Clavis Libri · Caderno de estudos · Folha do aluno

Quincas Borba

Machado de Assis

Um caderno para ler o livro em 3 semanas: o que aconteceu, os temas, as citações, as questões e as perguntas para pensar.

NomeTurmaData

Como usar

Leia os capítulos da semana e depois responda à seção dela. Cada exercício tem um número; o gabarito fica com o professor.

As perguntas "para discutir" não têm resposta certa: servem para pensar e conversar. As questões de múltipla escolha e a identificação das citações têm.

Semana 1 · Capítulos I a XII: Humanitas e a morte do filósofo, Prólogo a Capítulos LVIII a LXVII: A Atalaia, o salvamento e Maria Benedita, Capítulo LXIII: A sorte do primeiro carro

Semana 1

Ao ler, observe: Repare em como Rubião recebe a herança e em quem passa a cercá-lo quando chega ao Rio.

1.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
1.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
LoucuraDinheiro e riquezaAparência e realidadeDesejoLealdade e traiçãoAmbição
1.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade
1.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Tílburi não era carro
1.5Da janela, Rubião olha as chinelas, a casa, o jardim, a enseada, os morros e o céu. Que sensação, segundo o narrador, reúne tudo isso, das chinelas ao céu? (Capítulos I a XII: Humanitas e a morte do filósofo)
1.6Aberto o testamento, Rubião é nomeado herdeiro universal de tudo. Qual é a única condição imposta a ele? (Capítulos XIII a XXVIII: A herança e a tentação de Rubião)
1.7Rubião pergunta a Freitas se ele o acompanharia à Europa e diz que ele é alegre. Que resposta Freitas dá sobre si mesmo? (Capítulos XXIX a XL: Morangos, luar e declaração de Rubião)
1.8Sofia quer voltar à sala e diz que podem ter dado pela nossa ausência. O que Rubião faz com essa palavra? (Capítulos XLI a XLIX: A noite depois do jardim)
1.9Sofia conta ao marido o que Rubião fez no jardim e sugere cortar relações com ele. O que Palha confessa, abraçando-a pela cintura? (Capítulos L a LVII: Palha, Sofia e a entrada de Camacho)
1.10Para discutir. (Capítulos I a XII: Humanitas e a morte do filósofo, Capítulo I: Rubião à janela de Botafogo)

Rubião vê a morte da irmã e do amigo como obra de Deus por linhas tortas: o que isso revela sobre ele?

1.11Para discutir. (Capítulos LVIII a LXVII: A Atalaia, o salvamento e Maria Benedita, Capítulo LXIII: A sorte do primeiro carro)

Rubião muda as regras da aposta quando a sorte diz não: ele decide pela sorte ou já tinha decidido?

1.12E você? O dinheiro muda as pessoas ou só mostra quem elas já eram?

Semana 2 · Capítulos LVIII a LXVII: A Atalaia, o salvamento e Maria Benedita, Capítulo LXIV: A tia e a prima de Sofia a Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido, Capítulo CXX: A confidência na saída da missa

Semana 2

Ao ler, observe: Repare no que cada um que frequenta a casa de Rubião espera receber dele.

2.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
2.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
LoucuraDinheiro e riquezaAparência e realidadeDesejoLealdade e traiçãoAmbição
2.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…uma censura mole, ao canto da boca
2.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Que bom que era sentir-se um deus adorado
2.5Quando Rubião insiste em ir a Minas, Palha e Camacho se olham. Com que imagem o narrador descreve esse olhar? (Capítulos LVIII a LXVII: A Atalaia, o salvamento e Maria Benedita)
2.6Como Palha vence a resistência de D. Maria Augusta, que não queria que a filha aprendesse francês e piano? (Capítulos LXVIII a LXXVI: Baile, sociedade e a declaração)
2.7Sofia promete à prima um noivo, mas não consegue dizer o nome de Rubião. Como o narrador explica isso? (Capítulos LXXVII a LXXXIX: Casamento sonhado e Praia Formosa)
2.8Em casa, de luto, Rubião não consegue pensar em outra coisa desde que chegou. O que o persegue? (Capítulos XC a CII: A suspeita e a candidatura de Rubião)
2.9No Flamengo, Rubião despeja tudo o que sente diante de Sofia. De que momento ele diz que veio a sua desgraça? (Capítulos CIII a CXIII: A carta devolvida e os dez contos)
2.10Para discutir. (Capítulos LVIII a LXVII: A Atalaia, o salvamento e Maria Benedita, Capítulo LXVII: A notícia do salvamento)

Rubião começa vexado e termina reimprimindo a notícia: o que o faz mudar de ideia?

