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Clavis Libri · linha do tempo

A Montanha Mágica

Thomas Mann · 1924

Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.

Capítulo I

  1. Capítulo I

    A chegada a Davos

    Hans Castorp, jovem engenheiro de Hamburgo, sobe de trem aos Alpes suíços para passar três semanas em Davos com o primo Joachim Ziemssen, que se trata no sanatório Berghof. Ele acha que logo estará de volta.

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    Pintura de um homem de casaco escuro, de costas, de pé numa rocha alta, diante de montanhas e de um mar de névoa
  2. Capítulo I

    O quarto 34

    Joachim leva Hans ao quarto 34, onde uma americana morreu dias antes e tudo foi desinfetado. Nervoso, Hans fala de charutos e de frio nos pés e, a caminho do jantar, ouve a tosse de um aristocrata austríaco.

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Capítulo II

  1. Capítulo II

    A pia batismal

    Órfão de pai e mãe, o pequeno Hans Castorp passa um ano e meio com o avô, o senador Hans Lorenz Castorp. Pede que ele mostre a pia batismal de prata, e o velho recita os nomes dos sete donos.

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  2. Capítulo II

    O tio-avô Tienappel

    Depois da morte do avô, o tio-avô, cônsul Tienappel, torna-se tutor de Hans. Ele vende os imóveis e liquida a firma da família, salvando cerca de quatrocentos mil marcos de herança, e o rapaz cresce sem ser gênio nem tolo.

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Capítulo III

  1. Capítulo III

    A sala das sete mesas

    No desjejum, Hans esperava um ambiente fúnebre e encontra, na sala das sete mesas, jovens bronzeados que conversam e trocam fotos e selos. Joachim lhe conta quem é a mexicana de preto, que só repete as palavras tous les deux.

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  2. Capítulo III

    A Sociedade Meio-Pulmão

    No primeiro passeio, Hans cruza com pacientes risonhos e com uma moça que assobia sem mexer os lábios. Joachim explica que é o pneumotórax, tratamento que põe um pulmão doente em repouso, e que ali o tempo nada significa.

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  3. Capítulo III

    O humanista italiano

    Num banco, Joachim apresenta a Hans o literato italiano Lodovico Settembrini, discípulo do poeta Carducci. Ele chama os médicos de juízes do mundo dos mortos, diz que ali ninguém conta por semanas e cita o hino a Satanás.

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  4. Capítulo III

    A porta de vidro

    No almoço, a porta de vidro bate de novo, e Hans enfim vê quem a bate: uma moça de suéter branco, que a professora Engelhart identifica como madame Chauchat. No repouso da tarde, ele fuma o charuto até o fim.

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Capítulo IV

  1. Capítulo IV

    O Excurso sobre o tempo

    Joachim ensina Hans a se enrolar nos cobertores, e o narrador interrompe a cena para explicar por que o tempo parece longo nos primeiros dias de um lugar novo e depois encolhe com o hábito. Hans sente o mesmo.

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  2. Capítulo IV

    O lápis de Hippe

    Num passeio solitário, farto da vida horizontal, Hans se lembra do colega de escola Pribislav Hippe, de olhos rasgados, por quem nutria um sentimento que não sabia nomear e de quem pedira um lápis emprestado no pátio.

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  3. Capítulo IV

    A conferência de Krokowski

    Hans chega atrasado à conferência do dr. Krokowski, médico do sanatório, com a roupa manchada de sangue, e senta-se atrás de madame Chauchat, que se vira e o olha com olhos iguais aos de Hippe. Krokowski diz que o amor reprimido volta como doença.

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  4. Capítulo IV

    O termômetro

    Com um resfriado que ninguém ali reconhece, Hans compra da enfermeira-chefe um termômetro. O dr. Behrens, médico-chefe do sanatório, o examina, acha um lugar úmido no pulmão e o manda para a cama: a visita de três semanas vira tratamento.

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Capítulo V

  1. Capítulo V

    A radiografia

    Na sala escura de radiologia, Hans vê no corpo de Joachim o esqueleto e o coração batendo, e pensa na morte. Depois o dr. Behrens examina o interior do próprio Hans.

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  2. Capítulo V

    Os moribundos

    Depois que morre o aristocrata austríaco, Hans resolve visitar os doentes graves do Berghof e manda flores em nome de dois companheiros, em protesto contra o costume de esconder a morte dos outros pacientes.

