Capítulos I a IX: Óbito, emplasto e delírio
Com qual dos dois tios Brás parece ficar, o da glória como perdição ou o da glória como o mais humano?
O que Brás sugere com a pergunta sobre os gaviões, ao ver Virgília condenar os amores ilegítimos de uma amiga?
Pandora chama a esperança o maior dos bens e dos males: o que o delírio faz com essa ideia?
O riso de Brás diante dos séculos é de loucura, de alívio ou de resignação?
O que a transição mostra de como o livro se organiza, "sem gravata nem suspensórios"?
Capítulos X a XVI: Infância e Marcela
Brás conta que feriu uma escrava por causa de uma colher de doce e que a acusou à mãe, e logo escreve que não passou a vida quebrando a cabeça dos outros. O que ele pede ao leitor quando faz essa separação?
Brás diz que então lhe interessava mais o espadim do que a queda de Bonaparte, e que esse conceito ecoou depois no fundo dos próprios aplausos. É confissão, acusação aos outros, ou as duas coisas?
Brás agradece à palmatória e diz que quisera ter ficado sob o jugo dela, mas admite que nem ele chorou o mestre. A saudade é sincera ou é pose do narrador?
No início do capítulo Brás se vê cavaleiro romântico e, ao conhecer Marcela, "tão pajem como o outro". Que imagem de si o narrador quer que o leitor guarde?
Marcela recusa o colar e depois o aceita. O que ela está fazendo, e o que Brás, ao contar, quer que o leitor pense?
A "reflexão imoral" diz que a pedra fina não diminui a testa bela. Brás está defendendo Marcela, defendendo a si mesmo por ter pago, ou desmontando a ideia de amor puro?
Capítulos XVII a XXIV: Coimbra e a morte da mãe
Marcela aceita partir só depois de olhar a joia, a parede e Brás: o que Brás vê nessa expressão, e o que prefere não ver?
Brás se vê na figura do namorado das Mil e Uma Noites: o que o narrador ganha ao contar a própria prisão como conto, e o que perde?
O que impede Brás de se matar: a noite, a tempestade ou os versos do capitão?
O capitão chora a mulher e pede que Brás julgue o epicédio: luto, vaidade ou as duas coisas?
Brás mede a vida dele em moedas e depois se arrepende de ter pago demais: o que a conta revela sobre o valor que ele dá aos outros?
Brás diz que a morte da mãe lhe pareceu "obscuro, incongruente, insano" e logo corta o capítulo: o que o corte faz com a dor?
Brás diz que a franqueza do morto vem do fim da plateia, mas continua falando aos "senhores vivos": a confissão é liberdade ou ainda é pose?
Capítulos XXV a XXXVII: Tijuca, a borboleta preta e Eugênia
A "volúpia do aborrecimento" é um modo de viver o luto ou de fugir dele?
O que o rabisco mostra do que Brás pensa enquanto finge não responder ao pai?
Se cada fase da vida corrige a anterior, o que dá autoridade à versão de Brás defunto?
Brás se consola dizendo que a borboleta devia ter nascido azul: a cena condena a crueldade dele ou a ordem que faz uns fortes e outros vítimas?
Em "feita de amor e desprezo", de quem é o desprezo?
Brás responde a "cínico" dizendo "eu fui homem": a resposta absolve ou apenas desloca a pergunta?
Eugênia diz a Brás que ele "faz bem" em ir embora: ela facilita a fuga dele ou toma a decisão primeiro?
Capítulos XXXVIII a XLIX: Virgília perdida, a morte do pai e a herança
Brás vê no rosto de Virgília o de Marcela e depois a vê inteira outra vez: o que essa visão mostra do que ele sente pelas duas?
A teoria das bolas explica o mau humor de Brás ou o desculpa?
Virgília escolhe a águia: o capítulo a mostra como interesseira, ou é Brás quem conta assim para não admitir que perdeu por pouco?
O pai morre de um sonho desfeito ou de doença? E por que Brás deixa a resposta suspensa?
Brás diz que lhe custou brigar com Sabina, mas não cede na prata. O que isso mostra do que ele valoriza mais?
Brás confessa ter tentado desanimar um poeta melhor. O que torna o gesto possível sem que ele o chame de maldade?
A ponta do nariz explica a conduta de Brás nos capítulos anteriores ou serve de desculpa?
Capítulos L a LXIII: Virgília casada e o Fujamos
Brás devolve a moeda e logo se acha bom, talvez grande: o que a "lei das janelas" diz sobre como ele lida com a própria consciência?
Brás devolve a meia dobra e fica com os cinco contos: o que muda de um achado para o outro, e o que o texto deixa o leitor concluir?
A "oportunidade dos sujeitos" é uma teoria do amor ou uma desculpa conveniente para o narrador?
Virgília diz que amá-lo é a vontade do Céu e Brás entrega tudo ao Destino: o que cada um ganha ao tirar de si a decisão?
Brás quer ver a miséria de Quincas "digna": o que ele pede ao mendigo, e o que o furto lhe tira?
Brás chama Virgília de travesseiro do espírito: o que o amor dele pede a ela, e o que ele deixa de pedir a si mesmo?
Brás propõe a fuga por medo pelos dois ou por ciúme de Lobo Neves?
Capítulos LXIV a LXXVI: A casinha, o vergalho e Dona Plácida
Brás reconhece que Virgília não tem culpa e mesmo assim a chama de egoísta: o que ele ganha com a acusação, e o que ela cede?
Virgília aceita a casinha e recusa a fuga: o que cada uma das duas soluções lhe custaria e o que ela quer conservar?
Brás chama o episódio de "alegre" e de "profundo": quem sai ganhando com essa leitura, e o que ela deixa de dizer sobre quem a faz?
