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Clavis Libri · linha do tempo

Dom Casmurro

Machado de Assis · 1899

Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.

O velho no Engenho Novo

  1. Capítulos I a XII

    O apelido

    Bento Santiago, velho, é chamado de Dom Casmurro por um rapaz do trem a quem cochilou durante uns versos. Ele avisa que casmurro, ali, quer dizer homem calado e metido consigo, e que o Dom veio por ironia.

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  2. Capítulos I a XII

    A casa copiada

    Para atar as duas pontas da vida, ele mandou construir no Engenho Novo uma cópia da casa de Matacavalos. Admite logo que não conseguiu recompor nem o passado nem a pessoa que foi, e decide escrever este livro.

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A denúncia e a promessa

  1. Capítulos I a XII

    A denúncia

    Em novembro de 1857, Bentinho, de quinze anos, ouve escondido atrás da porta José Dias dizer à mãe que o menino anda metido nos cantos com Capitu, a vizinha de catorze anos, filha de Pádua.

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  2. Capítulos I a XII

    A promessa

    Bentinho conta a origem dos projetos da mãe: depois de um primeiro filho nascido morto, Dona Glória prometeu a Deus que o segundo, se fosse menino, seria padre. Agora ela quer cumprir a promessa.

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  3. Capítulos XIII a XXII

    A inscrição no muro

    No quintal, Bentinho lê dois nomes abertos a prego no muro, fundidos numa só palavra, antes que Capitu os raspe. Ninguém fala, e o narrador velho corta a cena: confessa que prefere ser poupado.

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  4. Capítulos XIII a XXII

    O plano de Capitu

    Zangada com Dona Glória, Capitu reflete e monta um plano: usar José Dias, o mesmo que fez a denúncia, porque ele gosta de elogios e, servindo o futuro dono da casa, falará com mais calor.

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Os olhos de Capitu

  1. Capítulos XXIII a XXXIV

    Os olhos de cigana

    No Passeio Público, José Dias fala mal de Pádua e dos olhos de Capitu, de cigana oblíqua e dissimulada. Ao ouvir o pedido de ajuda de Bentinho, muda de posição e propõe que ele estude na Europa.

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  2. Capítulos XXIII a XXXIV

    Os olhos de ressaca

    Dias depois, Bentinho fita Capitu penteando o cabelo e não acha nos olhos nada de extraordinário, até o olhar longo: eles crescem, escurecem e puxam como a vaga da ressaca. É o nome que ele lhes dá.

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  3. Capítulos XXIII a XXXIV

    O primeiro beijo

    Enquanto Bentinho faz as tranças de Capitu, os dois se beijam pela primeira vez. Dona Fortunata, mãe dela, chega logo depois e sorri, desconfiada, enquanto Capitu explica o penteado como uma brincadeira.

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O seminário

  1. Capítulos XLII a LIII

    O juramento do poço

    No quintal, Bentinho e Capitu juram primeiro só casar um com o outro. Ela propõe então uma fórmula melhor: juram que se casarão haja o que houver, o que obriga ao casamento e não apenas à espera.

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  2. Capítulos LIV a LXV

    Escobar no seminário

    No seminário de S. José, Bentinho faz amizade com Escobar, colega três anos mais velho e filho de um advogado de Curitiba: esbelto, de olhos claros e um pouco fugitivos, como as mãos e a fala.

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  3. Capítulos LIV a LXV

    O primeiro ciúme

    Em visita ao seminário, José Dias diz que Capitu anda alegre e que só falta aparecer algum peralta da vizinhança. Bentinho sente o primeiro ciúme, e o narrador velho dá ao capítulo o título Uma ponta de Iago.

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  4. Capítulos LXVI a LXXVII

    Um pecado

    Chamado do seminário porque Dona Glória adoeceu, Bentinho tem no caminho o pensamento de que, mamãe defunta, acaba o seminário. Depois o confessa como pecado e promete padre-nossos pela vida dela.

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  5. Capítulos LXVI a LXXVII

    O cavaleiro

    Sob a janela de Capitu passa um cavaleiro que olha para ela, e Capitu olha de volta. Bentinho sente o segundo ciúme e foge para a sala sem perguntar nada.

