Clavis Libri · Caderno de estudos · Folha do aluno

Madame Bovary

Gustave Flaubert

Um caderno para ler o livro em 6 semanas: o que aconteceu, os temas, as citações, as questões e as perguntas para pensar.

NomeTurmaData

Como usar

Leia os capítulos da semana e depois responda à seção dela. Cada exercício tem um número; o gabarito fica com o professor.

As perguntas "para discutir" não têm resposta certa: servem para pensar e conversar. As questões de múltipla escolha e a identificação das citações têm.

Semana 1 · Parte I, capítulo 1 a Parte I, capítulo 8

Semana 1

Ao ler, observe: Repare nos objetos que o narrador descreve com tanto cuidado, do boné ao buquê, e no que dizem de cada dono.

1.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
1.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
DesejoSonho e fantasiaDinheiro e riquezaCasamentoLinguagem e narraçãoReligiãoAmor
1.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
... cuja feiura muda tem profundezas de expressão, como o rosto de um imbecil
1.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…tinha aberto um buraco em sua vida, como uma daquelas grandes fendas que uma tempestade às vezes abre numa única noite nas montanhas
1.5O narrador descreve o boné do novato peça por peça e diz que a feiura muda dele tem profundezas de expressão. Com que ele compara essa feiura? (Parte I, capítulo 1)
1.6Para consolar Charles, o pai Rouault conta como superou a morte da própria mulher: aos poucos, estação por estação. O que ele diz que sempre fica no fundo? (Parte I, capítulo 3)
1.7No quarto do casal, em Tostes, que objeto da primeira mulher Emma encontra sobre o secretário, perto da janela, no primeiro dia? (Parte I, capítulo 5)
1.8No convento, quem põe os romances nas mãos de Emma e das outras alunas mais velhas? (Parte I, capítulo 6)
1.9Os olhos de Emma voltam sem parar ao velho duque de lábios caídos, como a algo extraordinário e augusto. Que razão o narrador dá, logo em seguida? (Parte I, capítulo 8)
1.10Para discutir. (Parte I, capítulo 1)

O narrador examina o boné de Charles peça por peça e diz que a sua "feiura muda" tem "profundezas de expressão", como o rosto de um imbecil. Por que o romance abre com um objeto que parece dizer mais do que o rapaz que o carrega?

1.11Para discutir. (Parte I, capítulo 8)

Depois do baile, Emma sente que a viagem abriu "um buraco" em sua vida, como as grandes fendas que uma tempestade abre numa só noite nas montanhas. O que precisava faltar a essa vida para que uma única noite bastasse para rasgá-la?

1.12E você? De onde vêm as nossas ideias de uma vida feliz?

Semana 2 · Parte I, capítulo 9 a Parte II, capítulo 5

Semana 2

Ao ler, observe: Repare em como a rotina de Yonville é descrita e em quem parece nunca se incomodar com ela.

2.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
2.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
DesejoSonho e fantasiaDinheiro e riquezaCasamentoLinguagem e narraçãoReligiãoAmor
2.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…como marinheiros em perigo [...] ela lançava olhos desesperados sobre a solidão de sua vida, buscando ao longe alguma vela branca nas brumas do horizonte
2.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
A mediocridade doméstica incitava-a a fantasias luxuosas; a ternura matrimonial, a desejos adúlteros.
2.5Emma conclui que a cigarreira é do Visconde e imagina que foi presente de uma amante, que a bordou. O que ela vê em cada ponto da agulha? (Parte I, capítulo 9)
2.6Depois de percorrer o mercado coberto e a prefeitura em forma de templo grego, o narrador diz o que mais atrai os olhos em Yonville. O que é? (Parte II, capítulo 1)
2.7Emma conta a Léon que gosta de histórias de fôlego e diz de que gênero de personagens e sentimentos não gosta. O que ela diz detestar? (Parte II, capítulo 2)
2.8Emma nunca se pergunta se ama Léon. Como o narrador diz que ela acreditava que o amor devia chegar? (Parte II, capítulo 4)
2.9Como a convicção de Charles de que a faz feliz parece a Emma, segundo o narrador? (Parte II, capítulo 5)
2.10Para discutir. (Parte I, capítulo 9)

Emma cheira o forro da cigarreira, imagina de quem seria e inventa uma amante que a teria bordado, em cujos pontos "cada picada de agulha" teria fixado uma esperança ou uma lembrança. O que ela faz ao ler uma vida inteira num objeto, e em que isso se parece com o modo como lê os romances?

2.11Para discutir. (Parte II, capítulo 5)

O narrador diz que a mediocridade doméstica incitava Emma a fantasias luxuosas e a ternura matrimonial, a desejos adúlteros. Por que a ternura de Charles produz nela o contrário do que se esperaria, e o que isso diz sobre o que ela quer de um marido?