D. Plácida aceita toda a novela inventada por Brás: o que a aceitação diz dela, e o que diz de quem a inventou?
Brás diz que o maior defeito do livro é o leitor: o que ele exige do leitor, e o que concede em troca?
D. Plácida se desdiz ao perceber a quem falou: o que ela precisa calar para continuar na casa, e o que Brás precisa não ouvir?
A consciência de Brás concorda depois de ouvir que o vício é o estrume da virtude: o argumento convence, ou apenas encerra a conversa?
Capítulos LXXVII a LXXXVII: A presidência e o cimo da montanha
Brás deixa a decisão com Virgília e sai da casa: é entrega amorosa ou é um modo de não decidir?
Por que Brás diz sim ao convite de Lobo Neves, que primeiro lhe parece uma serpente: o que decide, o olhar franco do marido ou o pedido silencioso de Virgília?
A reconciliação de Sabina e Cotrim com Brás é afeto de família, interesse em impedir a viagem, ou as duas coisas? O que o capítulo permite afirmar?
Brás explica o próprio sorriso pela botânica: o que essa explicação esconde e o que ela confessa?
Lobo Neves sacrifica a presidência a um número e continua duvidando da superstição: o que isso diz da ambição dele?
Brás chama de "cimo da montanha" o ponto máximo do amor e já descreve a descida: ele sabia no momento ou só vê assim depois, como defunto que conta?
A defesa de Jacó Tavares, de que a paz das cidades custa embaçadelas recíprocas, serve para ler a conduta de Brás com Virgília e Lobo Neves?
Capítulos LXXXVIII a C: Viegas, Quincas Borba e a carta anônima
O que a morte de Viegas, regateando até o fim, mostra do narrador que a conta?
Que paternidade Brás imagina ao chamar de colóquio de Adão e Caim a conversa com o embrião?
Que elementos da carta de Quincas sustentam a leitura de Brás, e quais já pedem cautela?
Lobo Neves quer de Virgília a verdade ou um motivo para não agir?
Entre ressentimento, desconfiança e saciedade, que leitura você escolheria para o recuo de Virgília?
O que Brás ganha ao anunciar a supressão de um capítulo que já escreveu?
Como convivem o desdém de Brás pela multidão e o amor dela que ele cobiçou até a morte?
O decreto de número 13 prova a lei de Brás ou só a ilustra?
Capítulos CI a CXVI: O muro, a solda e as folhas velhas
Brás recomenda desviar os olhos a quem não tem resposta pronta: o que ele evita dizer a Plácida e a Virgília ao usar o gesto?
Brás sente saudade do casamento no momento do susto: é desejo de outra vida ou fuga do perigo?
Quincas Borba troca o poço dos gregos pelo mar do Humanitismo: o que muda, nessa imagem, no modo de buscar a verdade?
Brás se prepara para saltar um muro por causa de um bilhete que já tinha usado: o que o move, o amor, o amor-próprio ou o medo de parecer covarde?
Brás atribui a Lobo Neves o medo da opinião e não o ciúme: é leitura do marido ou conveniência de quem a faz?
A opinião que mantém o casamento de Virgília e Lobo Neves é solda ou coação?
Brás defende o almoço como verdade biográfica contra o desespero romanesco: o almoço é indiferença ou outra forma de luto?
Brás ensina a "filosofia das folhas velhas" e diz que ela dá o prazer de ver-se de longe: o que ele ganha e o que perde ao reler assim a própria juventude?
Capítulos CXVII a CXXXVI: O Humanitismo, Nhã-loló e os cinquenta anos
Quincas Borba faz da inveja virtude e da fome prova necessária: o Humanitismo explica o mundo ou apenas autoriza quem o explica?
Brás elogia Cotrim com razões que servem também de acusação: em que ponto o elogio vira ironia, e a quem ela é dirigida?
Brás não chora Nhã-loló e conclui que talvez não a amasse: a falta de lágrimas prova alguma coisa sobre o sentimento?
Damasceno queria os oitenta convidados mesmo que viessem por formalidade: a Formalidade consola ou disfarça?
Brás diz que não tinha remorsos porque queria ser ministro: a ambição apaga o remorso ou o substitui?
Brás confessa a Virgília ao oficial contra o interesse de calar: o desvanecimento é um interesse como os outros, ou o princípio de Helvetius não dá conta dele?
Quando Brás diz que a melhor parte da vida foi a restante, fala sério, ou consola-se?
Capítulos CXXXVII a CLX: A barretina, o ministério e as negativas
O discurso da barretina obedece ao conselho de Quincas Borba ou o parodia?
Quincas Borba troca "sabe que morre" por "sabe que tem fome": o que ganha e o que perde?
Brás atende Plácida para pagar uma letra vencida com Virgília: o que isso diz do lugar de Plácida na vida dele?
A teoria do benefício explica a atitude de Cotrim ou apenas a absolve?
Virgília trai e chora com sinceridade: Brás resolve o enigma ou o contorna?
O bem que Brás faz na Ordem é caridade ou vaidade?
O saldo de não ter tido filhos fecha as contas de Brás ou as deixa abertas?
A obra inteira
Um narrador morto não tem mais nada a perder: a franqueza de Brás Cubas é sinceridade ou só outra forma de vaidade?
O livro ri de quase tudo: o riso torna mais leve ou mais grave o que ele mostra, da escravidão ao adultério?
Brás interrompe a história a todo momento para falar com o leitor: o que essas interrupções fazem com quem lê?
O Humanitismo de Quincas Borba é uma doutrina absurda ou a descrição exata do mundo que o livro mostra?
O saldo final, "não tive filhos", é pessimismo ou o único gesto generoso de Brás Cubas?