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A troca da promessa e o casamento

  1. Capítulos LXXVIII a XCII

    Segredo por segredo

    Bentinho confessa a Escobar que não pode ser padre, e o amigo, em troca, confia que também não pretende seguir adiante no seminário, pois quer o comércio. Só depois Bentinho lhe conta por alto o namoro.

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  2. Capítulos LXXVIII a XCII

    O retrato de Gurgel

    Na casa de Gurgel, pai de Sancha, Bentinho vê o retrato da falecida mulher e ouve que Capitu se parece com ela, nas feições e no gênio, sem que o livro dê parentesco algum entre as duas.

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  3. Capítulos XCIII a C

    Um substituto

    Escobar sugere a saída para a promessa: Dona Glória cumpriria o voto dando à Igreja um órfão, ordenado à sua custa, e o filho ficaria livre. Antes, José Dias havia proposto levá-lo a Roma.

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  4. Capítulos XCIII a C

    A saída

    Dona Glória cede depois que o padre Cabral, ouvido o bispo, declara válida a troca. Bentinho deixa o seminário aos dezessete anos, com a promessa quitada por um substituto.

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  5. Capítulos CI a CXII

    O casamento

    Bacharel, Bentinho casa-se com Capitu em março de 1865 e passa a lua de mel no alto da Tijuca, no capítulo que ele intitula No céu.

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  6. Capítulos CI a CXII

    Um filho

    Depois de anos sem filhos, nasce Ezequiel. Bentinho queria Escobar por padrinho, mas tio Cosme se antecipa, e ele dá ao menino o nome do amigo para compensar a falta de compadrio.

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A suspeita e a separação

  1. Capítulos CXIII a CXXIV

    A mão de Sancha

    Numa noite no Flamengo, Sancha aperta a mão de Bentinho e se demora, e ele sente, nas palavras dele, um instante de vertigem e de pecado. Foi, diz ele, um instante que passou depressa no relógio do tempo.

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  2. Capítulos CXIII a CXXIV

    O velório

    Na manhã seguinte, Escobar morre afogado no mar bravio. No velório, Capitu fita o morto, chora pouco e enxuga as lágrimas olhando a furto para a sala. Só ao escrever, Bentinho chama esse olhar de ressaca.

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  3. Capítulos CXXV a CXXXV

    A semelhança

    Em 1872, à mesa, Capitu pergunta se Bentinho reparou que Ezequiel tem nos olhos uma expressão esquisita, que ela só viu num amigo do pai e no defunto Escobar. Dali em diante, ele vê o amigo no menino.

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  4. Capítulos CXXV a CXXXV

    A noite de Otelo

    À noite, no teatro, Bentinho assiste a Otelo, que nunca tinha visto nem lido, e sai com a conclusão de que quem devia morrer era Capitu. Antes, num sábado, comprara uma substância que o livro não nomeia.

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  5. Capítulos CXXXVI a CXLVIII

    A xícara de café

    Na manhã seguinte, com o veneno dissolvido no café, Bentinho vê Ezequiel entrar correndo. Chega a estender-lhe a xícara, mas recua e, ao beijar a cabeça do menino, diz que não é pai dele.

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  6. Capítulos CXXXVI a CXLVIII

    A fotografia

    Capitu exige uma explicação, e ele repete que o menino não é seu filho e alude aos amores de Escobar sem dizer o nome. Quando os dois olham ao mesmo tempo a fotografia de Escobar, Bentinho lê a confusão dela como confissão, embora ela não confesse nada.

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  7. Capítulos CXXXVI a CXLVIII

    A solução

    A separação vem sem escândalo. Bentinho leva Capitu e Ezequiel à Europa e os deixa na Suíça. Nas viagens seguintes não a procura, e simula a vida de casal para enganar a opinião.

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  8. Capítulos CXXXVI a CXLVIII

    O regresso

    Capitu já morreu e foi enterrada na Suíça quando Ezequiel, adulto, aparece no Engenho Novo. Bentinho vê nele o próprio, o exato, o verdadeiro Escobar. Meses depois, numa viagem de estudos, o rapaz morre perto de Jerusalém.

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  9. Capítulos CXXXVI a CXLVIII

    E bem, e o resto?

    No último capítulo, Bentinho pergunta se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos e responde que sim, como a fruta dentro da casca. Depois passa à História dos Subúrbios.

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