2.12E você? O que faz um lugar parecer pequeno demais?

Semana 3 · Parte II, capítulo 6 a Parte II, capítulo 10

Semana 3

Ao ler, observe: Repare nas palavras bonitas que se dizem em público e no que elas escondem.

3.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
3.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
DesejoSonho e fantasiaDinheiro e riquezaCasamentoLinguagem e narraçãoReligiãoAmor
3.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Sim…, o senhor alivia todas as misérias.
3.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Que abundância de ilusões! Agora já não lhe restava nenhuma! Gastara-as todas com as aventuras da sua alma, em todas as condições sucessivas, na virgindade, no casamento e no amor, perdendo-as assim continuamente ao longo da vida, como um viajante que deixa parte da sua riqueza em cada estalagem do caminho.
3.5Ao ouvir o Angelus, Emma se lembra do colégio e segue para a igreja sem se dar conta. Que disposição o narrador diz que ela leva? (Parte II, capítulo 6)
3.6Com a partida de Léon, os maus dias de Tostes recomeçam. Por que o narrador diz que Emma se julga agora mais infeliz do que antes? (Parte II, capítulo 7)
3.7Emma diz a Rodolphe que é preciso seguir um pouco a opinião do mundo e obedecer à sua moral. O que ele responde? (Parte II, capítulo 8)
3.8Rodolphe passa seis semanas sem aparecer depois dos comícios. Qual é o raciocínio que ele faz para voltar? (Parte II, capítulo 9)
3.9Numa manhã, voltando da casa de Rodolphe, Emma vê o cano de uma carabina saindo de um barril à beira de um fosso. Quem estava escondido ali, e o que fazia? (Parte II, capítulo 10)
3.10Para discutir. (Parte II, capítulo 6)

Emma vai à igreja em busca de algo que não sabe nomear, e o padre, ocupado com os meninos do catecismo, se diz "médico das almas" e atribui o mal-estar dela à digestão. O que ela pede sem conseguir dizer, e o que impede o padre de ouvi-la: distração, incompetência ou o próprio ofício?

3.11Para discutir. (Parte II, capítulo 10)

Depois de contar as ilusões que gastou "na virgindade, no casamento e no amor", Emma pergunta quem a faz tão infeliz e olha em volta: um dia claro, o fogo aceso, a filha rindo sobre o feno. O que a cena sugere sobre a causa da infelicidade dela?

3.12E você? Como reconhecer quando alguém diz só o que queremos ouvir?

Semana 4 · Parte II, capítulo 11 a Parte II, capítulo 15

Semana 4

Ao ler, observe: Repare em quem Emma procura quando está aflita e no que cada um consegue enxergar dela.

4.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
4.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
DesejoSonho e fantasiaDinheiro e riquezaCasamentoLinguagem e narraçãoReligiãoAmor
4.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Emma, na frente dele, fitava-o, não participava da sua humilhação, mas sentia outra: a de ter imaginado que semelhante homem pudesse ter algum valor, como se não tivesse já verificado dezenas de vezes a sua mediocridade.
4.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Ah!, se, na frescura da sua beleza, antes da conspurcação do casamento e da desilusão do adultério, pudesse ter entregue a sua vida a algum coração grande e sólido, então, com a virtude, a ternura, as volúpias e o dever confundindo-se numa coisa só, nunca teria descido de tão alta felicidade.
4.5Quem teve a ideia de que Yonville devia ter operações de pé torto, e que vantagens ele enumera a Emma, contando nos dedos? (Parte II, capítulo 11)
4.6Rodolphe já ouviu aquelas frases de outras amantes e conclui que discursos exagerados escondem afeições medíocres. Como o narrador responde a esse juízo? (Parte II, capítulo 12)
4.7Depois de revirar a caixa de cartas de mulheres e murmurar 'Que monte de bobagens!', Rodolphe é descrito pelo narrador. Com que este compara os prazeres que passaram pelo coração dele? (Parte II, capítulo 13)
4.8Charles pede mil francos emprestados a Lheureux e assina um segundo bilhete. Que espera Lheureux desse negócio? (Parte II, capítulo 14)
4.9Vendo Lúcia de noiva no palco, Emma pensa no próprio casamento. O que ela se pergunta? (Parte II, capítulo 15)
4.10Para discutir. (Parte II, capítulo 11)

Homais convence Hippolyte pela vaidade ("Não és um homem, caramba?") e pela promessa de que não custará dinheiro, e o narrador compara Charles, na hora da incisão, a Ambroise Paré, Dupuytren e Gensoul. O que a comparação grandiosa faz com a operação e com quem a conduz?

