Compra necessária
Resumo da seção
No terceiro dia, depois de um verão esplêndido, uma nevada fora de estação derruba a temperatura e liga a calefação, e na manhã seguinte Hans Castorp compra dois cobertores de lã de camelo no bairro inglês, recusando o saco de peles porque o faria "um de vocês". Na volta, sob chuva, os primos encontram Lodovico Settembrini, de humor elegíaco, que fala do pai, do gabinete aquecido e dos comensais. Quando Hans Castorp diz que a enfermidade é digna de reverência e que ligada à estupidez forma um dilema, Settembrini responde com um sermão: a doença é humilhação, não nobreza. Ao saber dos cobertores, repete o seu "placet experiri".
Análise
Se comprasse um saco de peles, peço que me entenda, eu teria a impressão de estar querendo me domiciliar aqui e de tornar-me, em certo sentido, um de vocês
, Compra necessária
Settembrini aproveita o mesmo passeio para uma digressão sobre o pai, o gabinete aquecido e o desprezo pela companhia de mesa, um retrato de família que prepara a doutrina que ele formula logo a seguir: o corpo doente sem espírito é humilhação, não nobreza.
A doença absolutamente não é nobre, nem digna de reverência, de modo algum.
, Compra necessária
Uma alma sem corpo é tão desumana e horripilante quanto um corpo sem alma.
, Compra necessária
Para discutir Hans Castorp compra dois cobertores de lã, mas recusa o saco de peles porque teria a impressão de se "domiciliar" ali e de tornar-se "um de vocês". O que separa o cobertor do saco de peles para ele, e o que esse limite revela sobre o quanto ele já pertence ao lugar?
Excurso sobre o sentido do tempo
Resumo da seção
Depois do almoço, Joachim ensina Hans Castorp a se enrolar nos dois cobertores sobre a espreguiçadeira, e o narrador interrompe a cena para uma digressão teórica sobre por que o tempo se alonga nos primeiros dias de um lugar novo e depois encolhe, à medida que o hábito toma conta da experiência. Hans Castorp formula a mesma sensação poucos parágrafos depois, ao dizer ao primo que o tempo desde a chegada a Davos-Dorf já lhe parece uma eternidade, ainda que só faça poucos dias.
Análise
Um conteúdo rico e interessante é [...] capaz de abreviar a hora e até mesmo o dia; mas, considerado sob o ponto de vista do conjunto, confere amplitude, peso e solidez ao curso do tempo, de maneira que os anos ricos em acontecimentos passam muito mais devagar do que aqueles outros, pobres, vazios, leves, que são varridos pelo vento e se vão voando. O que se chama tédio é, portanto, na realidade, antes uma brevidade mórbida do tempo, provocada pela monotonia
, Excurso sobre o sentido do tempo
O hábito representa a modorra, ou ao menos o enfraquecimento, do senso de tempo, e o fato dos anos de infância serem vividos mais vagarosamente, ao passo que a vida posterior se desenrola e foge cada vez mais depressa — esse fato também se baseia no hábito
, Excurso sobre o sentido do tempo
Para discutir O narrador diz que o tédio é, "na realidade, antes uma brevidade mórbida do tempo, provocada pela monotonia", e que os anos cheios de acontecimentos passam mais devagar do que os vazios. Como o tempo vazio pode parecer curto e o cheio parecer longo, e o que essa inversão muda na ideia comum de que o tédio é um tempo que custa a passar?
Hans Castorp faz uma tentativa de conversação em francês
Resumo da seção
Hans Castorp, que ainda não se aclimatou, aprende a engrenagem do dia no Berghof (ver O Berghof) e descobre que os balões bojudos nos corredores, a seis francos cada, trazem oxigênio para os agonizantes. Dr. Behrens, a caminho do quarto 27, chama-o de "espectador desinteressado", e Hans Castorp entrevê o primeiro moribundo de sua vida, um jovem de barba rala, enquanto uma enfermeira ansiosa prende os primos com conversa sobre o seu paciente. Depois é apresentado à mexicana apelidada "Tous-les-deux", ouve dela a sua frase e responde em francês, satisfeito por não ter errado.
