Thomas Mann (Paul Thomas Mann, de 1875 a 1955) foi um romancista e ensaísta alemão, vencedor do Nobel de Literatura de 1929. Nasceu em 6 de junho de 1875 em Lübeck, segundo filho do senador e comerciante de grãos Thomas Johann Heinrich Mann e de Júlia da Silva Bruhns, de origem brasileira. Depois da morte do pai, em 1891, a empresa da família foi liquidada e a família mudou-se para Munique. Em 1905 casou-se com Katia Pringsheim, com quem teve seis filhos.
Estreou no romance com Os Buddenbrook (1901), a história da decadência de uma família de comerciantes de Lübeck ao longo de quatro gerações. Vieram depois a novela A Morte em Veneza (1912), o romance A Montanha Mágica (1924), a tetralogia José e seus irmãos (1933 a 1943) e Doutor Fausto (1947). Ao conceder o Nobel, em 1929, a Academia Sueca citou sobretudo Os Buddenbrook.
Opôs-se ao nazismo. Deixou a Alemanha em fevereiro de 1933, instalou-se na Suíça, perdeu a cidadania alemã em 1936, mudou-se para os Estados Unidos em 1938 (a Wikipédia em inglês dá 1939) e tornou-se cidadão americano em 1944. Durante a guerra falou aos alemães em transmissões de rádio levadas ao ar pela BBC. Voltou à Suíça em 1952, e a Wikipédia em português liga a volta à perseguição a intelectuais exilados no período do macartismo. Morreu em 12 de agosto de 1955, aos 80 anos, na região de Zurique.
Em uma frase, para crianças: Thomas Mann foi um escritor alemão que escreveu romances muito famosos, ganhou o Nobel de Literatura e teve de sair da Alemanha porque era contra Hitler.
No Clavis: A Montanha Mágica.