Eneida
Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.
Livros I a VI
- Livro I1
A tempestade de Juno
Juno, que guarda rancor contra os troianos, manda o rei dos ventos soltar uma tempestade sobre a frota de Enéias. Netuno acalma o mar, e sete navios chegam à costa da Líbia.
- Livro I2
A profecia de Júpiter
Vênus, mãe de Enéias, se queixa a Júpiter, que a tranquiliza: o filho dela fundará uma cidade no Lácio, e os romanos, descendentes dele, receberão um império sem limite de espaço nem de tempo.
- Livro II3
O cavalo de madeira
Os gregos deixam diante de Troia um cavalo gigante de madeira, com guerreiros escondidos dentro, e fingem partir. Convencidos por Sinon, um grego que se faz de fugitivo, os troianos levam o cavalo para dentro das muralhas.
- Livro II4
A noite em que Troia caiu
À noite, os guerreiros saem do cavalo e abrem os portões, e os gregos incendeiam a cidade. Enéias luta pelas ruas, vê Pirro matar o rei Príamo e ouve da mãe, Vênus, que os próprios deuses derrubam Troia.
- Livro II5
Creúsa se perde
Enéias foge de Troia com o pai nos ombros e o filho pela mão, mas perde a mulher, Creúsa, no caminho. Ao voltar para procurá-la, encontra só a sombra dela, que lhe anuncia exílio e um reino na Hespéria.
- Livro III6
O sangue de Polidoro
Na Trácia, Enéias arranca um ramo e o arbusto sangra: é Polidoro, filho de Príamo, morto pelo rei do lugar por causa do ouro. Os troianos abandonam a cidade que começavam a erguer ali.
- Livro III7
A profecia das Hárpias
Nas ilhas Estrófades, as Hárpias, monstros alados, roubam a comida dos troianos. A Hárpia Celeno prediz que eles só terão muros quando a fome os obrigar a roer as próprias mesas.
- Livro III8
A morte de Anquises
Depois de fugir da costa dos ciclopes, onde recolhem Aquemênides, esquecido na caverna de Polifemo, os troianos chegam a Drépano, na Sicília, onde Anquises morre. Ali Enéias termina o relato que fazia a Dido sobre a queda de Troia e a viagem.
- Livro IV9
O amor de Dido
Dido, rainha de Cartago e viúva, se apaixona por Enéias. Numa caçada, uma tempestade os leva à mesma gruta, e ela passa a chamar de casamento o que viveu com ele.
- Livro IV10
A ordem de partir
Júpiter manda Mercúrio lembrar a Enéias a missão na Itália. Dido descobre os preparativos da frota e o confronta, e ele responde que parte por ordem dos deuses, não por vontade própria.
- Livro IV11
A pira de Dido
Dido ergue uma pira com as armas e o leito de Enéias, pede que um vingador nasça dos seus ossos e se mata com a espada dele, pedindo que Enéias, do mar, veja o fogo.
- Livro V12
Os jogos funerários
Na Sicília, Enéias celebra um ano da morte de Anquises com jogos: regata de navios, corrida a pé, boxe, tiro com arco e um desfile de meninos a cavalo comandado por Ascânio.
- Livro V13
As naus em chamas
Íris, enviada por Juno, leva as mulheres troianas a incendiar os navios, e uma tempestade de Júpiter salva quase todos. Na travessia seguinte, o piloto Palinuro é lançado ao mar e desaparece.
- Livro VI14
O ramo de ouro
Em Cumas, a Sibila, profetisa de Apolo, diz a Enéias que descer ao mundo dos mortos é fácil e voltar é difícil, e manda que ele colha um ramo de ouro consagrado a Prosérpina.
- Livro VI15
O encontro com Dido
Entre os mortos, Enéias encontra Dido nos Campos do Pranto e jura que partiu por ordem dos deuses. Ela não responde, mantém os olhos no chão e vai ao encontro de Siqueu, o antigo marido.
- Livro VI16
Anquises mostra Roma
No Elísio, Anquises mostra ao filho as almas dos futuros romanos, de Rômulo a Augusto, e define a missão de Roma: governar os povos, poupar os submetidos e abater os soberbos.
Livros VII a XII
- Livro VII17
Latino promete a filha
Os troianos chegam à foz do Tibre. O rei Latino, avisado por um oráculo de que um genro estrangeiro virá, acolhe Enéias e lhe promete a filha, Lavínia, que a rainha Amata queria dar a Turno.
- Livro VII18
A Fúria Alecto
Juno manda a Fúria Alecto semear discórdia: ela enlouquece Amata, incita Turno e leva Ascânio a ferir um cervo manso. Os latinos pegam em armas, e a guerra começa.
- Livro VIII19
Evandro e a futura Roma
Guiado pelo deus do rio Tibre, Enéias chega a Evandro, rei dos árcades, que vive pobre onde um dia será Roma. Evandro aceita a aliança e lhe dá o filho, Palante, e duzentos cavaleiros, a que se somam outros duzentos em nome do rapaz.
- Livro VIII20
O escudo de Vulcano
Vênus pede armas a Vulcano para o filho. No escudo, ele grava a história futura de Roma, da loba com os gêmeos até a batalha de Ácio e o triunfo de Augusto, que Enéias admira sem entender.
- Livro IX21
O cerco ao acampamento
Sem Enéias, Turno cerca o acampamento troiano e tenta incendiar os navios. A deusa Cibele transforma as naus em ninfas do mar, e os troianos continuam atrás dos muros, como Enéias ordenou.
- Livro IX22
Niso e Euríalo
Niso e Euríalo, dois jovens amigos, saem à noite para avisar Enéias e matam rútulos adormecidos. Apanhados por cavaleiros de Volscente, morrem juntos, e a mãe de Euríalo chora diante das muralhas.
- Livro X23
A morte de Palante
Turno enfrenta Palante em combate e o mata com a lança, depois arranca-lhe o talim, o cinturão de ombro. Ao saber, Enéias avança furioso pelo campo e mata sem poupar os inimigos.
- Livro X24
Mezêncio e Lauso
Enéias fere Mezêncio, rei etrusco expulso pelo próprio povo. O filho dele, Lauso, se joga contra Enéias para salvá-lo e morre, e Mezêncio volta ao combate, pede só uma sepultura junto ao filho e é morto.
- Livro XI25
O cortejo de Palante
Enéias manda o corpo de Palante ao pai, Evandro, coberto com um manto que Dido tecera. Os latinos obtêm doze dias de trégua para enterrar os mortos, e Turno aceita enfrentar Enéias.
- Livro XI26
A morte de Camila
Camila, rainha dos volscos criada nos montes e consagrada a Diana, enfrenta a cavalaria etrusca e mata muitos guerreiros. Aruns a fere com um dardo, e ela morre depois de entregar o comando a Turno.
- Livro XII27
O pacto do duelo
Turno exige que Latino sele o pacto: ele e Enéias lutarão, e o vencedor ficará com Lavínia. Um áugure rútulo lê um sinal como favorável e lança a primeira lança, e o tratado se rompe em tumulto.
- Livro XII28
A ferida de Enéias
Enéias, ferido por uma flecha, é curado por Vênus com uma erva do monte Ida e volta à luta. Ele ameaça incendiar Laurento, e Amata, crendo que Turno morreu, se enforca.
- Livro XII29
A morte de Turno
Ferido na coxa, Turno pede que o poupem ou devolvam o corpo ao pai. Enéias hesita, vê no ombro do vencido o talim de Palante e o mata, e o poema termina ali.