A Ilíada e a Odisseia são os dois poemas épicos atribuídos a Homero, compostos em grego por volta do século VIII a.C. Cada um tem vinte e quatro cantos, divisão que a tradição atribui aos eruditos de Alexandria, alguns séculos depois.
A Ilíada, com cerca de 15.700 versos, não conta a guerra de Troia inteira. Conta a ira de Aquiles durante algumas semanas do décimo ano do cerco: a briga com Agamêmnon por uma cativa, a retirada do herói, a morte do amigo Pátroclo pelas mãos de Heitor, a vingança de Aquiles e, no último canto, o resgate do corpo de Heitor pelo velho rei Príamo. O poema termina com um funeral, e não com a queda da cidade.
A Odisseia, com cerca de 12.100 versos, conta a volta de Odisseu para casa, na ilha de Ítaca, dez anos depois da guerra. Começa pelo filho, Telêmaco, que sai à procura de notícias do pai enquanto os pretendentes de Penélope ocupam a casa. Depois vem o próprio Odisseu, que narra suas aventuras aos feácios, entre elas o ciclope Polifemo, Circe, a descida ao mundo dos mortos e as Sereias, e por fim o retorno disfarçado, a vingança contra os pretendentes e o reconhecimento de Penélope.
Os dois poemas formam um par: a Ilíada é o poema da guerra e da glória que custa a vida, a Odisseia é o poema da volta, da astúcia e da casa reconquistada.