e na manhã em que espera notícias do Capitólio, e depois é a morte que Bruto conta a Cássio na tenda.

Como muda

Na cena 1 do Ato II, sai da cama atrás de Bruto, no pomar, depois que os conspiradores se foram, e lembra que ele se levantou do jantar na véspera, deu olhares ásperos, não respondeu e a mandou embora com um gesto. Pergunta qual é a doença que ele esconde e ajoelha-se: pelo voto que os fez um, ela quer saber quem são os homens que o visitaram de rosto escondido. Pergunta se, no casamento, está excluída dos segredos, e diz que, se for só isso, é a meretriz de Bruto, não a esposa. Quando ele responde que ela é a esposa honrada, retruca que, se fosse, saberia o segredo. Afirma que é mulher, mas mulher de Bruto, e filha de Catão, e prova a constância com uma ferida que deu a si mesma na coxa. Bruto pede aos deuses que o façam digno dessa mulher, promete contar tudo e manda que ela entre.

Na cena 4 do Ato II, na manhã dos Idos, manda Lúcio ao Senado ver como está Bruto, mas quase deixa escapar o motivo da aflição. Diz, em aparte, que tem a mente de um homem, mas a força de uma mulher, e que é difícil a mulheres guardar segredo:

Interroga o Adivinho, que quer avisar César e teme ser esmagado pela multidão, e reza pelo êxito do marido. Sozinha, sente-se desfalecer e manda Lúcio de volta, com a ordem de trazer notícias.

Na cena 3 do Ato IV, Bruto diz a Cássio que ela morreu: impaciente com a ausência dele e aflita com a notícia de que Otávio e Antônio tinham ficado fortes, enlouqueceu e, sem ninguém por perto, engoliu fogo. Cássio se espanta e Bruto pede que não se fale mais dela. Pouco depois, ao ouvir de Messala a confirmação, aceita a perda como um romano.

P6Calpúrnia.

Calpúrnia é a esposa de Júlio César, e é dela a tentativa de impedi-lo de ir ao Capitólio nos Idos de Março. Gritou em sonho, três vezes, que matavam César, e conta a ele os prodígios da noite. Na procissão das Lupercais, é a ela que César dirige a primeira ordem: ficar no caminho de Antônio, para ser tocada e deixar a esterilidade.

Como muda

Na cena 2 do Ato I, na procissão das Lupercais, César a manda ficar no caminho de Marco Antônio na corrida, para que ele a toque e ela perca a maldição da esterilidade, porque assim dizem os velhos. Quando o cortejo volta, Bruto nota que a face dela está pálida.

Na cena 2 do Ato II, na manhã dos Idos, diz a César que ele não sairá de casa naquele dia. Ela, que nunca se prendeu a cerimônias, agora tem medo: conta que uma leoa pariu nas ruas, que túmulos se abriram e devolveram os mortos, que guerreiros em chamas lutaram nas nuvens e que a chuva sobre o Capitólio era de sangue. Diz que, quando morrem mendigos, não se veem cometas, e que os próprios céus anunciam a morte de príncipes. César responde que os covardes morrem muitas vezes, e que a morte vem quando vem. Ela volta ao argumento: a sabedoria dele está consumida pela confiança. Ajoelha-se e pede que ele chame o medo de dela, e não dele, e que mandem Antônio ao Senado para dizer que César está doente. César cede, mas, quando Décio chega, mantém a recusa só pela vontade e só depois diz a razão: ela sonhou com a estátua dele, jorrando sangue por cem bicas, e muitos romanos sorrindo se lavavam nele. Calpúrnia insiste em que ele diga que está doente, e César responde que não mandará uma mentira. Décio refaz o sonho, e ela não fala mais. César, envergonhado de ter cedido, pede o manto.

Temas

T1Poder: as penas cortadas da asa de César na cena 1 do Ato I, o ovo da serpente na cena 1 do Ato II e o burro que carrega ouro na cena 1 do Ato IV. Aparece em: Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto; Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos; Ato III: O assassinato e o Fórum; Ato IV: A discórdia no acampamento; Ato V: Filipos e a morte de Bruto.
T2Política: a multidão dispersada pelos tribunos na cena 1 do Ato I, os dois discursos no Fórum na cena 2 do Ato III e a lista dos condenados na cena 1 do Ato IV. Aparece em: Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto; Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos; Ato III: O assassinato e o Fórum; Ato IV: A discórdia no acampamento.
T3Lealdade e traição: Cássio trabalhando Bruto na cena 2 do Ato I, o golpe no Capitólio na cena 1 do Ato III e a briga na tenda na cena 3 do Ato IV. Aparece em: Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto; Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos; Ato III: O assassinato e o Fórum; Ato IV: A discórdia no acampamento; Ato V: Filipos e a morte de Bruto.
T4Honra e reputação: o juramento recusado na cena 1 do Ato II, o Bruto honrado de Antônio na cena 2 do Ato III e o elogio ao morto na cena 5 do Ato V. Aparece em: Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto; Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos; Ato III: O assassinato e o Fórum; Ato IV: A discórdia no acampamento; Ato V: Filipos e a morte de Bruto.
T5Destino e livre-arbítrio: as estrelas e os subalternos na cena 2 do Ato I, os augúrios na cena 2 do Ato II e o espírito de César na cena 3 do Ato V. Aparece em: Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto; Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos; Ato IV: A discórdia no acampamento; Ato V: Filipos e a morte de Bruto.
T6Linguagem e narração: a coroa contada por Casca na cena 2 do Ato I, os dois discursos na cena 2 do Ato III e o poeta morto pelo nome na cena 3 do Ato III. Aparece em: Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos; Ato III: O assassinato e o Fórum.

Fechamento: perguntas abertas, sem gabarito.