Descrição que apela aos sentidos (o que se vê, ouve, cheira, prova ou toca) e faz o leitor perceber a cena, não só entendê-la.
Em Memórias do Subsolo
Lá, no seu subsolo nojento e fedorento, o nosso camundongo ofendido, espancado e escarnecido mergulha de imediato numa raiva fria, venenosa e, sobretudo, eterna.
Os adjetivos «nojento e fedorento» e «fria, venenosa» dão ao subsolo cheiro e temperatura. O leitor sente o lugar onde a raiva se conserva, e a umidade da imagem pesa mais do que qualquer explicação.
Primeira Parte: O subsolo, o homem do subsolo
Hoje cai neve, quase molhada, amarela, turva. [...] Pois então que seja uma narrativa a propósito da neve molhada.
Primeira Parte: O subsolo, o homem do subsolo
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.