Clavis Libri · Caderno de estudos · Folha do aluno

O Mestre e Margarida

Mikhail Bulgákov

Um caderno para ler o livro em 7 semanas: o que aconteceu, os temas, as citações, as questões e as perguntas para pensar.

NomeTurmaData

Como usar

Leia os capítulos da semana e depois responda à seção dela. Cada exercício tem um número; o gabarito fica com o professor.

As perguntas "para discutir" não têm resposta certa: servem para pensar e conversar. As questões de múltipla escolha e a identificação das citações têm.

Semana 1 · Primeira Parte, capítulo 1: Nunca falem com estranhos a Primeira Parte, capítulo 5: Aconteceu na Griboiêdov

Semana 1

Ao ler, observe: Repare em quem, em Moscou, só acredita no que pode ser provado, e em como o estrangeiro se diverte com isso.

1.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
1.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
Bem e malSobrenaturalPerdãoArteCoragem e heroísmoPoderAmor
1.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
É, o ser humano é mortal, mas isso ainda seria só metade da desgraça. O ruim é que às vezes ele é mortal de repente, aí é que mora o perigo! E em geral ele não pode nem dizer o que fará na tarde de hoje.
1.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…logo compreendia como era boa a vida dos felizardos membros da Massolit e logo começava a se morder de inveja, atormentado. E logo dirigia queixas amargas aos céus por não tê-lo premiado, ao nascer, com o talento literário, sem o qual, naturalmente, não podia nem sonhar em ser dono de uma carteirinha de membro da Massolit, cor de café, que cheira a couro caro e tem um largo debrum dourado
1.5Berlioz se prepara para retrucar que o ser humano é mortal, "ninguém discute isso". O que o estrangeiro diz antes que ele termine? (Primeira Parte, capítulo 1: Nunca falem com estranhos)
1.6Pilatos, com a cabeça latejando, pergunta a Yeshua: "O que é a verdade?". O que Yeshua responde? (Primeira Parte, capítulo 2: Pôncio Pilatos)
1.7O estrangeiro diz ter presenciado a cena de Pilatos. Para Berlioz, o que isso "explica" de uma vez, segundo o narrador? (Primeira Parte, capítulo 3: A sétima prova)
1.8Ivan liga o óleo de girassol, Ánnuchka e a condutora do bonde ao que o estrangeiro dissera em Patriarchi. A que certeza o narrador diz que ele chega? (Primeira Parte, capítulo 4: A perseguição)
1.9O narrador diz que o visitante da Griboiêdov se morde de inveja e se queixa aos céus por não ter nascido com talento literário. Do que, sem esse talento, ele não pode nem sonhar em ser dono? (Primeira Parte, capítulo 5: Aconteceu na Griboiêdov)
1.10Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 1: Nunca falem com estranhos)

Por que o romance escolhe fazer a profecia mais exata da obra ser dita por um estrangeiro sem nome, a dois homens que acabaram de negar que exista qualquer poder além do humano?

1.11Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 5: Aconteceu na Griboiêdov)

A notícia da morte de Berlioz faz a banda de jazz silenciar, mas logo "estamos vivos, ora!" passa a valer mais do que o luto, e o restaurante volta à sua noite normal. O que essa rapidez diz sobre a Massolit, e como o narrador espera que o leitor reaja?

1.12E você? Existe alguma coisa em que você acredita mesmo sem poder provar?

Semana 2 · Primeira Parte, capítulo 6: Esquizofrenia, como foi dito a Primeira Parte, capítulo 10: Notícias de Ialta

Semana 2

Ao ler, observe: Repare como cada um explica o estranho com a desculpa que mais o protege.

