Resumo dos capítulos
Nestes capítulos Ivan Ilitch passa para o outro lado da mesa: os médicos fazem com ele o que ele fazia com os réus, e em casa a doença é recebida como mais um incômodo que ele impõe à família. Numa noite ele entende que o caso não é de rim nem de apêndice, mas de vida e de morte, e passa a lutar para não pensar nisso. No terceiro mês, o que mais o atormenta é que todos fingem que ele só está doente; a única exceção é o criado de copa, que lhe segura as pernas e fala da morte como coisa de todos.
Capítulo IV: O médico e a casa
Resumo do capítulo
Ivan Ilitch Golovin passa a sentir um gosto estranho na boca e um incômodo no lado esquerdo da barriga, e o mau humor que isso traz estraga a vida agradável da casa: as brigas voltam, quase sempre começadas por ele, à mesa. Prascóvia Fiódorovna Golovina passa a calar e faz disso um grande mérito, até exigir que ele vá a um médico famoso.
Análise
Решив, что муж ее имеет ужасный характер и сделал несчастие ее жизни, она стала жалеть себя. И чем больше она жалела себя, тем больше ненавидела мужа. Она стала желать, чтоб он умер, но не могла этого желать, потому что тогда не было бы жалованья.
, Tendo decidido que o marido tinha um gênio terrível e fizera a infelicidade da vida dela, começou a ter pena de si mesma. E quanto mais pena tinha de si, mais odiava o marido. Começou a desejar que ele morresse, mas não podia desejá-lo, porque então não haveria salário.
Prascóvia Fiódorovna transforma a paciência que se impôs em prova da própria bondade, e a pena de si alimenta o ódio. O desejo de que ele morra esbarra no dinheiro, e o desejo frustrado a irrita ainda mais. O narrador não a julga: mostra que ela se sente infeliz justamente porque nem a morte do marido a salvaria, e que essa irritação escondida aumenta a dele.
Assinatura
A análise completa de cada bloco de capítulos de A Morte de Ivan Ilitch está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.
Capítulo V: A noite da descoberta
Resumo do capítulo
Perto do Ano-Novo chega o cunhado, que ao vê-lo contém um ah. Ivan Ilitch se olha no espelho e, pela porta, ouve-o dizer à irmã que ele é um homem morto, que não há luz nos olhos dele. Vai à casa de Piotr Ivánovitch, que tem um amigo médico.
O médico amigo lhe explica que é uma coisinha no apêndice, que pode se corrigir, e ele volta animado. À noite, sozinho no quarto onde dorme desde que adoeceu, imagina o apêndice se corrigindo e acha que já não dói; apaga a vela, e a velha dor surda volta.
Análise
Capítulo VI: Caio é mortal
Resumo do capítulo
Ivan Ilitch vê que está morrendo e vive em desespero contínuo: sabe, mas não consegue compreender. Tenta afastar a ideia como doentia e procura os antigos biombos que a escondiam, o tribunal e a sala que decorou, mas a dor volta em todos eles e o encontra a sós, diante da cortina, a pensar que perdeu a vida por causa de uma queda.
Análise
Capítulo VII: Gerássim e a mentira
Resumo do capítulo
No terceiro mês todos, e ele mesmo, sabem que o único interesse que ele desperta é saber quando vai liberar o lugar. O ópio e a morfina não aliviam, e as necessidades do corpo são um tormento pelo indecoro de envolver outra pessoa nelas. Daí vem o consolo: quem leva o urinol é Gerássim, jovem mujique limpo, viçoso, sempre alegre.
Um dia, sem forças para subir as calças, Ivan Ilitch pede desculpas a Gerássim pelo serviço desagradável; ele sorri, pergunta por que não se esforçaria, já que o patrão está doente, e, a pedido dele, põe-lhe as pernas numa cadeira e depois as segura no alto, onde quase não doem. Daí em diante Ivan Ilitch o chama às vezes para segurá-las nos ombros: a saúde e a alegria dos outros o ofendem, só as de Gerássim o acalmam.
Análise
Leitura do bloco de capítulos
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