4.11Para discutir. (Parte II, capítulo 15)

Charles traz Léon ao camarote e, no fim, insiste para que Emma fique em Rouen, "desde que tenhas a mínima impressão de que te poderá fazer bem". Que efeito tem pôr nas mãos de Charles, sem que ele perceba, aquilo que Emma passa a desejar?

4.12E você? O que a gente espera de quem nos ouve quando estamos mal?

Semana 5 · Parte III, capítulo 1 a Parte III, capítulo 6

Semana 5

Ao ler, observe: Repare nas explicações que cada um dá a si mesmo antes de fazer o que quer.

5.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
5.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
DesejoSonho e fantasiaDinheiro e riquezaCasamentoLinguagem e narraçãoReligiãoAmor
5.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…uma carruagem com os estores descidos aparecendo assim constantemente, mais fechada que um túmulo e sacudida como um navio
5.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Não tenho mais que me ralar com isso!
5.5Ao evocarem o tempo de Yonville, Emma e Léon dizem que teriam querido ter sido assim, um e outro. O que o narrador diz que eles fazem com a vida passada? (Parte III, capítulo 1)
5.6Ao chegar à estalagem e ver que a diligência partira sem ela, Emma decide voltar mesmo assim naquela noite. Que sentimento o narrador vê nela? (Parte III, capítulo 2)
5.7Na ilha, Emma e Léon olham árvores, céu azul e relva como se fosse a primeira vez. O que o narrador diz que parece, a eles, a natureza? (Parte III, capítulo 3)
5.8Vista do alto da estrada, Rouen provoca em Emma uma vertigem. Segundo o narrador, de onde ela vem? (Parte III, capítulo 5)
5.9Numa quinta-feira, Homais aparece em Rouen e arrasta Léon de café em café. Por que Emma sai do hotel exasperada e passa a detestar Léon naquele dia? (Parte III, capítulo 6)
5.10Para discutir. (Parte III, capítulo 1)

Quando Emma diz que não é decente entrar no fiacre, Léon responde: "É coisa corrente em Paris!", e o narrador diz que essa palavra, "como argumento irresistível", a decidiu. Que tipo de argumento é esse, e por que um lugar basta para decidir uma questão moral?

5.11Para discutir. (Parte III, capítulo 6)

Nas cartas a Léon, Emma vê "outro homem, um fantasma construído das suas mais ardentes recordações, das suas mais belas leituras, dos seus mais fortes desejos". Se o destinatário já é um fantasma, a quem ela escreve, e que papel resta ao Léon de carne e osso?

5.12E você? Por que é tão fácil justificar o que a gente quer fazer?

Semana 6 · Parte III, capítulo 7 a Parte III, capítulo 11

Semana 6

Ao ler, observe: Repare em quem oferece ajuda quando o dinheiro aperta, e no que pede em troca.

6.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
6.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
DesejoSonho e fantasiaDinheiro e riquezaCasamentoLinguagem e narraçãoReligiãoAmor
6.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…e a sua vida, até aos recantos mais íntimos, foi, como um cadáver a que se faz a autópsia, exposta de par em par aos olhares daqueles três homens.
6.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Acaba de receber a Legião de Honra.
6.5Na penhora, o oficial Hareng e as duas testemunhas percorrem os cômodos, os vestidos, a roupa de baixo e o sótão. Com que o narrador compara a vida de Emma, exposta aos olhos dos três homens? (Parte III, capítulo 7)
6.6Em La Huchette, Emma diz a Rodolphe que, sem três mil francos, os bens do casal serão penhorados naquele instante, e pede que ele os empreste. O que ele responde? (Parte III, capítulo 8)
6.7Para encobrir o envenenamento, Homais redige um artigo e conta a Yonville uma história. Qual? (Parte III, capítulo 9)
6.8O tio Rouault recebe a carta de Homais trinta e seis horas depois da morte da filha. Como Homais a redigiu? (Parte III, capítulo 10)
6.9Depois da morte de Emma, as dívidas voltam, com Lheureux açulando de novo Vinçart. Por que Charles se compromete a somas exorbitantes? (Parte III, capítulo 11)
6.10Para discutir. (Parte III, capítulo 7)

Durante a penhora, a vida de Emma é exposta "até aos recantos mais íntimos", "como um cadáver a que se faz a autópsia", aos olhares de três homens. O que o narrador sugere ao descrever a perda dos bens como uma violação do corpo, e por que isso se passa diante do oficial de diligências e de duas testemunhas?

6.11Para discutir. (Parte III, capítulo 11)

O romance termina com uma frase sobre Homais: "Acaba de receber a Legião de Honra." Ela vem depois da morte de Emma e de Charles e da fábrica de fiação onde Berthe é posta a trabalhar. Que juízo sobre o mundo o livro entrega ao dar a última frase a esse homem?

6.12E você? O que torna tão difícil pedir ajuda?