2.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
2.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
Bem e malSobrenaturalPerdãoArteCoragem e heroísmoPoderAmor
2.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
O problema não é que sejam ofensivas, e sim que encerram a verdade.
2.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Deixe eu lhe dar um beijinho
2.5Na volta, no caminhão, Riúkhin tenta entender o que o atormenta, além do corredor de lâmpadas azuis e da ideia de perder a razão. O que ele descobre? (Primeira Parte, capítulo 6: Esquizofrenia, como foi dito)
2.6Woland diz que a comitiva dele precisa de espaço no apartamento. O que ele conclui sobre Stiôpa? (Primeira Parte, capítulo 7: Um apartamento sinistro)
2.7Stravinski diz que dará alta a Ivan imediatamente, se ele aceitar uma condição. Qual? (Primeira Parte, capítulo 8: O duelo entre o professor e o poeta)
2.8Nikanor pergunta se Korôviev é representante oficial. O que Korôviev responde? (Primeira Parte, capítulo 9: Truques de Korôviev)
2.9Diante dos telegramas vindos de Ialta, o narrador diz que a situação de Rímski exigia que ele encontrasse algo. O quê? (Primeira Parte, capítulo 10: Notícias de Ialta)
2.10Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 6: Esquizofrenia, como foi dito)

O médico pergunta a Ivan pela vela e pelo ícone e depois diz a Riúkhin que se trata de esquizofrenia, com alcoolismo por cima. O que a cena mostra sobre o que acontece com quem conta uma verdade impossível a quem só sabe escutar por sintomas?

2.11Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 10: Notícias de Ialta)

O capítulo termina com a fala da moça ruiva, "Deixe eu lhe dar um beijinho", e com o desmaio de Variênukha antes de o beijo acontecer. Por que o narrador interrompe a cena nesse ponto, e o que isso faz com o medo e com a comédia?

2.12E você? O que faz alguém parecer louco aos olhos dos outros?

Semana 3 · Primeira Parte, capítulo 11: A duplicação de Ivan a Primeira Parte, capítulo 14: Glória ao galo!

Semana 3

Ao ler, observe: Repare no que o público do teatro revela quando recebe de graça o que deseja.

3.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
3.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
Bem e malSobrenaturalPerdãoArteCoragem e heroísmoPoderAmor
3.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Um idiota!
3.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
O galo, com a voz treinada, cocoricava anunciando que o dia se aproximava de Moscou vindo do leste.
3.5Ao tentar escrever a denúncia, Ivan trava na palavra "falecido". Segundo o texto, por quê? (Primeira Parte, capítulo 11: A duplicação de Ivan)
3.6Quase dormindo, Ivan vê algo se mover. Como termina o capítulo? (Primeira Parte, capítulo 11: A duplicação de Ivan)
3.7Com a chuva de cédulas caindo da cúpula, como o texto descreve a reação da plateia? (Primeira Parte, capítulo 12: Magia negra e sua revelação)
3.8Ivan pergunta por que o visitante, que tem as chaves, não escapa da clínica. O que ele responde? (Primeira Parte, capítulo 13: Surge o herói)
3.9Quando Rímski atende o telefone, uma voz feminina cochicha. O que ela diz? (Primeira Parte, capítulo 14: Glória ao galo!)
3.10Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 11: A duplicação de Ivan)

Ivan desiste da denúncia porque cada versão tropeça na palavra "falecido" aplicada a Berlioz. O que essa dificuldade revela sobre a distância entre saber que algo aconteceu e conseguir dizê-lo na linguagem oficial?

3.11Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 14: Glória ao galo!)

Rímski só escapa porque um galo canta, e depois foge de trem para Leningrado. O que o capítulo diz sobre o papel do acaso e da ordem natural diante das forças que o romance pôs em cena?

3.12E você? Vale a pena insistir em algo que ninguém ao seu redor entende?

Semana 4 · Primeira Parte, capítulo 15: O sonho de Nikanor Ivânovitch a Primeira Parte, capítulo 18: Os visitantes azarados

Semana 4

Ao ler, observe: Repare em como o medo decide o que cada um faz, tanto em Jerusalém quanto em Moscou.

