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Ilíada

Enredo

O poema inteiro, do começo ao fim. Para o resumo e a análise de cada parte, abra os cantos.

Cantos I a IV

No décimo ano da guerra de Troia, entre a cidade e as naus dos gregos junto ao Helesponto, o maior guerreiro grego, Aquiles, se retira do combate por uma ofensa à sua honra. É essa ira, e o plano de Zeus de honrá-lo à custa dos gregos, que move a história.

No Canto I, o sacerdote Crises vem ao acampamento resgatar a filha, Criseida, que Agamêmnon recebeu como prêmio. Todos aprovam o resgate, mas o rei expulsa o velho, que pede vingança a Apolo, e o deus espalha a peste durante nove dias. Aquiles convoca a assembleia, o adivinho Calcas diz que a peste só cessa se Criseida voltar sem resgate, e Agamêmnon aceita, mas toma Briseida, o prêmio de Aquiles, em troca. Aquiles puxa a espada, Atena o segura pelos cabelos, e ele atira o cetro ao chão e jura que os gregos sentirão a falta dele. Entrega Briseida, chora à beira-mar e pede a Tétis que consiga de Zeus a vitória dos troianos até os gregos serem encurralados junto às naus, e Zeus assente com um aceno que faz tremer o Olimpo.

No Canto II, Zeus manda a Agamêmnon um Sonho que o convence de que tomará a cidade naquele dia. O rei testa o exército propondo a fuga, os homens correm para as naus, e Odisseu, com a ajuda de Atena, os detém; Tersites, que repete de baixo a queixa de Aquiles, é espancado com o cetro. Odisseu lembra o presságio de Áulide, e o poeta invoca as Musas para o Catálogo das Naus e dos chefes, onde Aquiles aparece parado junto ao mar, irado. No Canto III, Páris desafia os melhores dos gregos, recua ao ver Menelau e é repreendido por Heitor; propõe então decidir a guerra num duelo por Helena. Os dois lados juram o pacto, Helena, chamada por Íris, aponta os chefes aqueus a Príamo da torre, Menelau quase vence, e Afrodite arranca Páris do combate e o põe no quarto de Helena. No Canto IV, no Olimpo, Zeus e Hera trocam a sorte de Troia por três cidades de Hera; Atena persuade Pândaro a ferir Menelau, o juramento se rompe, e Agamêmnon percorre as fileiras antes de a batalha começar. O canto termina com troianos e aqueus mortos uns ao lado dos outros.

Cantos V a VIII

No Canto V, Atena dá força a Diomedes, que mata Pândaro, fere Eneias e a deusa Afrodite e, com a ajuda de Atena, o próprio Ares; Sarpédon repreende Heitor. No Canto VI, Heitor volta à cidade a pedido de Heleno para mandar as mulheres rezarem a Atena, que nega com a cabeça; Glauco e Diomedes descobrem o laço de hospitalidade dos avós e trocam de armas; Heitor repreende Páris e, junto às Portas Ceias, se despede de Andrômaca e do filho Astianacte, sabendo que Troia cairá. No Canto VII, Heitor e Ájax duelam e se separam à noite com presentes; Antenor propõe devolver Helena, Páris recusa, e na trégua dos mortos os aqueus erguem a muralha. No Canto VIII, Zeus proíbe os deuses de intervir, pesa na balança de ouro as sortes de morte dos dois exércitos e faz os gregos fugirem; Heitor passa a noite na planície, com mil fogueiras ao redor.

Cantos IX a XII

No Canto IX, Agamêmnon propõe a fuga e é contido por Diomedes; Nestor o leva a reparar a ofensa a Aquiles, e Odisseu, Ájax e Fênix levam a Aquiles a oferta de Agamêmnon: presentes e Briseida de volta. Aquiles os recebe tocando a lira, mas recusa, e a recusa encolhe ao longo da noite, de zarpar pela manhã a só lutar quando Heitor chegar às naus dele. No Canto X, de noite, Diomedes e Odisseu saem a espionar os troianos, matam Dolão e os trácios que dormem e levam os cavalos de Reso. No Canto XI, Agamêmnon, Diomedes e Odisseu são feridos; Aquiles manda Pátroclo saber quem é o ferido, e Nestor propõe a Pátroclo as armas de Aquiles. No Canto XII, os troianos, contra o conselho de Polidamante, atacam a muralha, e Heitor arromba o portão com uma pedra.

