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Romeu e Julieta

Enredo

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Em Verona, duas famílias de igual nobreza, os Montéquio e os Capuleto, mantêm uma velha inimizade que volta a sujar de sangue as ruas. Dessas casas nascem dois jovens que se amam, e a peça conta em cinco atos como esse amor, vivido em segredo e depressa demais, termina com a morte dos dois e a paz entre os pais.

Ato I

O Prólogo do Coro anuncia a morte dos amantes. Criados das duas casas brigam numa praça, Benvólio tenta apartar, Teobaldo o desafia, e o Príncipe Escalo ameaça de morte quem perturbar de novo a paz (cena 1). Romeu, filho de Montéquio, sofre por Rosalina, que jurou castidade. Capuleto diz a Páris que Julieta, ainda sem catorze anos, é nova demais e que ele deve primeiro conquistar o coração dela, e o convida para o baile daquela noite; o criado que leva os convites não sabe ler e pede ajuda a Romeu, que, ao ler a lista, fica sabendo que Rosalina estará na festa (cena 2). A Senhora Capuleto fala de casamento a Julieta e lhe apresenta Páris como pretendente (cena 3). Romeu, Mercúcio e Benvólio vão mascarados ao baile, e Mercúcio zomba do amor com o discurso da rainha Mab, enquanto Romeu pressente algo funesto (cena 4). Na festa, Romeu vê Julieta e esquece Rosalina; Teobaldo reconhece a voz de um Montéquio e quer matá-lo, mas Capuleto o contém. Os dois conversam, beijam-se, e a Ama os interrompe: cada um descobre que o outro é da casa inimiga (cena 5).

Ato II

O Prólogo avisa que o velho desejo de Romeu morreu e que a afeição nova tem pela frente a rixa das famílias. Romeu pula o muro do pomar dos Capuleto, e Benvólio e Mercúcio o procuram pela rua e desistem (cena 1). No jardim, ele vê Julieta à janela, os dois trocam juras, e ela combina que, se ele pensa em casamento, responda no dia seguinte, pelo mensageiro que ela enviará às nove, com o lugar e a hora (cena 2). Ao amanhecer, Romeu pede a Frei Lourenço que os case no mesmo dia; o frei estranha a pressa depois de Rosalina, mas aceita, na esperança de reconciliar as casas (cena 3). Na rua, Mercúcio e Benvólio sabem que Teobaldo mandou um desafio à casa de Romeu, e a Ama, humilhada por Mercúcio, recebe de Romeu o recado: Julieta deve estar à tarde na cela do frei (cena 4). Julieta espera três horas a volta da Ama e, quando enfim ouve o recado, vai à cela (cena 5), onde Frei Lourenço os leva para a igreja a fim de casá-los (cena 6).

Ato III

Num dia quente, Mercúcio provoca Teobaldo, que procura Romeu. Romeu, já parente dos Capuleto em segredo, recusa o duelo e tenta apartar os dois; Mercúcio é ferido sob o braço dele e morre. Romeu mata Teobaldo e foge, e o Príncipe o bane em vez de condená-lo à morte (cena 1). Julieta, que espera a noite, ouve da Ama a notícia, a princípio confusa, e conclui que a palavra banido pesa mais que a morte do primo (cena 2). Na cela, Frei Lourenço ouve de Romeu que o exílio é pior que a morte, vê-o sacar a espada contra si e arma o plano: passar a noite com Julieta, partir para Mântua antes do amanhecer e esperar o perdão (cena 3). Capuleto, sem ter falado com a filha, fixa o casamento com Páris para quinta-feira (cena 4). Ao amanhecer, os amantes se despedem; a Senhora Capuleto anuncia o casamento, Julieta recusa, Capuleto ameaça deserdá-la, a mãe a abandona, e a Ama aconselha casar com Páris. Julieta a renega por dentro e vai ao frei, resolvida a morrer se nada mais restar (cena 5).

Ato IV

Na cela, Páris fala do casamento de quinta-feira, e Julieta responde com frases de duplo sentido. A sós com o frei, ameaça se matar, e ele propõe uma poção que a fará parecer morta por quarenta e duas horas, enquanto uma carta avisa Romeu (cena 1). Julieta volta para casa e finge obediência ao pai, que adianta o casamento para a manhã seguinte (cena 2). Sozinha no quarto, ela enumera o que pode dar errado, vê o fantasma de Teobaldo e bebe, brindando a Romeu (cena 3). Antes do amanhecer a casa corre com os preparativos (cena 4), até que a Ama encontra Julieta imóvel e Capuleto a acha fria. Os pais se desfazem em lamentos, Capuleto diz que a morte é seu genro, e o frei, que sabe do plano, manda secar as lágrimas e organiza o cortejo (cena 5).

Ato V

Em Mântua, Romeu recebe de Baltasar a notícia de que Julieta morreu, decide voltar a Verona naquela noite e convence um boticário miserável a lhe vender veneno, apesar da lei que pune essa venda com a morte (cena 1). Frei João volta à cela de Frei Lourenço com a carta devolvida: foi trancado numa casa suspeita de peste e não pôde chegar a Mântua. Lourenço vai sozinho à tumba, onde Julieta acordará em poucas horas (cena 2). No cemitério, Páris espalha flores na tumba de Julieta; Romeu chega para arrombá-la, os dois lutam e Páris morre. Romeu o deita no jazigo, beija Julieta e bebe o veneno. Frei Lourenço chega tarde; Julieta acorda, recusa fugir e se mata com a adaga de Romeu. Vêm a guarda, o Príncipe e as famílias, o frei conta tudo, e Capuleto e Montéquio selam a paz prometendo uma estátua de ouro para cada um dos filhos. O Príncipe fecha a peça: haverá perdão para uns e castigo para outros (cena 3).

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