Memórias do Subsolo
Símbolos
O muro de pedra
O muro de pedra é a imagem com que o homem do subsolo nomeia o limite que as leis da natureza, as conclusões das ciências naturais e a matemática põem ao homem. Diante dele, o homem de ação cede com sinceridade e se tranquiliza, porque o muro lhe parece uma...
O palácio de cristal
O palácio de cristal é a utopia que o homem do subsolo atribui aos "senhores" a quem se dirige: um futuro em que os desejos do homem foram calculados, os atos registrados numa tabela e as relações econômicas fixadas com exatidão matemática, e em que nada de...
A tecla de piano
A tecla de piano, com o seu par, o pino do cilindro de um órgão mecânico, é a imagem de um homem reduzido a peça de mecanismo, cujos atos são tocados de fora pelas leis da natureza. O homem do subsolo a usa para dizer o que o homem seria se houvesse uma...
O camundongo
O camundongo é a figura com que o homem do subsolo descreve o homem de consciência hipertrofiada: nascido de uma retorta e não do seio da natureza, ele cede diante do homem de ação a ponto de se considerar um camundongo. Ofendido, quer se vingar, mas a...
A neve molhada
A neve molhada é o tempo da Segunda Parte e o nome dela. Entre a neve e a água, amarela e turva, é a precipitação que o homem do subsolo vê cair no fim da Primeira Parte e que decide o que ele vai contar: uma lembrança antiga que o aperta e que ele resolve...
A roupa e a gola de castor
A roupa é a medida que o homem do subsolo usa, na Segunda Parte, para pesar a própria dignidade diante dos outros. Três peças a carregam: a gola do capote, que ele troca de guaxinim por castor para esbarrar num oficial em pé de igualdade; a mancha amarela no...