4.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
4.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
Bem e malSobrenaturalPerdãoArteCoragem e heroísmoPoderAmor
4.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Uma criança, uma carta anônima, um panfleto, uma bomba-relógio e sabe-se lá o que mais, mas ninguém se desfaria de quatrocentos dólares
4.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Não seria melhor organizar uma festa com esses vinte e sete mil e, depois de tomar veneno, passar para o outro mundo sob o som de cordas, cercado de belas mulheres embriagadas e amigos alegres?
4.5No interrogatório, Nikanor Ivânovitch admite e nega coisas. O que ele admite e o que nega? (Primeira Parte, capítulo 15: O sonho de Nikanor Ivânovitch)
4.6Depois do número de Duntchil, o animador diz que guardar dólares em segredo não faz sentido. Por quê? (Primeira Parte, capítulo 15: O sonho de Nikanor Ivânovitch)
4.7Por que, segundo o narrador, Dismas sofre mais do que os outros dois condenados? (Primeira Parte, capítulo 16: A execução)
4.8O que o tesoureiro encontra atrás da mesa do presidente da comissão de espetáculos? (Primeira Parte, capítulo 17: O dia intranquilo)
4.9Poplavski vem de Kíev a Moscou por causa de um telegrama que parecia assinado por Berlioz, já morto. Quem diz, no apartamento 50, ter enviado esse telegrama? (Primeira Parte, capítulo 18: Os visitantes azarados)
4.10Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 15: O sonho de Nikanor Ivânovitch)

No sonho de Nikanor, o animador pede que a plateia entregue o dinheiro estrangeiro: quem confessa é aplaudido, e quem nega é desmentido pela própria amante. Que retrato de uma sociedade essa cena compõe, e por que o romance o mostra em sonho?

4.11Para discutir. (Primeira Parte, capítulo 18: Os visitantes azarados)

Woland pergunta a Sókov "Quanto tem de economia?" e depois propõe organizar uma festa com o dinheiro antes da morte. A proposta é cínica, sensata ou as duas coisas, e o que ela revela sobre o modo como Woland julga os moscovitas?

4.12E você? Por que às vezes é tão difícil fazer o que sabemos ser certo?

Semana 5 · Segunda Parte, capítulo 19: Margarida a Segunda Parte, capítulo 23: O grande baile de satanás

Semana 5

Ao ler, observe: Repare no que Margarida aceita perder para reencontrar quem ama.

5.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
5.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
Bem e malSobrenaturalPerdãoArteCoragem e heroísmoPoderAmor
5.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Quem lhe disse que não existe no mundo o verdadeiro, o fiel, o eterno amor? Pois que cortem a língua desse mentiroso infame!
5.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Isso é fato. E um fato é a coisa mais teimosa do mundo.
5.5O capítulo abre com o narrador falando do amor verdadeiro, fiel e eterno. O que ele manda fazer com quem diz que esse amor não existe? (Segunda Parte, capítulo 19: Margarida)
5.6O que acontece com Margarida depois de passar o creme no rosto e no corpo? (Segunda Parte, capítulo 20: O creme de Azazello)
5.7Na lista de moradores da Casa da Dramlit, Margarida lê o nome de Latunski. O que ela grita? (Segunda Parte, capítulo 21: O voo)
5.8Margarida estranha que um salão tão imenso caiba num apartamento moscovita. Como Korôviev explica? (Segunda Parte, capítulo 22: À luz de velas)
5.9Que conselho Korôviev dá a Margarida sobre os convidados, antes do baile? (Segunda Parte, capítulo 23: O grande baile de satanás)
5.10Para discutir. (Segunda Parte, capítulo 19: Margarida)

Margarida vive com um marido rico e bom, e o narrador diz dela: "Tinha que ou esquecê-lo, ou morrer." O que essa alternativa extrema diz sobre o tipo de amor que o romance põe em cena?

5.11Para discutir. (Segunda Parte, capítulo 23: O grande baile de satanás)

Woland diz à cabeça de Berlioz que existe uma teoria segundo a qual "a cada um é dado de acordo com a sua crença" e o manda para a inexistência. Que tipo de justiça é essa, que dá a Berlioz exatamente o que ele sustentava, e é castigo ou cumprimento do que ele queria?

5.12E você? Até onde vale a pena ir por amor?

Semana 6 · Segunda Parte, capítulo 24: O resgate do mestre a Segunda Parte, capítulo 28: As últimas aventuras de Korôviev e Behemoth

Semana 6

Ao ler, observe: Repare em quem pede algo para si e em quem pede pelos outros.

