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Hamlet · Ato II · Cena I

Polônio manda espionar Laertes

Resumo da cena

Polônio dá uma bolsa de dinheiro a Reinaldo e o manda a Paris vigiar Laertes: ele deve procurar os dinamarqueses que vivem lá, fingir que conhece vagamente o rapaz e lançar contra ele calúnias leves, como jogo, bebida, brigas e esgrima, para ouvir o que os outros respondem. Quando Reinaldo estranha a missão, Polônio explica o truque, perde o fio no meio da explicação e precisa que o criado lembre onde parou. Entra então Ofélia, assustada. Conta que o príncipe Hamlet apareceu no quarto dela mal vestido, pálido, com os joelhos batendo, segurou-lhe o pulso, ficou muito tempo olhando seu rosto, suspirou fundo e saiu sem tirar os olhos dela. Polônio conclui que é loucura de amor e pergunta se ela o tratou com dureza. Ofélia responde que, por ordem dele, devolveu as cartas e recusou as visitas. Polônio lamenta ter suspeitado do príncipe e leva a filha ao rei, porque o rei precisa saber.

Análise

Polônio explica o susto de Ofélia pelo que ele mesmo fez: ela devolveu as cartas e recusou as visitas por ordem dele, então o príncipe enlouqueceu de amor recusado. A conclusão serve duas vezes: dá nome ao que ela viu e coloca Polônio diante do rei como quem descobriu a causa. O remorso por ter desconfiado de Hamlet vira pressa de contar.

Vedes como, com a isca da mentira, / Pescastes o peixe da verdade? (II.1)

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