Dom Casmurro
Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.
O velho no Engenho Novo
- Capítulos I a XII1
O apelido
Bento Santiago, velho, é chamado de Dom Casmurro por um rapaz do trem a quem cochilou durante uns versos. Ele avisa que casmurro, ali, quer dizer homem calado e metido consigo, e que o Dom veio por ironia.
- Capítulos I a XII2
A casa copiada
Para atar as duas pontas da vida, ele mandou construir no Engenho Novo uma cópia da casa de Matacavalos. Admite logo que não conseguiu recompor nem o passado nem a pessoa que foi, e decide escrever este livro.
A denúncia e a promessa
- Capítulos I a XII3
A denúncia
Em novembro de 1857, Bentinho, de quinze anos, ouve escondido atrás da porta José Dias dizer à mãe que o menino anda metido nos cantos com Capitu, a vizinha de catorze anos, filha de Pádua.
- Capítulos I a XII4
A promessa
Bentinho conta a origem dos projetos da mãe: depois de um primeiro filho nascido morto, Dona Glória prometeu a Deus que o segundo, se fosse menino, seria padre. Agora ela quer cumprir a promessa.
- Capítulos XIII a XXII5
A inscrição no muro
No quintal, Bentinho lê dois nomes abertos a prego no muro, fundidos numa só palavra, antes que Capitu os raspe. Ninguém fala, e o narrador velho corta a cena: confessa que prefere ser poupado.
- Capítulos XIII a XXII6
O plano de Capitu
Zangada com Dona Glória, Capitu reflete e monta um plano: usar José Dias, o mesmo que fez a denúncia, porque ele gosta de elogios e, servindo o futuro dono da casa, falará com mais calor.
Os olhos de Capitu
- Capítulos XXIII a XXXIV7
Os olhos de cigana
No Passeio Público, José Dias fala mal de Pádua e dos olhos de Capitu, de cigana oblíqua e dissimulada. Ao ouvir o pedido de ajuda de Bentinho, muda de posição e propõe que ele estude na Europa.
- Capítulos XXIII a XXXIV8
Os olhos de ressaca
Dias depois, Bentinho fita Capitu penteando o cabelo e não acha nos olhos nada de extraordinário, até o olhar longo: eles crescem, escurecem e puxam como a vaga da ressaca. É o nome que ele lhes dá.
- Capítulos XXIII a XXXIV9
O primeiro beijo
Enquanto Bentinho faz as tranças de Capitu, os dois se beijam pela primeira vez. Dona Fortunata, mãe dela, chega logo depois e sorri, desconfiada, enquanto Capitu explica o penteado como uma brincadeira.
O seminário
- Capítulos XLII a LIII10
O juramento do poço
No quintal, Bentinho e Capitu juram primeiro só casar um com o outro. Ela propõe então uma fórmula melhor: juram que se casarão haja o que houver, o que obriga ao casamento e não apenas à espera.
- Capítulos LIV a LXV11
Escobar no seminário
No seminário de S. José, Bentinho faz amizade com Escobar, colega três anos mais velho e filho de um advogado de Curitiba: esbelto, de olhos claros e um pouco fugitivos, como as mãos e a fala.
- Capítulos LIV a LXV12
O primeiro ciúme
Em visita ao seminário, José Dias diz que Capitu anda alegre e que só falta aparecer algum peralta da vizinhança. Bentinho sente o primeiro ciúme, e o narrador velho dá ao capítulo o título Uma ponta de Iago.
- Capítulos LXVI a LXXVII13
Um pecado
Chamado do seminário porque Dona Glória adoeceu, Bentinho tem no caminho o pensamento de que, mamãe defunta, acaba o seminário. Depois o confessa como pecado e promete padre-nossos pela vida dela.
- Capítulos LXVI a LXXVII14
O cavaleiro
Sob a janela de Capitu passa um cavaleiro que olha para ela, e Capitu olha de volta. Bentinho sente o segundo ciúme e foge para a sala sem perguntar nada.
