Ilíada
Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.
Cantos I a IV
- Canto I1
O sacerdote expulso
Crises, sacerdote de Apolo, vem ao acampamento grego resgatar a filha, Criseida, prêmio de Agamêmnon. O rei o expulsa com ameaças, e o velho pede vingança a Apolo, que espalha a peste entre os gregos durante nove dias.
- Canto I2
A briga entre Aquiles e Agamêmnon
Para acabar com a peste, Agamêmnon devolve Criseida, mas toma Briseida, o prêmio de Aquiles. Aquiles puxa a espada, a deusa Atena o segura pelos cabelos, e ele se retira da guerra, irado.
- Canto I3
O aceno de Zeus
Aquiles pede à mãe, Tétis, que obtenha de Zeus a vitória dos troianos, até que os gregos sintam a falta dele. Zeus assente com um aceno de cabeça, e o Olimpo estremece.
- Canto II4
O Sonho de Agamêmnon
Zeus manda a Agamêmnon um Sonho que o convence de que tomará Troia naquele dia. O rei testa o exército propondo fugir, os homens correm para as naus, e Odisseu, com ajuda de Atena, os detém.
- Canto III5
O duelo de Páris e Menelau
Páris propõe decidir a guerra num duelo com Menelau, marido de Helena. Menelau quase vence, mas a deusa Afrodite arranca Páris do combate e o põe em seu quarto. Agamêmnon declara Menelau vencedor e exige Helena.
- Canto IV6
A flecha de Pândaro
Atena convence o arqueiro troiano Pândaro a ferir Menelau. A flecha só o fere de leve, mas rompe a trégua, e Agamêmnon percorre as fileiras gregas antes de a batalha começar.
Cantos V a VIII
- Canto V7
Diomedes fere os deuses
Atena dá força a Diomedes, que mata o arqueiro Pândaro, fere o troiano Eneias e, seguindo a ordem da deusa, Afrodite. Com ajuda de Atena, fere também Ares, o deus da guerra, que volta ao Olimpo.
- Canto VI8
A despedida de Heitor
Junto às Portas Ceias de Troia, Heitor se despede de Andrômaca e do filho pequeno, Astianacte, que se assusta com o elmo. Heitor sabe que a cidade cairá, mas volta à guerra.
- Canto VII9
O duelo de Heitor e Ájax
Heitor desafia os gregos e luta com Ájax até a noite. Os dois se separam trocando presentes, e na trégua seguinte os gregos erguem uma muralha e um fosso diante das naus.
- Canto VIII10
A balança de Zeus
Zeus proíbe os deuses de intervir e pesa numa balança de ouro as sortes de morte dos dois exércitos. O dia dos gregos pende, eles fogem, e Heitor passa a noite na planície, cercado de fogueiras.
Cantos IX a XII
- Canto IX11
A embaixada a Aquiles
Odisseu, Ájax e Fênix levam a Aquiles a oferta de Agamêmnon: presentes e Briseida de volta. Ele recusa: só lutará quando Heitor chegar às naus dos mirmidões, seus homens.
- Canto X12
A noite da Doloneia
Diomedes e Odisseu saem de noite para espionar os troianos. Matam o espião Dolão, que suplicava, e os trácios adormecidos, e voltam às naus com os cavalos do rei Reso.
- Canto XII13
O portão arrombado
Contra o conselho do troiano Polidamante, os troianos atacam a muralha dos gregos. Heitor ergue uma pedra enorme, arromba o portão e salta para dentro do campo grego.
Cantos XIII a XVII
- Canto XIV14
Hera engana Zeus
Hera pede a cinta de Afrodite e seduz Zeus, que adormece. Poseidon então ajuda os gregos, e Ájax derruba Heitor com uma pedra.
- Canto XV15
Zeus acorda e anuncia o fim
Zeus acorda, faz Poseidon deixar a luta e anuncia o que falta: a morte de Pátroclo e depois a de Heitor, pela mão de Aquiles. Apolo desfaz o muro grego, e Heitor chega às naus.
- Canto XVI16
Pátroclo veste as armas de Aquiles
Pátroclo pede as armas de Aquiles para assustar os troianos. Aquiles aceita, com o limite de voltar quando as naus estiverem salvas. Pátroclo afasta o fogo, mata Sarpédon e persegue os troianos até o muro.
- Canto XVI17
A morte de Pátroclo
Apolo o empurra do muro, o desarma por trás, Euforbo o fere e Heitor o mata. Pátroclo, morrendo, profetiza que Heitor morrerá logo pelas mãos de Aquiles.
- Canto XVII18
A luta pelo corpo de Pátroclo
Menelau e os dois Ájax defendem o corpo de Pátroclo, enquanto Heitor veste as armas de Aquiles. Antíloco, filho de Nestor, corre a dar a notícia a Aquiles.
Cantos XVIII a XXII
- Canto XVIII19
O luto de Aquiles
Aquiles recebe a notícia, cobre-se de cinza e deseja morrer. A mãe, Tétis, lhe diz que logo depois de Heitor o fim dele estará pronto, mas ele escolhe vingar Pátroclo.
- Canto XVIII20
O escudo de Hefesto
A pedido de Tétis, o deus Hefesto forja armas novas para Aquiles. No escudo grava a terra, o céu e o mar, uma cidade em paz e outra em guerra, o trabalho dos campos e uma dança.
- Canto XIX21
O fim da ira
Diante do exército, Aquiles encerra a ira contra Agamêmnon, que repara a ofensa com presentes e jura que nunca tocou em Briseida. O cavalo Xanto avisa a Aquiles que o dia dele está perto.
- Canto XX22
A batalha dos deuses
Os deuses descem ao campo, mas se sentam à parte. Aquiles enfrenta Eneias, e Poseidon o salva, para que a linhagem de Dárdano não se acabe. Apolo esconde Heitor numa névoa.
- Canto XXI23
Aquiles e o rio
Aquiles mata Licáone, que suplicava, e enche de mortos o rio Xanto, que quase o leva. Hefesto domina o rio com fogo, e Apolo desvia Aquiles para os troianos entrarem na cidade.
- Canto XXII24
A morte de Heitor
Sozinho diante das Portas Ceias, Heitor foge de Aquiles por três voltas. Zeus pesa as Queres, Atena o engana com a forma de Deífobo, e Aquiles o mata e arrasta o corpo atrás do carro.
Cantos XXIII e XXIV
- Canto XXIII25
A pira de Pátroclo
A alma de Pátroclo aparece a Aquiles em sonho e pede o funeral. Aquiles queima o amigo numa pira, com cavalos, cães e doze troianos, e promete dar Heitor aos cães.
- Canto XXIII26
Os jogos fúnebres
Em honra de Pátroclo, Aquiles oferece prêmios em corrida de carros, pugilato, luta, corrida a pé, combate de armas, disco, arco e dardo. Menelau e Antíloco se desentendem e se reconciliam.
- Canto XXIV27
Príamo na tenda de Aquiles
Guiado por Hermes, o rei Príamo chega de noite à tenda de Aquiles e beija a mão que matou seus filhos. Aquiles pensa no pai, os dois choram, e o corpo de Heitor é devolvido.
- Canto XXIV28
O funeral de Heitor
Aquiles concede onze dias de trégua, e a guerra volta no décimo segundo. Em Troia, Andrômaca, Hécuba e Helena choram Heitor, o corpo é queimado, os ossos vão para uma urna de ouro, e o poema termina com o banquete no palácio de Príamo.