2.11Para discutir. (Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido, Capítulo CXX: A confidência na saída da missa)

Carlos Maria achava a moça fria e passa a gostar dela ao saber que é amado: o que isso sugere sobre a origem do afeto?

2.12E você? Como saber se alguém gosta de você ou do que você tem?

Semana 3 · Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido, Capítulo CXXI: Rubião confia na lágrima de Sofia a Capítulos CLXXXII a CCI: Loucura, abandono e a morte de Rubião, Capítulo CC: A morte do imperador

Semana 3

Ao ler, observe: Repare no que o narrador comenta, entre uma cena e outra, sobre a vaidade dos homens.

3.1O que aconteceu nesta semana? Conte com as suas palavras, na ordem dos acontecimentos.
3.2Quais destes temas aparecem nos capítulos da semana? Marque.
LoucuraDinheiro e riquezaAparência e realidadeDesejoLealdade e traiçãoAmbição
3.3Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
…espere que ainda a farei imperatriz
3.4Quem diz (ou pensa) esta passagem, em que situação, e o que ela revela?
Guardem a minha coroa
3.5Teófilo chega consternado: o jornal trocou "dúvida" por "dívida" no discurso dele. Segundo o narrador, o que valia menos, naquele instante, do que a troca de um u por um i? (Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido)
3.6Os comensais de Rubião o têm por discípulo de um grande filósofo, que nunca fala de filosofia. Que explicação a lenda dá para esse silêncio? (Capítulos CXXXIII a CXLVII: Comensais, Tijuca e barba imperial)
3.7Rubião, de rosto novo, às vezes se sente o imperador dos franceses. Como o narrador diz que as duas personalidades convivem nele? (Capítulos CXLVIII a CLIX: O delírio no coupé de Sofia)
3.8Um raio de sol rompe o nevoeiro, e Sofia cuida que pode sair. O que o sol diz ao raio, na imaginação do narrador? (Capítulos CLX a CLXXI: Sofia recua, Rubião delira)
3.9Carlos Maria pede à mulher que confesse uma coisa e, depois, lhe pergunta se queria ser rainha-mãe da Suécia. O que ele pede que ela confesse? (Capítulos CLXXII a CLXXXI: Teófilo, o Ministério e o abandono)
3.10Para discutir. (Capítulos CXIX a CXXXII: Casamento, ruptura e o major ofendido, Capítulo CXXIII: O mesmo quadro na janela da noiva)

Noivo e noiva veem, cada um da sua janela, o mesmo quadro: o que a simetria sugere sobre o casamento que começa?

3.11Para discutir. (Capítulos CLXXXII a CCI: Loucura, abandono e a morte de Rubião, Capítulo CC: A morte do imperador)

Rubião morre coroado só para si mesmo: o narrador zomba dessa glória ou a respeita?

3.12E você? O que é mais difícil de perder: o dinheiro ou o respeito dos outros?

Depois de ler o livro inteiro

Personagens

Para cada personagem, diga quem é e como muda do começo ao fim do livro.

PersonagemQuem éComo muda
P1 Rubião
P2 Sofia
P3 Cristiano Palha
P4 Quincas Borba (filósofo)
P5 Quincas Borba (cão)
P6 Carlos Maria

Temas

Para cada tema, anote dois ou três momentos do livro em que ele aparece e escreva, em poucas linhas, o que o livro diz sobre ele.

T1Loucura
T2Dinheiro e riqueza
T3Aparência e realidade
T4Desejo
T5Lealdade e traição
T6Ambição

Fechamento

Perguntas sobre a obra inteira. Escolha uma e responda num texto de 20 a 30 linhas.

A doutrina de Humanitas, que o filósofo expõe e Rubião só entende ao herdar, descreve o mundo do livro?

Rubião é vítima de quem o cerca, autor da própria ruína, ou as duas coisas?

