Exagero deliberado, que ninguém toma ao pé da letra, para dar ênfase a um sentimento ou a uma situação.
Em Memórias do Subsolo
Vocês acreditam num edifício de cristal, eternamente inabalável, isto é, num que não se possa nem pôr a língua para fora às escondidas, nem fazer figa no bolso.
Prometer um edifício «eternamente inabalável», sem espaço sequer para uma língua mostrada, leva o projeto da utopia ao exagero. O excesso mostra por que o narrador o recusa: perfeito demais para que nele caiba um gesto livre.
Primeira Parte: O subsolo, o homem do subsolo
seu nome vai desaparecer da face da terra, como se você jamais tivesse existido nem nascido!
Segunda Parte: A propósito da neve molhada, o homem do subsolo
pois saiba que me envergonho, e como me envergonho, que mais do que tudo receio isso, mais até do que se tivesse roubado, porque sou vaidoso como se me tivessem arrancado a pele, e só o ar já me dói.
Segunda Parte: A propósito da neve molhada, o homem do subsolo
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.