Aluísio Azevedo (Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo, de 1857 a 1913) foi um romancista brasileiro, nome central do naturalismo no Brasil, autor de O Mulato, Casa de Pensão e O Cortiço. Nasceu em São Luís do Maranhão em 14 de abril de 1857, filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo, e foi irmão mais novo do dramaturgo Artur Azevedo.
Em 1876 foi para o Rio de Janeiro estudar na Academia Imperial de Belas Artes e ganhou a vida como caricaturista em jornais ilustrados da Corte. Com a morte do pai, voltou a São Luís em 1878, onde publicou um primeiro romance de feição romântica, Uma lágrima de mulher (1879), e, em 1881, O Mulato, que causou escândalo na cidade. No mesmo ano voltou ao Rio, agora para viver da escrita.
Nos anos 1880 foi um dos raros escritores brasileiros a tentar viver só da literatura, escrevendo em duas frentes: folhetins de enredo movimentado, como Mistérios da Tijuca e Memórias de um condenado, e romances em que aplicava o método naturalista, como Casa de Pensão (1884), O Homem (1887) e O Cortiço (1890).
Em 1895 entrou por concurso na carreira consular e praticamente deixou a ficção. Em 1897 esteve entre os fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 4. Serviu como cônsul em Vigo, na Espanha, em Yokohama, no Japão, e na Argentina, e morreu em Buenos Aires, onde servia, em 21 de janeiro de 1913.
No Clavis: O Cortiço.