Análise
continham oxigênio, conforme Joachim lhe explicou, em resposta à sua pergunta. Era oxigênio puro, a seis francos o balão, e esse gás vivificante era ministrado aos agonizantes, para lhes dar um derradeiro estímulo e prolongar a duração das suas forças.
, Hans Castorp faz uma tentativa de conversação em francês
Era o primeiro moribundus com que Hans Castorp deparava em sua vida, visto os pais e o avô terem morrido, por assim dizer, pelas suas costas.
, Hans Castorp faz uma tentativa de conversação em francês
A frase corrige a infância contada em Capítulo II: A pia batismal e as duas figuras do avô: Hans Castorp conheceu três mortos, mas nunca viu ninguém morrer, e é pela primeira vez diante de um quarto de agonizante que ele experimenta o olhar que a morte tem enquanto ainda é gesto.
Tous les dé, monsieur
, Hans Castorp faz uma tentativa de conversação em francês
Mas, quando as pessoas estão sérias e tristes e a morte entra em jogo, não me sinto propriamente deprimido nem acanhado; pelo contrário, tenho a sensação de estar no meu elemento
, Hans Castorp faz uma tentativa de conversação em francês
Para discutir Depois do encontro com a mãe mexicana dos dois filhos moribundos, Hans Castorp diz a Joachim que, quando "a morte entra em jogo", tem "a sensação de estar no meu elemento". É afinidade com a morte, a orfandade que ele mesmo invoca como explicação, ou o conforto de quem ainda não viu ninguém morrer de perto?
Politicamente suspeita!
Resumo da seção
No domingo do concerto quinzenal, o primeiro desvio do dia normal, o terraço do Berghof se enche de hóspedes, entre eles os jovens alegres da escadaria, o sr. Albin e Hermine Kleefeld, e Hans Castorp fuma e bebe cerveja numa mesinha com Joachim. Lodovico Settembrini chega, senta-se com eles e declara não gostar de música administrada pelas autoridades, a que tem antipatia política. Joachim Ziemssen defende o concerto porque cada peça de uns sete minutos tem princípio e fim, e Settembrini transforma a observação em tese e chama a música de politicamente suspeita.
Análise
Aparentemente a música é toda movimento, e contudo suspeito nela o quietismo. [...] tenho contra a música uma antipatia de caráter político
, Politicamente suspeita!
Olhe, essas pecinhas insignificantes duram sete minutos, em média, não é? E esses sete minutos têm alguma coisa em particular, têm princípio e têm fim
, Politicamente suspeita!
ela mede o curso do tempo de uma forma especial e cheia de vida, e assim lhe empresta vigilância, espírito e preciosidade. A música desperta o tempo; desperta a nós, para tirarmos do tempo um gozo mais refinado; desperta… e portanto é moral
, Politicamente suspeita!
Não exagero ao declarar que ela é politicamente suspeita.
, Politicamente suspeita!
Para discutir Settembrini diz que a música é "politicamente suspeita" e, no mesmo discurso, que ela "desperta o tempo". Essas duas ideias se conciliam, e o que o humanista teme numa arte que pode tanto despertar quanto entorpecer?
Hippe
Resumo da seção
No domingo à tarde, coches levam hóspedes russos a passeio, entre eles madame Chauchat, e Hans Castorp vê Joachim fitar Marúsia com uma tristeza que não é militar. Na segunda-feira, antes da conferência de Krokowski, resolve dar sozinho um passeio, canta pela encosta até perder o fôlego, fica com um tremor de cabeça igual ao do avô, Hans Lorenz Castorp, e junto a uma cachoeira sofre uma hemorragia nasal. Deitado no banco, volta aos treze anos: o colega Pribislav Hippe, de olhos quirguizes, lhe empresta um lápis vermelho num pátio de escola (ver O lápis), e a lembrança se emenda ao sonho do capítulo anterior. Ao acordar, ele nota que Hippe é parecido com "aquela mulher" de cima, e volta ao sanatório exausto, parte do caminho numa carroça.