6.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
6.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
Bem e malSobrenaturalPerdãoArteCoragem e heroísmoPoderAmor
6.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Nunca peça nada! Nunca peça nada, principalmente àqueles que são fortes. Eles vão oferecer por conta própria e darão tudo também.
6.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…está trajando um terno social lilás, está inchado de tanto salmão, mas tem dinheiro estrangeiro, e o nosso, o nosso?!
6.5Margarida se despede sem pedir nada. O que Woland lhe diz sobre pedir? (Segunda Parte, capítulo 24: O resgate do mestre)
6.6Ha-Notzri recusa a bebida antes da execução. O que Afrânio diz que ele respondeu? (Segunda Parte, capítulo 25: Como o procurador tentou salvar Judas de Kerioth)
6.7Ao anoitecer, o procurador percebe que deixou escapar algo durante o dia e tenta corrigir isso com ações pequenas e atrasadas. Em que consiste, segundo o narrador, o autoengano dele? (Segunda Parte, capítulo 26: O sepultamento)
6.8Na manhã seguinte ao baile, o narrador diz que a alma de Margarida está em total ordem. O que, segundo ele, conhecer Woland lhe trouxe? (Segunda Parte, capítulo 27: O fim do apartamento número 50)
6.9Na porta da loja Torgsin, o porteiro barra Korôviev e Behemoth. Que condição de venda ele lembra a Korôviev, desconfiado do terno dele? (Segunda Parte, capítulo 28: As últimas aventuras de Korôviev e Behemoth)
6.10Para discutir. (Segunda Parte, capítulo 24: O resgate do mestre)

Woland diz: "Nunca peça nada, principalmente àqueles que são fortes." Logo depois, o primeiro pedido de Margarida é por Frida, não pelo mestre. O que a máxima de Woland e a escolha de Margarida dizem, cada uma, sobre o que vale pedir e a quem?

6.11Para discutir. (Segunda Parte, capítulo 28: As últimas aventuras de Korôviev e Behemoth)

Na Casa Griboiêdov, Korôviev protesta contra o pedido de documentos dizendo: "Não são as identidades que definem um escritor, mas aquilo que ele escreve!" Por que a frase soa tão certa e, dita por ele naquele lugar, tão irônica?

6.12E você? O que é mais difícil: pedir perdão ou perdoar?

Semana 7 · Segunda Parte, capítulo 29: O destino do mestre e de Margarida é decidido a Epílogo

Semana 7

Ao ler, observe: Repare na diferença entre receber a luz e receber a paz.

7.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
7.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
Bem e malSobrenaturalPerdãoArteCoragem e heroísmoPoderAmor
7.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…o que faria a sua bondade se não existisse a maldade, como seria a terra se dela sumissem as sombras
7.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Terminou assim, meu discípulo
7.5Woland responde à entonação de Levi com uma pergunta sobre o bem e o mal. Que consequência ele aponta de fazer sumir as sombras da terra? (Segunda Parte, capítulo 29: O destino do mestre e de Margarida é decidido)
7.6O mestre manda Margarida voltar para casa e diz não ter mais medo. Por que ele diz que nada mais o assusta? (Segunda Parte, capítulo 30: Está na hora! Está na hora!)
7.7Ao receber o mestre e Margarida no alto da colina, o que Woland diz ao mestre? (Segunda Parte, capítulo 31: Nas colinas dos pardais)
7.8No voo noturno, Margarida pergunta a Woland por que o cavaleiro lilás, antes Korôviev-Fagot, mudou tanto. O que Woland responde? (Segunda Parte, capítulo 32: Perdão e refúgio eterno)
7.9O narrador diz que as pessoas mais cultas não acreditavam nas histórias de um diabo que visitou a capital. Que ponto de vista elas defendiam? (Epílogo)
7.10Para discutir. (Segunda Parte, capítulo 29: O destino do mestre e de Margarida é decidido)

Woland pergunta a Levi o que faria a bondade dele "se não existisse a maldade" e como seria a terra sem as sombras. O argumento convence, e o que ele deixa de fora?

7.11Para discutir. (Epílogo)

Aloísi Mogarytch, o vizinho que denunciou o mestre para ficar com o apartamento dele, acaba no cargo de diretor financeiro do Teatro de Variedades, que Rímski recusou. O que esse destino diz sobre o que o romance pensa dos delatores e da justiça, e é ironia, castigo ou outra coisa?

7.12E você? Para você, o que significa encontrar paz?

Depois de ler o livro inteiro

Personagens

Para cada personagem, diga quem é e como muda do começo ao fim do livro.

