Ato I: A rixa e o baile
A pair of star-cross’d lovers take their life;
, um par de amantes nascidos sob estrela contrária ganha a vida; (Prólogo)
O brawling love! O loving hate!
, ó amor briguento! ó ódio amoroso! (I.1)
woo her, gentle Paris, get her heart, / My will to her consent is but a part
, conquiste-a, gentil Páris, ganhe o coração dela: a minha vontade é só uma parte do consentimento dela (I.2)
I’ll look to like, if looking liking move
, vou olhar para gostar, se o olhar mover o gostar (I.3)
my mind misgives / Some consequence yet hanging in the stars
, meu espírito pressente alguma consequência ainda pendurada nas estrelas (I.4)
My only love sprung from my only hate!
, meu único amor nasceu do meu único ódio! (I.5)
Ato II: O jardim e o casamento
Now old desire doth in his deathbed lie, / And young affection gapes to be his heir
, o velho desejo agoniza em seu leito de morte, e a afeição jovem boceja à espera de ser a herdeira (Prólogo II)
What’s in a name? That which we call a rose / By any other name would smell as sweet
, o que há num nome? Aquilo a que chamamos rosa, com qualquer outro nome teria o mesmo perfume (II.2)
Wisely and slow; they stumble that run fast.
, com sabedoria e devagar; tropeçam os que correm depressa (II.3)
Love’s heralds should be thoughts, / Which ten times faster glides than the sun’s beams
, os mensageiros do amor deviam ser pensamentos, que deslizam dez vezes mais rápido que os raios do sol (II.5)
These violent delights have violent ends, / And in their triumph die
, estes prazeres violentos têm fins violentos, e morrem no próprio triunfo (II.6)
Ato III: Mercúcio, Teobaldo e o banimento
A plague o’ both your houses
, que a peste leve as duas casas de vocês (III.1)
That ‘banished,’ that one word ‘banished,’ / Hath slain ten thousand Tybalts
, aquele ‘banido’, aquela palavra só, ‘banido’, matou dez mil Teobaldos (III.2)
There is no world without Verona walls, / But purgatory, torture, hell itself
, não há mundo fora dos muros de Verona, só purgatório, tortura, o próprio inferno (III.3)
It was the nightingale, and not the lark
, era o rouxinol, e não a cotovia (III.5)
Ato IV: A poção da morte aparente
Be not so long to speak. I long to die, / If what thou speak’st speak not of remedy.
, não demores a falar: anseio por morrer, se o que dizes não for um remédio. (IV.1)
My heart is wondrous light / Since this same wayward girl is so reclaim’d.
, meu coração está maravilhosamente leve, agora que esta menina teimosa se emendou. (IV.2)
Romeo, Romeo, Romeo, here’s drink! I drink to thee.
, Romeu, Romeu, Romeu, aqui está a bebida! Bebo a ti. (IV.3)
Death is my son-in-law, death is my heir
, a morte é meu genro, a morte é meu herdeiro. (IV.5)
Ato V: A tumba e a reconciliação
Is it even so? Then I defy you, stars!
, é assim mesmo? Então eu vos desafio, estrelas! (V.1)
Poor living corse, clos’d in a dead man’s tomb.
, pobre cadáver vivo, trancado na tumba de um morto. (V.2)
See what a scourge is laid upon your hate, / That heaven finds means to kill your joys with love!
, vede que flagelo foi lançado sobre o vosso ódio, já que o céu encontra meio de matar as vossas alegrias com o amor! (V.3)