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Clavis Libri · linha do tempo

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Machado de Assis · 1881

Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.

O fim em 1869: o emplasto e o delírio

  1. Capítulos I a IX

    Óbito do autor

    Brás Cubas morre numa sexta-feira de agosto de 1869, aos sessenta e quatro anos, solteiro e rico, e decide escrever as memórias do outro mundo, começando pelo fim: onze amigos o levam ao cemitério.

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  2. Capítulos I a IX

    O emplasto

    Brás atribui a morte a uma ideia fixa, o emplasto anti-hipocondríaco que curaria a melancolia da humanidade. O motivo que confessa, já defunto, é ver o próprio nome impresso em toda parte.

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  3. Capítulos I a IX

    O delírio

    Doente, depois da visita de Virgília, Brás delira: um hipopótamo o leva à origem dos séculos, onde a Natureza, que também se diz Pandora, mãe e inimiga, lhe nega mais anos e lhe mostra o desfile dos séculos.

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Infância, Marcela e Coimbra

  1. Capítulos X a XVI

    O menino que montava Prudêncio

    Mimado pelo pai, Brás cresce como um menino diabo: aos seis anos quebra a cabeça de uma escrava que lhe negou doce de coco e faz do moleque da casa, Prudêncio, o seu cavalo.

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  2. Capítulos X a XVI

    O jantar de 1814

    Aos nove anos, num jantar que a família dá no Rio para celebrar a queda de Napoleão, Brás espera em vão a sobremesa, vê o Dr. Vilaça beijar D. Eusébia na chácara e grita a notícia.

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  3. Capítulos X a XVI

    O primeiro beijo

    Aos dezessete anos, na noite das luminárias da independência, Brás vê a espanhola Marcela e a segue. Três dias depois, numa ceia na casa dela, volta à escada com a desculpa do lenço e a beija.

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  4. Capítulos XVII a XXIV

    Embarcado à força

    O pai, que resgatou as dívidas feitas com Marcela, manda o filho para a Europa. Brás é metido numa sege, levado ao intendente de polícia e embarcado numa galera para Lisboa, abatido e mudo.

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  5. Capítulos XVII a XXIV

    O grau em Coimbra

    Durante a viagem, Brás troca Marcela pela ambição de cargo e fama. Em Coimbra estuda mediocremente, ganha fama de folião e recebe o grau de bacharel, saindo de lá querendo influir, gozar e viver.

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  6. Capítulos XVII a XXIV

    A morte da mãe

    Chamado pelo pai, Brás volta ao Rio e acha a mãe quase uma caveira, devorada por um cancro no estômago. Sem chorar, assiste à longa agonia, a primeira morte que vê de perto.

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A Tijuca, Eugênia e a noiva perdida

  1. Capítulos XXV a XXXVII

    A candidatura e a noiva

    Na Tijuca, onde se isolou depois do luto, Brás ouve do pai dois projetos: uma cadeira de deputado e o casamento com Virgília, filha do Conselheiro Dutra. Aceita examinar os dois, contanto que não seja obrigado a aceitar ambos.

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  2. Capítulos XXV a XXXVII

    Eugênia, a moça coxa

    Brás conhece Eugênia, filha de D. Eusébia, bonita e coxa de nascença, e recebe dela o primeiro beijo. Oito dias depois, por piedade e por medo de amar uma coxa, desce a serra e a abandona.

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  3. Capítulos XXXVIII a XLIX

    Marquesa, porque eu serei marquês

    Em poucas semanas, Lobo Neves toma de Brás a noiva e a candidatura. Virgília lhe pergunta se será ministro e se a fará baronesa, e ele responde que a fará marquesa. Brás cede, a conselho do pai dela.

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Virgília e a casinha da Gamboa

  1. Capítulos L a LXIII

    A valsa

    Anos depois, Virgília volta de São Paulo casada com Lobo Neves. Brás a reencontra e valsa com ela num baile; semanas depois, numa reunião em casa do marido, aperta-lhe a mão com força na valsa, e ela deixa a mão ficar.

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  2. Capítulos L a LXIII

    O abraço de Quincas Borba

    No Passeio Público, Brás encontra o antigo colega Quincas Borba, que fora rico e agora é mendigo. Dá-lhe cinco mil-réis, e Quincas, num abraço de despedida, lhe furta o relógio.

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  3. Capítulos L a LXIII

    A proposta de fuga

    Brás propõe a Virgília que fujam para onde ninguém os aborreça. Ela empalidece e teme que o marido a mate; Lobo Neves chega, beija o filho, e Brás, convidado a jantar, bebe mais que de costume.

