Clavis Libri · Caderno de estudos · Folha do aluno

Júlio César

William Shakespeare

Um caderno para ler o livro em 2 semanas: o que aconteceu, os temas, as citações, as questões e as perguntas para pensar.

NomeTurmaData

Como usar

Leia os capítulos da semana e depois responda à seção dela. Cada exercício tem um número; o gabarito fica com o professor.

As perguntas "para discutir" não têm resposta certa: servem para pensar e conversar. As questões de múltipla escolha e a identificação das citações têm.

Semana 1 · Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto a Ato III: O assassinato e o Fórum

Semana 1

Ao ler, observe: Repare em como Cássio convence Bruto, e no que Bruto diz a si mesmo para agir.

1.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
1.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
PoderPolíticaLealdade e traiçãoHonra e reputaçãoDestino e livre-arbítrioLinguagem e narração
1.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…estas penas que crescem, arrancadas da asa de César, o farão voar numa altura comum
1.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…não importa, o nome dele é Cina
1.5Na primeira cena, os tribunos Marulo e Flávio expulsam das ruas os artesãos que festejam o triunfo de César. O que Marulo lhes censura? (Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto)
1.6Casca conta que os senadores pretendem coroar César no dia seguinte. O que Cássio diz que fará diante da ameaça de servidão? (Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto)
1.7Sozinho no pomar, antes de os conspiradores chegarem, Bruto decide que César deve morrer. Que razão ele dá? (Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos)
1.8Pórcia, sozinha, quase deixa escapar o segredo de Bruto diante de Lúcio. Como ela descreve a si mesma? (Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos)
1.9Diante do Capitólio, Artemidoro insiste que César leia primeiro o bilhete dele, pois toca César mais de perto. O que César responde? (Ato III: O assassinato e o Fórum)
1.10Para discutir. (Ato I: O triunfo e a sedução de Bruto)

Bruto diz amar César e, ao mesmo tempo, teme que o povo o faça rei. O que a conversa com Cássio faz com esse temor?

1.11Para discutir. (Ato III: O assassinato e o Fórum)

Bruto e Antônio falam à mesma multidão em poucos minutos e obtêm reações opostas. O que cada um pede ao povo que faça com o que ouve?

1.12E você? É possível fazer algo errado por um bom motivo?

Semana 2 · Ato IV: A discórdia no acampamento a Ato V: Filipos e a morte de Bruto

Semana 2

Ao ler, observe: Repare em como os aliados de ontem passam a desconfiar uns dos outros.

2.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
2.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
PoderPolíticaLealdade e traiçãoHonra e reputaçãoDestino e livre-arbítrioLinguagem e narração
2.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…ele apenas carregará essas honras como o burro carrega ouro, para gemer e suar sob o serviço
2.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…este foi o mais nobre dos romanos. Todos os conspiradores, menos ele, fizeram o que fizeram por inveja do grande César
2.5Em Roma, Antônio, Otávio e Lépido marcam os nomes de quem deve morrer. Que troca de vidas Lépido e Antônio aceitam fazer? (Ato IV: A discórdia no acampamento)
2.6Bruto acusa Cássio e lembra que César sangrou por justiça. De que Bruto o acusa? (Ato IV: A discórdia no acampamento)
2.7Com os criados dormindo, Bruto vê um espectro na tenda. O que ele diz a Bruto? (Ato IV: A discórdia no acampamento)
2.8Nas planícies de Filipos, Cássio confessa a Messala que passou a dar crédito aos presságios. Que sinal o abala? (Ato V: Filipos e a morte de Bruto)
2.9Diante do corpo de Bruto, Antônio faz um elogio. O que ele diz dos outros conspiradores e de Bruto? (Ato V: Filipos e a morte de Bruto)
2.10Para discutir. (Ato IV: A discórdia no acampamento)

O que a conversa sobre Lépido mostra do modo como esses três pretendem dividir o poder entre si?

2.11Para discutir. (Ato V: Filipos e a morte de Bruto)

Antônio diz que Bruto foi o único conspirador movido pelo bem comum. Com o que a peça mostrou, você concorda?

2.12E você? O que resta de uma amizade quando a confiança se quebra?

Depois de ler o livro inteiro

Personagens

Para cada personagem, diga quem é e como muda do começo ao fim do livro.

PersonagemQuem éComo muda
P1 Bruto
P2 Cássio
P3 Marco Antônio
P4 Júlio César
P5 Pórcia
P6 Calpúrnia

Temas

Para cada tema, anote dois ou três momentos do livro em que ele aparece e escreva, em poucas linhas, o que o livro diz sobre ele.

