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Recurso literário

Personificação

Dar a uma coisa, a um animal ou a uma ideia abstrata ações, sentimentos ou fala próprios de uma pessoa.

Em Macbeth

Pensei ter ouvido uma voz a gritar “Dormir, nunca mais! Macbeth é o assassino do Sono, do Sono inocente, do Sono que desenreda o novelo emaranhado das preocupações, do Sono que é a morte rotineira da vida de cada dia, o banho depois da árdua labuta, o bálsamo das mentes afligidas, o prato principal da grande mãe Natureza, o mais importante nutriente do banquete da Vida”. [...] “Dormir, nunca mais! Glamis matou o Sono, e, portanto, Cawdor não mais dormirá. Macbeth não mais dormirá.”

O Sono é tratado como uma vítima inocente que Macbeth matou: ele é "assassino do Sono". Dar ao sono a vida e a fragilidade de uma pessoa faz a insônia soar como castigo pelo crime.

Ato II: O assassinato de Duncan, Macbeth

Sempre, e de novo, contra a Natureza. Pródiga Ambição, que com voracidade consomes a tua própria fonte de vida.

A Ambição ganha as ações de um ser vivo, que "com voracidade consomes" a própria fonte de vida. Tratá-la como algo faminto que devora a origem de que depende faz o julgamento recair sobre Macbeth.

Ato II: O assassinato de Duncan, Ross

Macbeth jamais será vencido, a menos que o Grande Bosque de Birnam marche contra ele, vencendo as doze milhas até os altos da Colina Dunsinane.

O "Grande Bosque de Birnam" deve "marchar contra ele": a floresta ganha o movimento de um exército. Dar passos a um bosque faz a condição soar impossível a Macbeth, que a recebe como garantia.

Ato IV: Profecias enganosas e massacre, a terceira aparição, uma criança coroada com uma árvore na mão