Análise
Perdão, você poderia me emprestar um lápis?
, Hippe
Mas você deve devolvê-lo sem falta depois da aula.
, Hippe
A cena responde a um sonho que Hans Castorp já tivera na segunda noite, e o capítulo anterior o conta inteiro sem dizer de quem se tratava:
Depois, Hans Castorp sonhou que se encontrava no pátio do ginásio, onde durante tantos anos passara os intervalos entre as aulas, e que estava a ponto de pedir emprestado um lápis à madame Chauchat, que igualmente estava presente.
O nome que faltava ali é o deste capítulo, e o lápis é o mesmo objeto nas duas cenas, uma sonhada e a outra lembrada.
Como é parecido com ela, com aquela mulher, aqui de cima!
, Hippe
Para discutir Num banco, Hans Castorp lembra o colega que lhe emprestou um lápis aos treze anos e pensa: "Como é parecido com ela, com aquela mulher, aqui de cima! Será por isso que me interesso tanto por ela?" O que a lembrança sugere sobre a origem do que ele sente, e a pergunta que ele faz a si mesmo já traz uma resposta?
Análise
Resumo da seção
Hans Castorp chega à conferência já começada, lívido e com a roupa manchada de sangue, e senta-se logo atrás de madame Clawdia Chauchat, cujos olhos, ele reconhece, são os de Pribislav. O Dr. Krokowski fala do amor como uma potência que, oprimida pela castidade, volta disfarçada de doença, e Hans Castorp se distrai com o braço e a mão de Clawdia e com o vestuário das mulheres. No fim, Krokowski, de braços abertos, convida todos à dissecação das almas, e Joachim e Hans Castorp nunca mais aludem à conferência.
Análise
Os olhos com que ela o fixara, bem no rosto e mirando as manchas de sangue no casaco, eram exatamente os de Pribislav
, Análise
o amor oprimido não estava morto, não; vivia, continuava, nas trevas, no mais profundo segredo, a almejar a sua realização, rompia o círculo mágico da castidade e ressurgia, ainda que sob forma metamorfoseada, dificílima de reconhecer [...] Sob a forma de doença. O sintoma da doença nada é senão a manifestação disfarçada da potência do amor; e toda doença é apenas amor transformado
, Análise
A tese aproxima a conferência da doutrina de Sigmund Freud sobre o recalque, ainda que o texto não o nomeie: o desejo barrado não desaparece, retorna deformado.
No fim da conferência, Krokowski faz propaganda da análise e convida o auditório inteiro, de braços abertos, a procurá-lo.
Ficou claro que o dr. Krokowski, no fim da sua conferência, fez propaganda intensa a favor da dissecação das almas, e convidou todo o mundo, com os braços abertos, para vir até ele. Vinde a mim todos os que trabalhais e vos achais carregados, disse ele, embora com outras palavras.
, Análise
Para discutir Krokowski afirma que o amor oprimido volta disfarçado e que "toda doença é apenas amor transformado". O que essa tese oferece a quem a ouve num sanatório, e o que há nela de convincente e de perigoso?
Dúvidas e ponderações
Resumo da seção
Na primeira conta semanal, cento e oitenta francos, Hans Castorp a paga na administração e, com Joachim, conversa sobre a organização do sanatório: o dr. Behrens não é dono, mas funcionário de uma sociedade anônima, viúvo que ficou em Davos junto ao túmulo da mulher e que talvez esteja ele próprio doente. O narrador tira daí uma pergunta que atravessa o capítulo, se o médico enfermo pode curar. Joachim objeta que Behrens provavelmente já se curou, e Hans Castorp, acompanhando-o ao subsolo, vê o gabinete de Krokowski num crepúsculo velado.
