Resumo da cena
Hamlet conta a Horácio o que aconteceu na viagem à Inglaterra: sem conseguir dormir, levantou-se na cabine à noite, roubou os despachos reais que Rosencrantz e Guildenstern levavam e, ao abrir o lacre, encontrou a ordem de Cláudio para que sua cabeça fosse cortada assim que o rei inglês lesse a carta. Escreveu outra, pedindo que os dois portadores fossem mortos sem confissão, e a fechou com o anel do pai, que serviu de selo. No dia seguinte houve a batalha com os piratas, e a troca nunca foi descoberta. Horácio hesita diante da sorte dos dois, mas Hamlet diz que eles se meteram na briga de adversários mais poderosos. Pergunta a Horácio se não é justo matar o homem que matou seu pai, desonrou sua mãe e quer matá-lo. Horácio avisa que o rei logo saberá da Inglaterra, e Hamlet responde que o intervalo é dele, pois a vida dura o tempo de contar até um. Diz lamentar ter se excedido com Laertes.
Osric, um cortesão cheio de mesuras, vem dizer que o rei apostou em Hamlet contra Laertes, em doze assaltos de esgrima, que Laertes não vencerá três assaltos a mais do que o príncipe. Hamlet aceita o duelo. Confessa a Horácio um mau pressentimento, e Horácio se oferece para desmarcá-lo, mas Hamlet recusa: há um toque da Providência até na queda de um pardal, e estar pronto é a única solução. O rei, a rainha, Laertes e os nobres entram. Hamlet pede perdão a Laertes, dizendo que a loucura o ofendeu, e Laertes aceita só em parte. Cláudio manda preparar os jarros de vinho e joga uma pérola na taça que será oferecida a Hamlet. Laertes troca de espada, sob o pretexto de que a sua é pesada. Hamlet vence os dois primeiros assaltos, e Gertrudes, que bebe à sorte do filho, toma a taça envenenada, apesar do aviso de Cláudio.
No terceiro assalto, Laertes fere Hamlet no ombro com a espada envenenada, e no corpo a corpo os dois trocam de espada: Hamlet fere Laertes com a lâmina envenenada. A rainha cai e diz que o vinho a envenenou. Laertes, caído, confessa que a ponta estava envenenada, que Hamlet tem menos de meia hora de vida e que o rei é o único culpado. Hamlet crava a espada em Cláudio e o obriga a beber o vinho, e Laertes pede o perdão de Hamlet em troca do seu. Horácio quer beber o resto do veneno para morrer junto, mas Hamlet o impede e lhe pede que viva e conte sua história. Ouvem-se canhões: é o jovem Fortimbrás, de volta da Polônia. Hamlet o indica como sucessor, diz "O resto é silêncio" e morre. Fortimbrás chega com embaixadores ingleses, que contam que Rosencrantz e Guildenstern estão mortos. Horácio se oferece para explicar tudo, e Fortimbrás aceita ouvi-lo, reivindica o reino e manda levar Hamlet como soldado à tribuna.
Análise
Assinatura
A análise completa de cada ato de Hamlet está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.