Clavis Libri · Caderno de estudos · Folha do aluno
William Shakespeare
Um caderno para ler o livro em 2 semanas: o que aconteceu, os temas, as citações, as questões e as perguntas para pensar.
Leia os capítulos da semana e depois responda à seção dela. Cada exercício tem um número; o gabarito fica com o professor.
As perguntas "para discutir" não têm resposta certa: servem para pensar e conversar. As questões de múltipla escolha e a identificação das citações têm.
Semana 1 · Ato I: A rixa e o baile a Ato III: Mercúcio, Teobaldo e o banimento
Ao ler, observe: Repare na pressa com que tudo acontece entre Romeu e Julieta, e em quem tenta frear.
…um par de amantes nascidos sob estrela contrária ganha a vida
…era o rouxinol, e não a cotovia
Por que dois criados se arriscam numa briga que é dos patrões?
Capuleto, a mãe e a Ama reagem de modos diferentes à recusa de Julieta. O que cada reação mostra sobre o lugar dela na casa?
Semana 2 · Ato IV: A poção da morte aparente a Ato V: A tumba e a reconciliação
Ao ler, observe: Repare em como os adultos decidem pelos jovens sem ouvi-los.
…não demores a falar: anseio por morrer, se o que dizes não for um remédio
…vede que flagelo foi lançado sobre o vosso ódio, já que o céu encontra meio de matar as vossas alegrias com o amor!
Julieta diz ao frei que prefere a faca a casar com Páris: o que o frei enxerga nessa disposição, e o que ele faz com ela?
Romeu pede a Páris que fuja, e a luta acontece mesmo assim: o que a peça mostra de cada um nessa cena?
Depois de ler o livro inteiro
Para cada personagem, diga quem é e como muda do começo ao fim do livro.
| Personagem | Quem é | Como muda |
|---|---|---|
| P1 Romeu | ||
| P2 Julieta | ||
| P3 Frei Lourenço | ||
| P4 A Ama | ||
| P5 Mercúcio | ||
| P6 Teobaldo |
Para cada tema, anote dois ou três momentos do livro em que ele aparece e escreva, em poucas linhas, o que o livro diz sobre ele.
Perguntas sobre a obra inteira. Escolha uma e responda num texto de 20 a 30 linhas.
O Prólogo chama os amantes de estrela contrária e, no Ato V, Romeu desafia as estrelas: o que as cenas mostram de decisão e o que mostram de acaso?
Entre as famílias, o Príncipe, o frei e os próprios amantes, quem responde pelo que acontece na tumba?
Frei Lourenço adverte que tropeçam os que correm depressa: a pressa é dos amantes ou do mundo em volta deles?
No Ato I, Capuleto diz que a vontade dele é só parte do consentimento de Julieta; no Ato III, exige obediência. O que mudou entre uma cena e outra?
Por que a reconciliação das casas só chega com a morte dos filhos?
Palavras do livro que podem travar a leitura, explicadas. Para consultar quando aparecerem.
Rainha Mab. Personagem fantástica descrita por Mercúcio como a parteira das fadas. Percorre a noite num carro minúsculo e inspira em quem dorme sonhos conforme o desejo de cada um: os apaixonados sonham com amor, os cortesãos com mesuras, os advogados com honorários. As rodas do carro têm raios de patas de aranha, e a carroceria é uma casca de avelã. Não se sabe se vem do folclore ou foi invenção de Shakespeare.
Mascarado. Pessoa que vai a um baile de máscaras usando máscara e fantasia. Essas festas surgiram no Carnaval do século XV e ficaram famosas em Veneza; no século XVI, eram festejos com fantasias comuns na Itália. O anonimato da máscara permitia esconder a identidade e a posição social dos participantes.
Peregrino. Viajante que faz, em geral a pé, uma jornada a um lugar sagrado. Na Idade Média, os destinos mais comuns eram Roma, Jerusalém e Santiago de Compostela, além de locais ligados a túmulos de santos e a relíquias. A viagem era prática de devoção, e os primeiros peregrinos cristãos a faziam como ascese, confiando na providência divina.
Frei. Tratamento dado a um frade, membro de uma ordem mendicante que faz votos de pobreza, castidade e obediência e vive de esmolas, em geral num convento. Vem do latim frater, irmão. Os franciscanos, fundados por são Francisco de Assis em 1210, e os dominicanos, de 1216, são as grandes ordens mendicantes. Usa-se só antes do primeiro nome: frei João.
Cela. Quarto pequeno, de mobília mínima, usado por um monge, uma freira ou um eremita para morar e rezar. Pode ficar dentro de um mosteiro ou convento, ou ser uma construção isolada. As primeiras celas surgiram no deserto do Egito, em meados do século III, com os primeiros eremitas cristãos. Não tem relação com a cela de prisão.
Duelo. Combate combinado entre duas pessoas com armas iguais, regido por um código de honra: lutava-se para obter satisfação e recuperar a reputação ofendida, não necessariamente para matar. Os primeiros códigos publicados surgiram na Itália renascentista, e a espada, em especial a rapieira, era a arma típica. Era reservado aos homens da nobreza e, mais tarde, aos cavalheiros.
Banimento. Punição que expulsa alguém de sua terra, sem direito de voltar. No direito romano, o exílio podia ser uma alternativa à pena de morte. Nas cidades italianas medievais era sentença comum: o poeta Dante foi condenado ao exílio por Florença em 1302 e, se voltasse sem pagar a multa, podia ser queimado vivo.
Peste. Doença infecciosa causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida sobretudo por pulgas. A Peste Negra devastou a Europa de 1346 a 1353, e a doença esteve presente em algum lugar do continente em todos os anos até 1671. Temendo o contágio, isolava-se o doente: Veneza fixou em 1448 a espera de quarenta dias, origem de quarentena; na Londres de 1665, a casa de um morto de peste era trancada por quarenta dias.
Mântua. Cidade e Estado do norte da Itália, governado pela família Gonzaga a partir de 1328. Tornou-se marquesado em 1433 e ducado em 1530, e como ducado foi um Estado independente, com governo próprio, até 1797. Sob os Gonzaga, foi um dos principais centros de arte, cultura e música do norte italiano.
Boticário. Profissional que preparava e vendia remédios antes de existir o farmacêutico, em estabelecimentos chamados boticas. Fornecia medicamentos a médicos, cirurgiões e pacientes e também vendia venenos, guardados em recipientes de formato especial para evitar acidentes. Foi substituído, com o tempo, pelo farmacêutico e pelo químico.