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  4. Capítulos LXIV a LXXVI

    A casinha

    Virgília recusa fugir, porque não separa o amor da consideração pública. Brás então arranja uma casinha numa rua da Gamboa, a ser guardada por uma antiga costureira e agregada da família dela.

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  5. Capítulos LXIV a LXXVI

    O vergalho

    Voltando a pé pelo Valongo, Brás vê um preto vergalhar outro na praça: é Prudêncio, o moleque que seu pai libertou. Prudêncio lhe pede a bênção e repassa a outro as pancadas que recebeu quando era a montaria de Brás.

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  6. Capítulos LXIV a LXXVI

    A história de Dona Plácida

    Dona Plácida, que guarda a casinha, conta a Brás a vida: filha natural de um sacristão, viúva de um alfaiate, sustentou a filha e a mãe com doces e costura, e teme acabar pedindo esmola.

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  7. Capítulos LXXVII a LXXXVII

    O decreto de 13

    Brás lê no jornal que decretos de 13 o nomeiam secretário, e Lobo Neves presidente da província. Virgília lhe conta que o marido vai recusar por superstição: o número 13 liga-se à morte dos pais dele.

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  8. Capítulos LXXVII a LXXXVII

    O cimo da montanha

    Salvos da separação, Brás e Virgília se amam com mais ardor. Brás diz que esse foi o ponto mais alto da ligação, o cimo da montanha, de onde começaram a descer.

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  9. Capítulos LXXXVIII a C

    A carta anônima

    Depois de perderem o filho que esperavam, Virgília e Brás sofrem o golpe de uma carta anônima, que denuncia os dois a Lobo Neves. Virgília a chama de calúnia diante do marido, safa-se e conta tudo a Brás na Gamboa.

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  10. Capítulos CI a CXVI

    O almoço

    Quando Virgília parte com o marido para a província, Brás não os vê embarcar. Sente alívio e saudade em iguais doses e almoça como nos outros dias: o romanesco seria sofrer, o biográfico é ter almoçado.

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O Humanitismo, Nhã-loló e a Câmara

  1. Capítulos CXVII a CXXXVI

    O Humanitismo

    Quincas Borba, agora herdeiro rico, expõe a Brás o Humanitismo: Humanitas é o homem repartido por todos os homens, a guerra, a fome e o crime são funções necessárias, e a dor é uma ilusão.

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  2. Capítulos CXVII a CXXXVI

    A morte de Nhã-loló

    Nhã-loló, noiva escolhida pela irmã de Brás, morre aos dezenove anos na primeira entrada da febre amarela. Brás a acompanha ao jazigo sem lágrimas e conclui que talvez não a amasse deveras.

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  3. Capítulos CXVII a CXXXVI

    Cinquenta anos

    Num baile de 1855, Brás fala a Virgília pela primeira vez desde a presidência e a vê descer a escada. Ao voltar, descobre no fundo do carro que tem cinquenta anos: a melhor parte da vida desceu com ela.

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As perdas finais e as negativas

  1. Capítulos CXXXVII a CLX

    De como não fui ministro

    A ambição de chegar a ministro, que levou Brás a discursar sobre a barretina da Guarda Nacional, termina com a perda da cadeira de deputado. O capítulo que promete contar como não foi ministro é feito só de pontos.

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  2. Capítulos CXXXVII a CLX

    A morte de Dona Plácida

    Virgília pede por carta que Brás leve Dona Plácida, muito doente, à Misericórdia. Ele, que lhe dera cinco contos, a manda por cortesia ao hospital, onde ela amanhece morta.

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  3. Capítulos CXXXVII a CLX

    Dois encontros

    Num mesmo dia, durante os anos em que serve numa Ordem Terceira, Brás acha Eugênia num cortiço, coxa e mais triste, e vê Marcela morrer no hospital da Ordem.

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  4. Capítulos CXXXVII a CLX

    A morte de Quincas Borba

    Quincas Borba volta de Minas demente e consciente disso, queima o manuscrito para aperfeiçoar o Humanitismo e morre em casa de Brás, repetindo que a dor é ilusão.

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  5. Capítulos CXXXVII a CLX

    Das negativas

    Brás faz o balanço: não foi célebre pelo emplasto, não foi ministro, não conheceu o casamento. No pequeno saldo está a última negativa: não teve filhos e não transmitiu a ninguém o legado da nossa miséria.

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