A troca da promessa e o casamento
- Capítulos LXXVIII a XCII15
Segredo por segredo
Bentinho confessa a Escobar que não pode ser padre, e o amigo, em troca, confia que também não pretende seguir adiante no seminário, pois quer o comércio. Só depois Bentinho lhe conta por alto o namoro.
- Capítulos LXXVIII a XCII16
O retrato de Gurgel
Na casa de Gurgel, pai de Sancha, Bentinho vê o retrato da falecida mulher e ouve que Capitu se parece com ela, nas feições e no gênio, sem que o livro dê parentesco algum entre as duas.
- Capítulos XCIII a C17
Um substituto
Escobar sugere a saída para a promessa: Dona Glória cumpriria o voto dando à Igreja um órfão, ordenado à sua custa, e o filho ficaria livre. Antes, José Dias havia proposto levá-lo a Roma.
- Capítulos XCIII a C18
A saída
Dona Glória cede depois que o padre Cabral, ouvido o bispo, declara válida a troca. Bentinho deixa o seminário aos dezessete anos, com a promessa quitada por um substituto.
- Capítulos CI a CXII19
O casamento
Bacharel, Bentinho casa-se com Capitu em março de 1865 e passa a lua de mel no alto da Tijuca, no capítulo que ele intitula No céu.
- Capítulos CI a CXII20
Um filho
Depois de anos sem filhos, nasce Ezequiel. Bentinho queria Escobar por padrinho, mas tio Cosme se antecipa, e ele dá ao menino o nome do amigo para compensar a falta de compadrio.
A suspeita e a separação
- Capítulos CXIII a CXXIV21
A mão de Sancha
Numa noite no Flamengo, Sancha aperta a mão de Bentinho e se demora, e ele sente, nas palavras dele, um instante de vertigem e de pecado. Foi, diz ele, um instante que passou depressa no relógio do tempo.
- Capítulos CXIII a CXXIV22
O velório
Na manhã seguinte, Escobar morre afogado no mar bravio. No velório, Capitu fita o morto, chora pouco e enxuga as lágrimas olhando a furto para a sala. Só ao escrever, Bentinho chama esse olhar de ressaca.
- Capítulos CXXV a CXXXV23
A semelhança
Em 1872, à mesa, Capitu pergunta se Bentinho reparou que Ezequiel tem nos olhos uma expressão esquisita, que ela só viu num amigo do pai e no defunto Escobar. Dali em diante, ele vê o amigo no menino.
- Capítulos CXXV a CXXXV24
A noite de Otelo
À noite, no teatro, Bentinho assiste a Otelo, que nunca tinha visto nem lido, e sai com a conclusão de que quem devia morrer era Capitu. Antes, num sábado, comprara uma substância que o livro não nomeia.
- Capítulos CXXXVI a CXLVIII25
A xícara de café
Na manhã seguinte, com o veneno dissolvido no café, Bentinho vê Ezequiel entrar correndo. Chega a estender-lhe a xícara, mas recua e, ao beijar a cabeça do menino, diz que não é pai dele.
- Capítulos CXXXVI a CXLVIII26
A fotografia
Capitu exige uma explicação, e ele repete que o menino não é seu filho e alude aos amores de Escobar sem dizer o nome. Quando os dois olham ao mesmo tempo a fotografia de Escobar, Bentinho lê a confusão dela como confissão, embora ela não confesse nada.
- Capítulos CXXXVI a CXLVIII27
A solução
A separação vem sem escândalo. Bentinho leva Capitu e Ezequiel à Europa e os deixa na Suíça. Nas viagens seguintes não a procura, e simula a vida de casal para enganar a opinião.
- Capítulos CXXXVI a CXLVIII28
O regresso
Capitu já morreu e foi enterrada na Suíça quando Ezequiel, adulto, aparece no Engenho Novo. Bentinho vê nele o próprio, o exato, o verdadeiro Escobar. Meses depois, numa viagem de estudos, o rapaz morre perto de Jerusalém.
- Capítulos CXXXVI a CXLVIII29
E bem, e o resto?
No último capítulo, Bentinho pergunta se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos e responde que sim, como a fruta dentro da casca. Depois passa à História dos Subúrbios.