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Personagem

Malcolm

Quem é

Filho mais velho de Duncan, nomeado Príncipe de Cumberland e herdeiro do trono. Foge para a Inglaterra, com o irmão Donalbain indo para a Irlanda, quando o pai é assassinado e a suspeita recai sobre os dois, e volta como chefe do exército que derruba Macbeth. É o rei que a peça entrega no fim, e o que o distingue do pai é a desconfiança: Malcolm só aceita um aliado depois de testá-lo.

Trajetória

Na cena 2 do Ato I, no acampamento perto de Forres, apresenta ao pai o Capitão ferido que relata a batalha. Na cena 4 do Ato I, conta a Duncan que o antigo Cawdor morreu arrependido, e é nomeado Príncipe de Cumberland, título que Macbeth vê em seguida como um degrau em seu caminho.

Na cena 3 do Ato II, ao saber da morte do pai, decide com Donalbain fugir, sem confiar em ninguém: diz que mostrar uma tristeza que não se sente é fácil para quem é falso, e parte para a Inglaterra, enquanto Donalbain vai para a Irlanda. Na cena 4 do Ato II, Macduff conta que os camareiros foram tidos por subornados, e que a fuga dos príncipes levanta suspeita sobre eles.

Na cena 6 do Ato III, um lorde conta a Lennox que Macduff foi à Inglaterra pedir ao rei Eduardo apoio a Malcolm. Na cena 3 do Ato IV, na corte inglesa, Malcolm e Macduff lamentam a Escócia. Desconfiado, Malcolm finge ser dominado pela luxúria e pela avareza, e só revela a mentira quando Macduff o condena com indignação.

Malcolm: aquilo que o senhor é não pode ser transformado por minhas idéias. Os anjos ainda são brilhantes, embora o mais brilhante dentre eles tenha caído.
Macbeth

Os dois combinam a guerra com os dez mil homens de Siward. Quando Ross conta a Macduff que sua família foi morta, Malcolm pede que a dor vire raiva.

Na cena 4 do Ato V, diante de Birnam, manda cada soldado levar um galho à frente para esconder o número da tropa.

Malcolm: Que cada soldado derrube um galho e carregue-o à sua frente. Desse modo, estaremos camuflando, na sombra, o exato número de nosso contingente, e aqueles que levam ao inimigo notícias nossas terão errado em seus cálculos.
Macbeth

Na cena 6 do Ato V, manda largar os galhos e dá as ordens de ataque, com Siward e o filho à frente. Na cena 7 do Ato V, depois do duelo, é saudado rei por Macduff, dá aos barões os primeiros títulos de Conde que a Escócia nomeia, promete chamar de volta os exilados que fugiram da tirania e convida todos para a coroação em Scone.

Temas que encarna

A fuga de Malcolm e Donalbain na cena 3 do Ato II ajuda a causa de Macbeth: ao sumirem, os príncipes recebem a suspeita que o casal plantou nos camareiros. O mesmo gesto, a fuga, é lido como culpa quando é dele e como prudência, na cena 2 do Ato IV, quando é de Macduff.

Na cena 3 do Ato IV, Malcolm se descreve pior do que Macbeth para ver como Macduff reage, e a cena só avança quando Macduff responde com indignação. Termina quando Ross transforma a suspeita em dor ao contar o que aconteceu em Fife.

Malcolm é o oposto de Duncan. O pai julga mal pelo rosto e cobre Macbeth de agradecimentos na cena 4 do Ato I, e o filho, depois de ver o que a confiança custou, só dá confiança a quem passa por um teste. Ele recupera o Poder por meios que Macbeth não previu, os galhos de Birnam, e a Violência da peça acaba nas mãos de um herdeiro cauteloso, que manda a tropa esconder o número antes de atacar.

No discurso final, Malcolm só menciona a Rainha de passagem, como quem acredita que ela se matou. A restauração que ele promete, os títulos novos, a volta dos exilados, desfaz uma tirania sustentada pela obediência por medo, mas a peça não lhe dá nenhuma palavra sobre quem foi consumida pelo crime que deu origem a tudo isso.

Relações