Hamlet avisa que talvez adote um ar extravagante e diz, mais de uma vez, que não está louco. Mas a corte não sabe e o toma por louco de verdade, por doente de amor ou por perigoso.
No Ato I, cena 5, depois de ouvir o espectro, ele pede aos amigos que jurem nunca denunciar que sabem de algo, "Por mais ‘estranho’ que eu pareça", pois "daqui em diante" talvez prefira "Afetar um ar extravagante". No Ato II, cena 1, Ofélia conta ao pai que o príncipe apareceu desalinhado, e Polônio pergunta: "Está louco por teu amor?" Hamlet diz a Rosencrantz e Guildenstern, no Ato II, cena 2: "Eu estou louco apenas para o noroeste. Quando sopra o vento sul, sei distinguir um falcão de uma garça."
No Ato III, cena 1, Cláudio vê Hamlet com Ofélia e conclui: "Amor! Não é isso que move seus sentimentos". Para o rei, há algo na alma dele que "é o ninho da melancolia". No quarto da rainha, Gertrudes não vê o espectro e conclui "Ele está louco". Hamlet responde que não é loucura e diz: "Que eu essencialmente não estou louco, Apenas quando finjo."
No Ato IV, cena 1, Gertrudes conta ao rei que Hamlet matou Polônio e o descreve como "Louco feito o mar e o vento". No Ato V, cena 2, ao pedir perdão a Laertes, Hamlet atribui a ofensa à loucura: "Sua loucura é inimiga do pobre Hamlet."