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Memórias Póstumas de Brás Cubas · Capítulos XXV a XXXVII

Tijuca, a borboleta preta e Eugênia

Capítulo XXV: Na Tijuca

Resumo da seção

Depois da missa do sétimo dia, Brás Cubas recusa o pai e a irmã Sabina (o cunhado Cotrim quase o leva à força) e se isola na Tijuca com Prudêncio, livros e uma espingarda. Farto da solidão em uma semana, decide visitar D. Eusébia, recém-mudada para perto, porque Prudêncio lembra que ela vestiu o corpo da mãe. Brás se isolara porque tinha o espírito atônito, e recomendou expressamente que o deixassem só.

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Brás faz do luto um requinte e manda o leitor decorar a expressão: o defunto saboreia de novo, com ironia, uma tristeza que já tinha algo de pose. A cura vem sem esforço ("reagia a mocidade"), e ao ouvir o nome de D. Eusébia ele lembra o episódio de 1814 (capítulo XII) e se justifica antes de qualquer encontro: "os acontecimentos tinham-me dado razão".

Creio que por então é que começou a desabotoar em mim a hipocondria, essa flor amarela, solitária e mórbida, de um cheiro inebriante e sutil.
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Capítulo XXVI: O autor hesita

Resumo da seção

O pai de Brás Cubas sobe à Tijuca com dois projetos, um lugar de deputado e um casamento, e quer resposta definitiva. Brás responde com troça e rabisca palavras ao acaso; do "virumque" sai "Virgílio", e o pai exclama que a noiva se chama Virgília. Brás não responde porque se sente aturdido: uma parte dele acha que uma esposa formosa e uma posição política são bens dignos de apreço, outra diz que não, e a morte da mãe lhe aparece como exemplo da fragilidade das coisas.

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Capítulo XXVII: Virgília?

Resumo da seção

Brás Cubas reconhece na noiva Virgília, que em 1869 assistirá aos seus últimos dias, e a retrata aos quinze ou dezesseis anos: bonita, fresca, voluntariosa, ignorante, pueril. Dirigindo-se a ela, explica que pode restaurar a verdade de tanto tempo atrás porque cada fase da vida corrige a anterior.

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Capítulo XXVIII: Contanto que...

Resumo da seção

O pai descreve a noiva a Brás Cubas como filha do Conselheiro Dutra, "uma influência política", e quer resposta. Brás aceita examinar a candidatura e o casamento, contanto que não seja obrigado a aceitar os dois; o pai cede, contanto que ele não fique inútil e obscuro, e a hipocondria dá lugar ao amor da nomeada.

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Capítulo XXIX: A visita

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Brás Cubas aceita a candidatura e o casamento que o pai propõe, e o pai o abraça. Em vez de descer, visita D. Eusébia, que o recebe com alvoroço, fala da mãe dele e pede notícias dos seus namoros; ele recorda o episódio de 1814 quando uma voz chama "Mamãe...".

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Capítulo XXX: A flor da moita

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D. Eusébia apresenta a filha Eugênia a Brás Cubas; ele lhe dá dezessete anos, a mãe corrige para dezesseis, e a moça mal disfarça a satisfação ao ser chamada de moça. Uma borboleta preta entra na varanda, D. Eusébia esconjura, Brás a expulsa e ri das duas; à tarde espera, em vão, que Eugênia volte a cabeça ao passar a cavalo.

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Capítulo XXXI: A borboleta preta

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No dia seguinte, outra borboleta preta, maior, entra no quarto de Brás Cubas e pousa-lhe na testa e no retrato do pai. Irritado com seu ar escarninho, ele a mata com uma toalha, apieda-se e se consola com piadas: ela devia ter nascido azul, e o tomou por "inventor das borboletas".

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Capítulo XXXII: Coxa de nascença

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Brás Cubas ia descer, mas D. Eusébia o convida a jantar e ele vai. Na chácara nota que Eugênia, vestida com simplicidade, coxeia; pergunta se machucou o pé, e ela responde sem titubear que é coxa de nascença. Brás aceitara o jantar porque D. Eusébia insistiu muito e porque ele julgava dever-lhe aquela compensação.

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Capítulo XXXIII: Bem-aventurados os que não descem

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Brás Cubas volta remoendo o enigma da moça bonita e coxa e adia a descida por uma semana, ao pé de Eugênia. No sábado ela pede "Não desça" e no domingo lhe dá o primeiro beijo; ele, pensando em 1814 e no sangue dela, suspeita da origem. D. Eusébia entra, e Eugênia finge concertar a trança.

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Capítulo XXXIV: A uma alma sensível

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Brás Cubas imagina uma alma sensível, entre os cinco ou dez que o leem, que treme por Eugênia e o chama de cínico. Protesta: não é cínico, foi homem, com um cérebro onde cabiam a águia e o beija-flor e também a lesma e o sapo.

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Capítulo XXXV: O caminho de Damasco

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Oito dias depois, no que chama de seu caminho de Damasco, Brás Cubas ouve em si uma voz que o manda descer, nascida da piedade pela candura de Eugênia e do terror de amar deveras uma coxa. Avisa-a de que desce; ela diz que ele faz bem em fugir ao ridículo de casar com ela e não acredita nos juramentos dele. Brás desce amargurado e um pouco satisfeito.

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Capítulo XXXVI: A propósito de botas

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O pai de Brás Cubas o abraça, agradecido, e Brás descalça as botas apertadas e tira daí a teoria da felicidade barata; o coração dele também se descalça de Eugênia, que ele evoca então solitária e calada até a morte.

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Capítulo XXXVII: Enfim!

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Antes de visitar o Conselheiro Dutra, Brás Cubas pergunta ao pai se há ajuste de casamento: nenhum, o pai só falou do desejo de vê-lo deputado e imaginou que, casando com a filha de Dutra, ele chegaria mais depressa ao cargo. Dutra acha a candidatura legítima mas pede meses; Virgília não desmente o panegírico, e em um mês estão íntimos.

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