O narrador deixa o leitor formar uma certeza e depois a desfaz: o que o romance pede de quem lê?

A vaidade de Rubião e a loucura dele são a mesma coisa, ou o livro as distingue?

O cão leva o nome do filósofo e acompanha Rubião até o fim: o que a fidelidade dele diz das fidelidades entre as pessoas do livro?

Termos

Palavras do livro que podem travar a leitura, explicadas. Para consultar quando aparecerem.

Corte. Residência do soberano e, por extensão, a cidade onde ele vive. No Império do Brasil, "a Corte" era o Rio de Janeiro, sede da corte imperial e capital do país desde a chegada da família real portuguesa, em 1808, até o fim do Império, em 1889. Os "jornais da Corte" eram, portanto, os jornais do Rio.

Botafogo. Bairro do Rio de Janeiro, a Corte do Império. Por volta de 1808 a elite da cidade, formada por nobres, comerciantes e funcionários da corte, já construía mansões na paróquia de Botafogo. Uma barca, em 1867, e os bondes puxados por animais, em 1871, ajudaram o bairro a crescer para o interior.

Tílburi. Carruagem leve, rápida e esportiva, de duas rodas, com um único banco para o condutor e um passageiro e uma capota de couro dobrável, sustentada por arcos de madeira. Foi inventada por volta de 1820 e construída em Londres pela oficina Tilbury, que lhe deu o nome. Na Inglaterra, saiu de moda por volta de 1850.

Conto. Neste sentido, "conto" é abreviação de conto de réis, moeda de conta que valia um milhão de réis, ou mil mil-réis, e se escrevia 1:000$000, com dois pontos depois dos milhões. Falava-se em "cinco contos" ou "dez contos" para somas grandes. Não é o conto como narrativa curta: aqui a palavra trata de dinheiro.

Deputado. Membro da Câmara dos Deputados, uma das duas casas da Assembleia Geral do Império. A Câmara era eletiva e temporária, com legislatura de quatro anos. A eleição era indireta: os cidadãos votavam em eleitores, e estes escolhiam os deputados. Para ser deputado exigia-se renda líquida anual de 400 mil-réis, e o imperador podia dissolver a Câmara.

Mil-réis. Unidade prática da moeda do Brasil: mil réis, escrita 1$000, com o cifrão depois dos milhares. Com a inflação, o real ficou pequeno demais, e os preços passaram a ser dados em mil-réis. Mil mil-réis formavam um conto. A moeda durou até 1942, quando o cruzeiro a substituiu, à razão de um cruzeiro por mil-réis.

Ministério. Conjunto dos ministros de Estado, o gabinete. Pela Constituição de 1824, o imperador os nomeava e demitia livremente, e eles assinavam os atos do Poder Executivo. O presidente do Conselho de Ministros, espécie de primeiro-ministro, foi criado formalmente em 1847. Cada pasta também se chama ministério, como o Ministério da Guerra.

Coupé. Carruagem fechada, derivada de uma berlina encurtada, de onde vem o nome (do francês couper, cortar). Tinha uma cabine para dois passageiros num só banco, com janela de vidro fixa na frente, e o cocheiro ia do lado de fora, à frente. Era considerada ideal para as senhoras fazerem compras e visitas sociais.

Apólice. Título da dívida pública: o governo vendia apólices a quem lhe emprestava dinheiro e pagava juros ao comprador. A primeira emissão de títulos públicos do Império do Brasil foi feita pelo Tesouro Nacional em 17 de março de 1828. Para um particular rico, comprar apólices era uma forma de aplicar o capital em juros.

Guerra franco-prussiana. Guerra entre a França de Napoleão III e a Prússia, de 19 de julho de 1870 a 28 de janeiro de 1871. Napoleão III foi capturado em Sedan em 1º de setembro de 1870, e o Segundo Império francês caiu. O Império Alemão foi proclamado em 18 de janeiro de 1871, e a França perdeu a Alsácia-Lorena.

Presidência de província. Cargo de presidente de província no Império. Pela Constituição de 1824 (art. 165), havia em cada província um presidente nomeado pelo imperador, que podia removê-lo quando julgasse conveniente ao bom serviço do Estado. Não tinha mandato fixo, e a nomeação seguia o aconselhamento do partido que estivesse no poder.