Resumo da cena
Na sala do castelo, Hamlet ensaia os atores e pede que digam as falas com naturalidade, sem serrar o ar com as mãos nem rasgar a emoção em farrapos, porque o teatro serve, desde sempre, de espelho para a natureza: mostra à virtude o seu rosto e ao desprezo a sua imagem. Quando Polônio, Rosencrantz e Guildenstern passam, ele os manda ajudar os atores a se aprontar. Chama então Horácio, diz que ele é o homem mais justo com quem já conviveu e que não o lisonjeia, e que o estima porque Horácio recebe do mesmo modo os golpes e as recompensas da sorte. Conta-lhe que uma cena da peça reproduz a morte do pai e pede que, quando chegar o envenenamento, observe o rei com toda a atenção, pois ele próprio o vigiará: se a culpa escondida não aparecer, o fantasma que viram é mentiroso. Horácio aceita.
A corte chega: Cláudio, Gertrudes, Polônio, Ofélia e os nobres. Cláudio pergunta como vai o sobrinho, e Hamlet responde que vive da dieta do camaleão, comendo ar recheado de promessas. A rainha o chama para sentar ao lado dela, mas ele prefere o lugar aos pés de Ofélia e lhe faz perguntas de duplo sentido. Diz que a mãe está contente e o pai morreu há apenas duas horas, e Ofélia corrige: há duas vezes dois meses. Uma pantomima sem palavras reproduz o crime: um ator-rei dorme no pomar, outro lhe tira a coroa e derrama veneno em seu ouvido e depois corteja a viúva, que acaba por aceitá-lo. Na peça falada, o rei de teatro, doente, diz à rainha que morrerá antes dela e que espera que ela se case de novo, e ela jura que um segundo marido seria traição e que só casa outra vez quem mata o esposo. Hamlet comenta: "Se agora ela quebrasse a promessa!", e Gertrudes acha que a dama exagera nas juras. Cláudio pergunta se a peça não contém ofensa, e Hamlet responde que se chama A Ratoeira e que ela não atinge quem tem a alma livre de culpa. Entra Luciano, sobrinho do rei da peça, e derrama o veneno no ouvido do rei adormecido. Hamlet diz que o assassino logo conquistará o amor da viúva de Gonzago. Cláudio se levanta, pede luzes e sai com a rainha, enquanto Polônio manda parar a peça.
Hamlet e Horácio concordam que o fantasma disse a verdade, e Hamlet pede música. Rosencrantz e Guildenstern trazem recados: o rei está alterado, e a rainha quer falar com Hamlet em seus aposentos antes de ele dormir. Hamlet censura Guildenstern por querer tocá-lo como uma flauta, pois ele não é mais fácil de tocar do que o instrumento. Polônio repete o chamado da rainha, e Hamlet o faz concordar que uma nuvem parece um camelo, uma doninha e uma baleia. Sozinho, resolve ir à mãe sem lhe fazer mal: falará com adagas, mas não usará nenhuma.
Análise
Assinatura
A análise completa de cada ato de Hamlet está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.