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Hamlet · Ato I · Cena V

A revelação e o juramento

Resumo da cena

Afastado dos amigos, Hamlet obriga O Espectro a falar. O espectro diz ser o espírito do pai, condenado por certo prazo a vagar à noite e a arder de dia até que os crimes de sua vida sejam purgados, e proibido de contar os segredos do seu calabouço. Pede que Hamlet o vingue. Revela que a versão oficial, de que uma serpente o picou enquanto dormia no jardim, é falsa: foi Cláudio, seu irmão, que lhe despejou veneno no ouvido enquanto dormia no pomar, depois de seduzir Gertrudes. O veneno coalhou o sangue e cobriu o corpo de crostas, e ele morreu sem confissão, "sem bênção" e sem acertar contas. Pede que a vingança não manche a mente de Hamlet nem se volte contra a mãe: que a entregue aos céus. Ao amanhecer, despede-se com "lembra-te de mim".

Hamlet jura apagar da memória tudo o mais e guardar só o mandamento do pai, e xinga Cláudio de canalha que sorri. Horácio e Marcelo o encontram. Hamlet fala por evasivas e pede segredo, depois os faz jurar sobre a espada, enquanto a voz do espectro, sob a terra, repete "Jurai!". A Horácio, que acha tudo muito estranho, diz que há mais coisas no céu e na terra do que as sonhadas em sua filosofia. Pede também que, se o virem agir de modo extravagante, não revelem que sabem de algo, pois pode passar a fingir. Ao sair, lamenta que os tempos estejam fora do eixo e que ele tenha nascido para corrigi-los.

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