A principal obra de Aluísio Azevedo é O Cortiço, de 1890, o maior dos romances dele e o mais conhecido do naturalismo brasileiro. Nele a habitação coletiva do Rio de Janeiro se torna quase um organismo vivo e personagem central.
O romance acompanha, ao mesmo tempo, a subida do vendeiro português João Romão, que levanta uma estalagem de casinhas e tinas para lavadeiras em Botafogo, e a vida da multidão que mora ali: lavadeiras, operários de pedreira, capoeiras, uma moça que espera a puberdade para casar. Foi publicado dois anos depois da Lei Áurea e meses depois da proclamação da República.
O método de Aluísio já está na primeira página: a estalagem nasce da lama como coisa viva. Antes de O Cortiço vieram outros romances de observação do meio, como O Mulato (1881) e Casa de Pensão (1884), mas o maior dos romances dele é O Cortiço.
No Clavis: O Cortiço.