No teatro, fala de um personagem sozinho em cena, que pensa em voz alta e mostra ao público o que não diz aos outros.
Em Júlio César
e portanto pense nele como num ovo de serpente que, chocado, se tornaria nocivo, como é da sua espécie; e mate-o na casca
Bruto está sozinho no pomar, antes que os conspiradores cheguem, e pensa em voz alta o que decide contra César. Sem ninguém a quem convencer, o público o ouve montar o argumento do "ovo de serpente" que se mata "na casca".
Ato II: A conspiração e a manhã dos Idos, Bruto
grite devastação e solte os cães da guerra
Antônio diz isso sozinho com o corpo de César, depois que os conspiradores saem. Sem ninguém em cena a quem fingir aliança, mostra ao público o que de fato pensa e quer: vingança e guerra.