T1Poder
T2Política
T3Lealdade e traição
T4Honra e reputação
T5Destino e livre-arbítrio
T6Linguagem e narração

Fechamento

Perguntas sobre a obra inteira. Escolha uma e responda num texto de 20 a 30 linhas.

No Ato II, Bruto admite não ter motivo pessoal contra César e decide pelo que ele poderá vir a ser. É legítimo matar para impedir um mal que ainda não se consumou?

O idealismo de Bruto é virtude ou cegueira?

Quem move a história na peça? Em que momentos pesa mais a ação, e em que momentos a palavra?

Cássio diz que a culpa não está nas estrelas, mas em nós, e depois lê a tempestade como sinal. O que a peça faz com o Fado?

No Ato V, Bruto chama de covarde o suicídio de Catão e, no fim, se mata. O que a peça dá como razão?

Termos

Palavras do livro que podem travar a leitura, explicadas. Para consultar quando aparecerem.

Tribuno. Magistrado romano que representava a plebe, criado em 493 a.C. depois que os plebeus abandonaram a cidade em protesto contra as dívidas e a opressão dos patrícios. Podia vetar as ações dos outros magistrados e do Senado, e sua pessoa era intocável: quem o atacasse perdia os bens. Era um contrapeso ao poder da aristocracia.

Triunfo. Cerimônia pela qual Roma homenageava publicamente o general vitorioso numa campanha de grande êxito; só o Senado podia concedê-la. O desfile saía do Campo de Marte, passava pela Via Sacra e pelo Fórum e subia o Capitólio até o templo de Júpiter. Era a maior honra a que um romano podia aspirar.

Lupercais. Festa romana celebrada todo ano em 15 de fevereiro para purificar a cidade e promover a saúde e a fertilidade. Sacerdotes chamados lupercos sacrificavam bodes e um cão, vestiam-se com o couro dos animais e percorriam a colina chicoteando o povo, em especial as mulheres, o que se acreditava favorecer a concepção e o parto.

Senado. Assembleia formada em sua maioria por ex-magistrados, que na República Romana controlava as finanças públicas, os assuntos religiosos, a justiça e a política externa e militar. Tinha 300 membros no início da República, e Júlio César o ampliou para 900. Reunia-se em local consagrado, como a Cúria ou um templo.

Capitólio. Colina de Roma onde ficava o templo de Júpiter Ótimo Máximo, construído em 509 a.C. e quase tão grande quanto o Partenon. Era o centro religioso da cidade e símbolo de Roma, e nele terminavam os desfiles triunfais. Os romanos o viam como indestrutível, imagem da eternidade da cidade.

Augúrio. Sinal pelo qual os romanos julgavam ler a vontade dos deuses antes de decidir algo. Os áugures observavam o voo das aves, trovões e relâmpagos; os arúspices examinavam as entranhas de animais sacrificados, e a falta de um órgão importante era mau sinal. Ações políticas e militares dependiam desses sinais, que podiam suspender reuniões e eleições.

Fórum. Praça central de Roma, no vale entre as colinas Capitolina, Palatina e Quirinal, centro da vida pública da cidade. Ali se faziam cerimônias triunfais, eleições, assembleias, discursos públicos e funerais de nobres; a Rostra, tribuna dos oradores, permitia falar ao povo. Era também um espaço comercial e sagrado, com templos como o de Saturno e o de Vesta.

Dracma. Antiga moeda de prata de origem grega, emitida por várias cidades, sendo a de Atenas a mais prestigiada, e difundida nos reinos helenísticos depois das conquistas de Alexandre. Pesava pouco mais de quatro gramas e, no auge da Grécia clássica, equivalia à diária de um trabalhador qualificado, o que dá a medida das quantias em dracmas.

Proscrições. Condenação oficial de pessoas tidas como inimigas do Estado, que eram publicamente nomeadas em listas e sentenciadas à morte ou ao banimento, com confisco dos bens. Foi usada por Sula, em 83 e 82 a.C., e pelo Segundo Triunvirato, em 43 a.C., quando Otávio, Antônio e Lépido eliminaram adversários políticos, entre eles Cícero.

Águia. Insígnia de cada legião romana, uma águia de prata ou bronze com asas erguidas, associada a Júpiter e carregada na batalha por um oficial, o aquilífero. Tinha importância quase religiosa para o soldado, e perdê-la era considerado grave, vergonhoso e desonroso, o que levava os romanos a grandes esforços para recuperá-la.