Ofélia é filha de Polônio, irmã de Laertes e namorada de Hamlet. Quando o irmão e o pai mandam que ela se afaste do príncipe, no Ato I, cena 3, cede ao pai: "Eu obedecerei." Seguindo as ordens dele, repele as cartas de Hamlet e lhe nega acesso a ela.
No Ato II, cena 1, conta ao pai que Hamlet apareceu desalinhado, apertou-lhe os pulsos, suspirou e saiu sem tirar os olhos dela. No Ato III, cena 1, é posta diante dele como isca, com o rei e Polônio escondidos, e ouve de Hamlet "Eu nunca vos amei" e a ordem "Entra para um convento!" Quando ele sai, ela lamenta: "Oh, como era nobre a mente aqui perdida!"
Depois da morte do pai, no Ato IV, cena 5, aparece cantando sobre um morto e distribuindo flores a Laertes, ao rei e à rainha. Uma das falas dela é "sabemos o que somos, mas não o que podemos ser".
Na cena 7 do mesmo ato, Gertrudes conta que Ofélia caiu num riacho quando um ramo se quebrou, enquanto pendurava coroas de flores, e que se afogou. No Ato V, cena 1, dois coveiros discutem se ela merece enterro cristão, e um sacerdote diz que "Sua morte foi duvidosa" e que, sem a ordem do rei, ela seria enterrada em local sem bênçãos. Hamlet, que chega durante o enterro, diz: "Eu amei Ofélia."