Análise
Mas será possível que quem se inclua entre os escravos de uma potência exerça sobre ela efetivo domínio espiritual? Quem está oprimido pode libertar?
, Dúvidas e ponderações
Para discutir A propósito de Behrens, o narrador chama o "médico enfermo" de "paradoxo" e pergunta: "Quem está oprimido pode libertar?" O que se ganha e o que se perde quando quem trata partilha a doença de quem é tratado?
Conversas à mesa
Resumo da seção
Hans Castorp fica com o tremor de cabeça do avô, que o incomoda às refeições e que ele liga a uma agitação íntima, não só ao ar da montanha. À mesa, a professora Engelhart o provoca com elogios a madame Chauchat, e os dois entram num jogo duplo de dissimulação, em que ele finge zombar da solteirona só para poder falar da russa. É ela quem descobre o nome de madame Chauchat, e Hans Castorp passa a esperar cada refeição como um novo encontro com a doente.
Análise
lhe ficara o referido tremor de cabeça peculiar ao avô
, Conversas à mesa
A sra. Chauchat chamava-se Clawdia.
, Conversas à mesa
Já não se podia dizer que o coração batia à toa, sem motivo, e sem nexo com a alma.
, Conversas à mesa
No capítulo anterior, Hans Castorp se queixa de palpitações sem motivo e sem nexo com a alma. Aqui o nexo aparece, e é o nome de Clawdia:
sentir que o coração bate gratuitamente, sem motivo nem sentido, por assim dizer por conta própria [...] é como se o corpo seguisse o seu próprio caminho e se tivesse desligado da alma
Para discutir Hans Castorp passa a esperar cada refeição como um encontro com madame Chauchat, e o narrador diz que já não se podia dizer que o coração "batia à toa". Se o corpo agora tem um motivo, o que mudou: Hans passou a sentir mais, ou a entender melhor o que já sentia desde o primeiro dia?
Temor nascente. Dos dois avôs e do passeio de barca ao crepúsculo
Resumo da seção
Em dias de chuva, na segunda semana, Hans Castorp troca olhares com madame Chauchat à mesa, quase corre para apanhar o guardanapo dela e planeja encontros no corredor. Ao subir do almoço fingindo ter esquecido o lenço, cruza com ela, e nos olhos de Clawdia vê os de Pribislav Hippe, o que lhe dá um temor nascente. Procura apoio em Joachim, em Behrens e em Settembrini, e passa a ouvir o italiano à mesa e nos passeios, onde Settembrini zomba da sra. Stöhr e fala do avô Giuseppe. Hans Castorp o compara com o próprio avô, e a comparação lhe lembra um passeio de barca ao crepúsculo, com o dia a oeste e a lua a leste. Settembrini fecha a lição com a palavra civilização, e Hans Castorp o escuta por um senso de dever que serve de licença para pensar em Clawdia.
Análise
o guardanapo dela começa a deslizar do colo e fica a ponto de cair ao chão
, Temor nascente
que na sua posição, cor e expressão pareciam-se de modo surpreendente e mesmo assustador com os de Pribislav Hippe. “Pareciam-se” não seria de modo algum a expressão adequada — estes olhos eram os mesmos
, Temor nascente
sentia qualquer coisa como um temor nascente, uma angústia semelhante àquela que lhe causava a sensação de estar preso na mesma cela com a quase oportunidade favorável
, Temor nascente
O avô Giuseppe, carbonário e patriota italiano, andava sempre de preto em luto pela pátria oprimida; o avô de Hans Castorp também, mas por um motivo oposto.