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  3. Capítulo V

    A Noite de Walpurgis

    Na terça-feira de Carnaval, em meio a máscaras e champanhe, Hans pede um lápis a Clawdia Chauchat e, a sós com ela, ouve que ela parte no dia seguinte para o Daguestão e lhe declara o amor de joelhos, em francês.

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Capítulo VI

  1. Capítulo VI

    A partida de Clawdia

    Clawdia deixa o Berghof de trenó, rumo ao Daguestão, dizendo que talvez volte. Hans guarda sobre o coração o que ela lhe deixou ao partir: a chapa da radiografia do tórax dela.

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  2. Capítulo VI

    O jesuíta Naphta

    Hans visita Leo Naphta, jesuíta que mora na casa do alfaiate Lukacek, vizinho de Settembrini. No gabinete forrado de seda, uma pietà gótica de madeira, que Naphta chama de sinal de mortificação, impressiona o rapaz.

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  3. Capítulo VI

    Joachim volta ao regimento

    Em setembro, Joachim diz a Behrens que parte sem esperar a cura, para se apresentar ao regimento. Hans o leva à estação e, na despedida, o primo o chama pelo prenome pela primeira vez.

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  4. Capítulo VI

    A tempestade de neve

    Para ficar a sós com os pensamentos, Hans compra esquis. Surpreendido por uma tempestade, adormece na neve e sonha com uma praia ensolarada e um templo terrível; desperta, volta ao Berghof e logo esquece o que pensou.

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  5. Capítulo VI

    A morte de Joachim

    Joachim, de volta ao regimento, adoece de novo e regressa ao Berghof com a mãe. A doença chega à laringe, e ele morre ao lado da mãe e de Hans, que depois ouvem o dr. Behrens dizer que ele se safou para o campo da honra.

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Capítulo VII

  1. Capítulo VII

    Peeperkorn chega

    Hans espera Clawdia de volta, mas ela chega ao Berghof no mesmo trem e no mesmo trenó do plantador de café holandês Pieter Peeperkorn, nascido em Java, e os dois ocupam aposentos vizinhos.

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  2. Capítulo VII

    O reencontro

    No salão de leitura, Clawdia pergunta por Joachim, e Hans responde, sem olhá-la, que ele morreu. Os dois conversam em francês e em alemão, até que Peeperkorn aparece.

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  3. Capítulo VII

    A cascata de Flüela

    Em maio, Peeperkorn leva Clawdia, Hans, Settembrini, Naphta e outros de coche à cascata do vale de Flüela. O estrondo da água cobre todas as vozes, e ele faz um brinde e um discurso que ninguém ouve.

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  4. Capítulo VII

    A morte de Peeperkorn

    Na madrugada seguinte, Hans é chamado ao quarto de Peeperkorn, que se matou com um aparelho que imita as presas de uma naja. Ao lado do morto, Hans beija a testa de Clawdia.

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  5. Capítulo VII

    O grande tédio

    Aborrecido e febril, Hans ouve de Behrens a proposta de sangria e de vacina feita do próprio sangue, e aceita com ironia. Sem Clawdia e sem Peeperkorn, sente o mundo fora dos eixos: é o grande tédio.

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  6. Capítulo VII

    O espírito de Joachim

    Numa sessão de ocultismo de Krokowski, Hans pede para ver o primo morto. Com a Oração de Valentin tocando no gramofone, Joachim aparece na poltrona; Hans pede perdão, acende a luz, e a poltrona está vazia.

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  7. Capítulo VII

    O duelo na neve

    Naphta desafia Settembrini, e os dois se enfrentam de pistola, ao amanhecer, na neve. Settembrini atira para o ar, Naphta o chama de covarde e se mata com um tiro na própria cabeça.

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  8. Capítulo VII

    O trovão

    Hans completa sete anos no Berghof, e a guerra estoura. Settembrini, abalado pela morte de Naphta, se despede dele na estação lotada, e Hans, que viera por três semanas, desce da montanha para lutar.

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  9. Capítulo VII

    A última cena

    Num campo de batalha enlameado, Hans avança com os soldados sob a artilharia, cantando baixinho um trecho de A tília. O narrador o perde de vista sem dizer se ele sobrevive e pergunta se da guerra ainda surgirá o amor.

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