Dizer uma coisa querendo que se entenda outra, muitas vezes o contrário. O sentido verdadeiro fica por conta de quem lê ou de quem ouve.
Em Júlio César
amigos, romanos, compatriotas, emprestem-me os ouvidos; venho enterrar César, não elogiá-lo.
Antônio diz que vem "enterrar César, não elogiá-lo", mas o resto do discurso faz exatamente o elogio. A frase promete modéstia e quer que se entenda o contrário, e já é um truque de orador para ganhar a multidão.