Dar a uma coisa, a um animal ou a uma ideia abstrata ações, sentimentos ou fala próprios de uma pessoa.
Em Otelo
Cuidado, senhor, com o ciúme. Ele é um monstro De olho verde que vive a escarnecer da carne Que o nutriu.
O ciúme ganha uma ação própria de gente: o monstro "vive a escarnecer da carne que o nutriu". Ao atribuir a um sentimento o gesto de zombar de quem o alimenta, Iago faz Otelo ouvir o ciúme como um ser vivo, que devora o dono e ri dele.