Cantos XIII a XVII

No Canto XIII, Poseidon, sob a forma de Calcas, anima os dois Ájax e os aqueus junto às naus. No Canto XIV, Hera seduz Zeus com o cinto de Afrodite e o adormece, Poseidon vira a luta, e Ájax derruba Heitor com uma pedra. No Canto XV, Zeus acorda, conta a Hera a cadeia que falta, a morte de Pátroclo, a de Sarpédon e a de Heitor, e manda Apolo pôr os aqueus em fuga, e o deus desfaz o muro; Heitor chega às naus, e Ájax resiste de convés em convés. No Canto XVI, Pátroclo pede as armas de Aquiles, que lhe põe o limite de voltar quando as naus estiverem salvas; ele afasta o fogo, mata Sarpédon e chega ao muro de Troia, de onde Apolo o repele, e depois, na planície, Apolo o desarma, Euforbo o fere e Heitor o mata, e Pátroclo profetiza a morte de Heitor. No Canto XVII, Menelau e os dois Ájax lutam pelo corpo, Heitor veste as armas de Aquiles, e Antíloco corre a levar a notícia.

Cantos XVIII a XXII

No Canto XVIII, Aquiles sabe da morte de Pátroclo, cobre-se de cinza, e Tétis lhe consegue de Hefesto armas novas, cujo escudo o poeta descreve cena por cena; Aquiles se mostra aos troianos, sem armas, diante do fosso, e o grito dele os assusta, mas Heitor rejeita o conselho de Polidamante de voltar à cidade. No Canto XIX, Aquiles encerra a ira diante do exército, Agamêmnon repara com presentes e jura que não tocou em Briseida, e o cavalo Xanto avisa Aquiles de que o dia dele está perto. No Canto XX, os deuses descem ao campo, mas se sentam à parte; Eneias é salvo por Poseidon e Heitor por Apolo. No Canto XXI, Aquiles mata Licáone, enfrenta o rio Xanto, que quase o leva, enquanto os deuses brigam entre si, e Apolo o engana para dar tempo aos troianos de entrarem na cidade. No Canto XXII, Heitor espera sozinho diante das Portas Ceias, apesar das súplicas de Príamo e Hécuba; os dois correm três voltas em torno de Troia, Zeus pesa as Queres na balança, Atena o engana com a forma de Deífobo, e Aquiles o mata e o arrasta atrás do carro enquanto Andrômaca vê, do muro, o marido arrastado.

Cantos XXIII e XXIV

No Canto XXIII, Aquiles vela Pátroclo, vê a alma dele em sonho e o queima numa pira com cavalos, cães e doze troianos; seguem-se os jogos fúnebres, com a corrida de carros, o pugilato, a luta, a corrida a pé, o combate de armas, o disco, o arco e o dardo. No Canto XXIV, Aquiles arrasta o corpo de Heitor todos os dias em volta do túmulo de Pátroclo, e os deuses o protegem; Zeus manda Tétis convencê-lo a aceitar o resgate e Íris a Príamo; guiado por Hermes, o velho chega à tenda, beija a mão que matou os filhos, e os dois choram, cada um o seu morto. Aquiles devolve o corpo e concede onze dias de trégua (nove de luto, o enterro no décimo e o túmulo no décimo primeiro; no décimo segundo volta a guerra). Troia chora Heitor com Andrômaca, Hécuba e Helena, queima o corpo, recolhe os ossos numa urna de ouro e ergue o túmulo, e o povo faz um banquete no palácio de Príamo. Assim termina o poema.

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