PersonagemQuem éComo muda
P1 O mestre
P2 Margarida
P3 Woland
P4 Korôviev
P5 Behemoth
P6 Azazello

Temas

Para cada tema, anote dois ou três momentos do livro em que ele aparece e escreva, em poucas linhas, o que o livro diz sobre ele.

T1Bem e mal
T2Sobrenatural
T3Perdão
T4Arte
T5Coragem e heroísmo
T6Poder
T7Amor

Fechamento

Perguntas sobre a obra inteira. Escolha uma e responda num texto de 20 a 30 linhas.

Termos

Palavras do livro que podem travar a leitura, explicadas. Para consultar quando aparecerem.

Massolit. Sigla, em russo, de "literatura de massa": nome inventado pelo romance para uma associação de escritores de Moscou, sob tutela do Estado soviético. Era modelada em organizações reais da época, que regulavam o que os escritores publicavam e, portanto, como viviam. Distribuía carteirinha de membro, licenças criativas, casas de veraneio, restaurante e temporadas em balneários como Ialta.

Procurador. Título de certos funcionários da Roma antiga, que não eram magistrados, encarregados das finanças de uma província ou do governo de uma província imperial menor. O cargo era da ordem equestre, e não da senatorial. O historiador Tácito chama Pôncio Pilatos de procurador da Judeia, embora a inscrição da chamada Pedra de Pilatos o dê como prefeito.

Sumo sacerdote. Chefe religioso do Templo de Jerusalém e presidente do Sinédrio, o órgão supremo de governo e justiça da comunidade judaica. Sob o domínio romano, as autoridades de Roma nomeavam e depunham os sumos sacerdotes, e o cargo mudava de mãos com frequência. Caifás foi nomeado em 18 d.C. e ficou no posto cerca de dezoito anos, até ser deposto.

Páscoa. Festa judaica de Pessach, que lembra a saída dos hebreus do Egito e cai na primavera. Começa ao pôr do sol que encerra o dia 14 de Nissan, primeiro mês do calendário religioso judaico, e o dia 15 é o primeiro da festa. Segundo os Evangelhos, Pilatos tinha o costume de soltar um preso nessa festa; fora deles o costume não é atestado.

Hegemon. Palavra grega que significa guia, chefe, governante. No Novo Testamento passou a designar autoridades romanas, como procuradores, prefeitos e legados. É o tratamento que o prisioneiro é obrigado a usar ao falar com o procurador romano no interrogatório, e que depois volta nas falas dele.

Casa Griboiêdov. Nome do sobrado de Moscou onde fica a sede da Massolit, dito ter pertencido a uma tia do dramaturgo Aleksandr Griboiêdov (1795-1829), poeta e diplomata russo. A casa não existiu: inspira-se na Casa Herzen, no número 25 do Bulevar Tverskoi, que abrigou organizações de escritores nos anos 1920 e, até 1931, um restaurante para escritores.

Loteria. Na União Soviética, os cidadãos eram obrigados a comprar bilhetes do Estado no local de trabalho. Como incentivo, o Estado sorteava de tempos em tempos alguns números desses bilhetes, e os vencedores recebiam uma quantia significativa. A palavra, aqui, remete a esse sorteio estatal ligado aos bilhetes, e não a um jogo de azar comum.

Gólgota. Colina fora da cidade de Jerusalém onde, segundo os quatro Evangelhos, Jesus foi crucificado. O nome vem do aramaico e significa caveira, talvez por uma pilha de crânios ou pelo formato do terreno. O local tradicional está hoje dentro da Igreja do Santo Sepulcro, construída por ordem de Constantino entre 326 e 335.

Tetradracma. Grande moeda de prata nascida na Grécia antiga, equivalente a quatro dracmas, como diz o próprio nome. No padrão ático pesava cerca de 17 gramas. Tornou-se a principal moeda de comércio do Mediterrâneo e serviu de dinheiro internacional, usada sobretudo em pagamentos de valor alto.

Torgsin. Rede estatal soviética de lojas, criada em 1931 e extinta em 1936, cujo nome vem de "comércio com estrangeiros". Trocava alimentos e outros bens de consumo por moeda estrangeira, ouro, prata e pedras preciosas, primeiro só para estrangeiros e, depois, para qualquer cidadão que tivesse esses valores. Em 1º de janeiro de 1934 somava 1.477 pontos de venda.