Frei Lourenço é o frade franciscano de Verona, confessor de Romeu e de Julieta, que casa os dois em segredo, arma o plano da poção e chega tarde demais à tumba.
No Ato II, cena 3, ele colhe ervas ao amanhecer e medita sobre o veneno e o remédio que cada planta guarda. Quando Romeu aparece, sem ter dormido, e pede que o case com Julieta no mesmo dia, o frei estranha a mudança depois de Rosalina, mas aceita, na esperança de que a união reconcilie as duas casas, e o manda ir devagar: "tropeçam os que correm depressa". Na cena 6, antes da cerimônia, avisa que "estes prazeres violentos têm fins violentos".
No Ato III, cena 3, conta a Romeu que o Príncipe o poupou da morte e o baniu, e chama isso de misericórdia; Romeu o chama de tortura e saca a espada contra si, e o frei o repreende e o manda passar a noite com Julieta e partir para Mântua. No Ato IV, cena 1, Julieta lhe mostra uma faca, e ele propõe uma poção que a fará parecer morta por quarenta e duas horas, com uma carta para avisar Romeu. Na cena 5, consola os pais com palavras sobre o céu, sabendo que ela vive.
No Ato V, cena 2, Frei João lhe devolve a carta, porque foi trancado numa casa suspeita de peste, e Lourenço vai sozinho à tumba. Na cena 3 chega tarde; Julieta acorda, e ele, ouvindo a guarda, a chama para sair e foge sem ela. Preso, conta tudo ao Príncipe e se oferece à lei, e o Príncipe responde que sempre o teve por homem santo.