Certamente, isto são dois mundos, dois pontos cardeais
, Temor nascente. Dos dois avôs e do passeio de barca ao crepúsculo
A bacia batismal que aqui volta à memória de Hans Castorp foi apresentada no Capítulo II: A pia batismal e as duas figuras do avô, e é contra essa imagem de piedade e passado que Settembrini mede o avô rebelde e voltado para o progresso.
Recordou um solitário passeio de barca, ao crepúsculo, num lago de Holstein, passeio que fizera em fins de verão, alguns anos antes.
, Temor nascente. Dos dois avôs e do passeio de barca ao crepúsculo
Settembrini fecha a digressão erguendo a política, o humanismo e a bela palavra a uma única força.
Seu nome era: civilização!
, Temor nascente. Dos dois avôs e do passeio de barca ao crepúsculo
Para discutir Settembrini conta que o avô carbonário andava de preto pela pátria oprimida, e Hans Castorp o compara ao próprio avô, também de preto, mas por motivo oposto: "dois mundos, dois pontos cardeais". O que o narrador mostra ao pôr os dois avôs lado a lado, e o que Hans herda de cada um?
O termômetro
Resumo da seção
Na terceira e última semana prevista de sua estada, Hans Castorp faz a conta do que custa o sanatório e sente que as férias voam, mas pega um forte resfriado. A enfermeira-chefe, srta. Von Mylendonk, aparece no seu quarto, nega que seja resfriado ("lero-lero") e lhe vende um termômetro de cinco francos (ver O termômetro), que marca 37,6. Os companheiros de mesa riem dele, Behrens combina examiná-lo depois de Joachim, e no sábado, quando o relógio bate duas horas, madame Chauchat o fita por cima do ombro e ele segue o primo ao consultório. Behrens o examina e diz que ele era "clandestinamente um dos nossos", e o manda para a cama.
Análise
Aqui em cima, a menor unidade de tempo era o mês
, O termômetro
Mas catarros não vêm do frio. Eles vêm é de uma infecção para a qual se está predisposto.
, O termômetro
Hans Castorp tinha 37,6.
, O termômetro
quando os olhos falam, tratam-nos por "você", mesmo que a boca ainda não tenha sequer pronunciado "o senhor"
, O termômetro
Levado ao exame do dr. Behrens junto com Joachim, ouve primeiro o diagnóstico do primo e depois o seu próprio, que muda o sentido de toda a visita.
cheguei à opinião bastante firme de que o senhor era, clandestinamente, um dos nossos e acabaria por perceber esse fato, como fizeram tantos outros que vieram aqui para divertir-se, estudaram o ambiente, torcendo o nariz, e um belo dia ficaram sabendo que seria conveniente para eles [...] abandonarem a atitude de curiosidade displicente e passarem aqui uma temporada extensa
, O termômetro
não vale a pena regressar, Hans Castorp, pois dentro em breve teria de apresentar-se novamente
, O termômetro
Bem, o ar que temos aqui é bom contra a enfermidade. [...] Mas, ao mesmo tempo, este ar também é bom para a enfermidade; compreende? No começo acelera o seu curso, revoluciona o corpo, fomenta a irrupção da doença latente, e tal irrupção é, com a sua licença, o seu catarro
, O termômetro
Bem, Castorp, o senhor vai se meter na cama; assim poderemos ver se algumas semanas de repouso total bastam para desembriagá-lo.
, O termômetro
É a mesma lógica do Excurso, agora encarnada no corpo: o ar que deveria abreviar a doença é o que a revela e a alonga, tal como o hábito que deveria descansar o organismo é o que faz o tempo desaparecer sem se notar.
Para discutir Behrens diz a Hans Castorp que o ar da montanha é "bom contra a enfermidade" e, ao mesmo tempo, "bom para a enfermidade". Essa ambiguidade é um argumento médico, uma armadilha ou uma descrição honesta, e o que ela muda no que as "três semanas" da visita poderiam ter sido?