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Autor

Thomas Mann

Paul Thomas Mann

O romancista alemão que fez de um sanatório nos Alpes o retrato de uma Europa às vésperas da guerra.

Nascimento
Lübeck, 1875
Morte
Zurique, 1955
Nacionalidade
Alemã
Prêmio
Nobel de Literatura, 1929
Retrato de Thomas Mann
Retrato: Fundação Nobel, 1929. Domínio público.

Quem foi

Romancista alemão, um dos maiores do século XX. Filho de um senador e comerciante de Lübeck e de Julia da Silva Bruhns, nascida no Brasil, cresceu entre a burguesia hanseática que retratou no primeiro romance e o gosto pela arte que herdou da mãe. A tensão entre essas duas heranças, a vida prática e a vida do espírito, atravessa a obra inteira.

Vida e obra

Aos 26 anos publicou Os Buddenbrook (1901), a decadência de uma família de comerciantes ao longo de quatro gerações. Casou-se em 1905 com Katia Pringsheim. Em 1912, Katia passou uma temporada num sanatório em Davos, e Mann a visitou por três semanas: daí saiu a ideia de uma novela cômica que, interrompida pela Primeira Guerra, cresceu até virar A Montanha Mágica (1924). Cinco anos depois recebeu o Nobel de Literatura.

Com a chegada de Hitler ao poder, deixou a Alemanha em 1933 e não voltou a morar lá. Perdeu a cidadania alemã, viveu na Suíça e nos Estados Unidos e, pelo rádio, falou contra o nazismo aos alemães durante a guerra. Desse período vêm a tetralogia José e seus irmãos e Doutor Fausto (1947). Morreu em Zurique, em 1955.

Por que ler

Mann escreve romances de ideias que continuam sendo romances: as ideias têm corpo, idade, doença e paixão. Em A Montanha Mágica, o tempo, a morte e a disputa pela formação de um jovem comum viram a matéria de um sanatório onde ninguém tem pressa.