O tema central de Romeu e Julieta é o amor que nasce no meio de uma rixa de famílias e o que essa rixa faz com ele. Em torno disso a peça trabalha a pressa, a violência, a autoridade dos pais e o acaso.
Amor e ódio aparecem colados desde o começo. Na cena 1 do Ato I, Romeu olha a briga recém-acabada e responde com paradoxos: "ó amor briguento! ó ódio amoroso!". Na cena 5, Julieta descobre que o rapaz que acabou de beijar é um Montéquio e diz: "meu único amor nasceu do meu único ódio!". O Prólogo já avisa que a morte dos filhos porá fim à discórdia dos pais.
O amor dos dois também é pressa. No jardim (Ato II, cena 2), Julieta compara o pacto da noite a um relâmpago que some antes de alguém dizer "relampeja", e Frei Lourenço adverte Romeu de que "tropeçam os que correm depressa" (cena 3) e de que "estes prazeres violentos têm fins violentos" (cena 6). Eles se conhecem à noite, no baile, e se casam na tarde do dia seguinte.
A violência e a família pesam sobre esse amor: Mercúcio e Teobaldo morrem na briga do Ato III, cena 1, Capuleto ameaça deserdar a filha que recusa Páris (Ato III, cena 5), e a paz só vem sobre os corpos dos filhos (Ato V, cena 3). A peça fala ainda de destino, com os amantes de estrela contrária no Prólogo e Romeu desafiando as estrelas no Ato V, cena 1.