Depois de ler o livro inteiro

Personagens

Para cada personagem, diga quem é e como muda do começo ao fim do livro.

PersonagemQuem éComo muda
P1 Emma Bovary
P2 Charles Bovary
P3 Rodolphe Boulanger
P4 Léon
P5 Homais
P6 Lheureux

Temas

Para cada tema, anote dois ou três momentos do livro em que ele aparece e escreva, em poucas linhas, o que o livro diz sobre ele.

T1Desejo
T2Sonho e fantasia
T3Dinheiro e riqueza
T4Casamento
T5Linguagem e narração
T6Religião
T7Amor

Fechamento

Perguntas sobre a obra inteira. Escolha uma e responda num texto de 20 a 30 linhas.

Termos

Palavras do livro que podem travar a leitura, explicadas. Para consultar quando aparecerem.

Tabelião. Profissional autorizado a redigir e autenticar documentos jurídicos, como contratos, testamentos e procurações, e a testemunhar assinaturas. Nos países de direito civil, o notário é um jurista que também cuida da liquidação de heranças e bens, mas não representa uma das partes nem atua em causas contestadas. Em português, tabelião e notário são nomes do mesmo ofício.

Diligência. Carruagem pública de quatro rodas, em geral puxada por quatro cavalos, que levava passageiros pagantes e pequenos pacotes em viagens longas, trocando os animais em postos ao longo do caminho. Com a ferrovia, a partir de 1830, esse transporte foi sendo abandonado: na Inglaterra, no início dos anos 1840, a maioria das diligências saídas de Londres já fora retirada de serviço.

Comício agrícola. Assembleia de proprietários e arrendatários rurais de uma região, para trocar experiências e melhorar os métodos agrícolas. Reunia concursos, como os de arado, entrega de prêmios aos que se destacavam e festejos. Na França, o regulamento que criou os comícios agrícolas foi promulgado em 31 de maio de 1833.

Guarda nacional. Força francesa separada do exército, formada de início por cidadãos ativos maiores de 18 anos, que servia ao policiamento e como reserva militar. Surgiu em 1789, na Revolução; Carlos X a dissolveu em 1827, e uma nova guarda foi criada em 1831, depois da Revolução de Julho. Foi dissolvida em 14 de março de 1872.

Tílburi. Carruagem leve e rápida, de duas rodas, com um único banco para o condutor e um passageiro. Foi projetada por Fitzroy Stanhope por volta de 1820 e fabricada pela casa londrina Tilbury. Tinha capota de couro dobrável e suspensão de sete molas, o que lhe rendeu o apelido de gig de sete molas.

Febre cerebral. Diagnóstico médico do século XIX para uma suposta inflamação do cérebro, com confusão mental, que podia levar à morte. A medicina posterior concluiu que muitos desses casos eram encefalite ou meningite, ou reações a um choque emocional. O termo desapareceu da literatura médica no início do século XX, mas aparece com frequência nos romances oitocentistas.

Letra de câmbio. Título de crédito pelo qual o sacador manda o sacado pagar certa quantia ao tomador, o credor, e que circula por endosso. Mesmo atribuindo ao sacado a obrigação de pagar, o sacador continua subsidiariamente responsável pelo pagamento. O instrumento nasceu na Itália medieval, para que mercadores trocassem moedas de regiões diferentes ao viajar.

Procuração. Documento pelo qual uma pessoa, o mandante, dá a outra, o mandatário, poderes para praticar atos jurídicos em seu nome. Pode ser particular, assinado pelo mandante, com ou sem firma reconhecida, ou público, lavrado em tabelionato, e pode ser especial ou geral quanto aos poderes. Quem a recebe age no lugar de quem a assinou.

Penhora. Ato judicial pelo qual se apreendem bens do devedor, o executado, para usá-los na satisfação de uma dívida cobrada em processo de execução. Se a dívida não é paga, os bens apreendidos são vendidos e o valor vai para o credor; o bem penhorado também pode ser transferido ao próprio credor, no que se chama adjudicação.

Mi-carême. Festa tradicional francesa, celebrada no meio da Quaresma, os quarenta dias de penitência antes da Páscoa, na quinta-feira da terceira semana inteira. Nasceu como pausa nas restrições alimentares do período e traz cortejos de máscaras e fantasias. Em Paris, foi adotada por lavadeiras, vendedores de carvão e aguadeiros; as lavadeiras elegiam uma rainha e davam bailes de máscaras.

Extrema-unção. Sacramento católico em que o padre impõe as mãos e unge a testa e as mãos do doente com óleo abençoado. Durante séculos foi dado muitas vezes só a moribundos, daí o nome tradicional de extrema-unção; hoje se diz unção dos enfermos, e o Concílio Vaticano II reforçou que não é só para os últimos momentos. Tem base na Epístola de Tiago (5,14-15).