Memórias Póstumas de Brás Cubas
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Brás Cubas
Narrador e protagonista de Memórias Póstumas de Brás Cubas, nascido em 20 de outubro de 1805, bacharel por Coimbra, herdeiro de uma família que enriqueceu e depois inventou para si uma origem nobre, deputado que não chega a ministro e amante de uma mulher...
Virgília
Mulher que atravessa a vida de Brás Cubas em Memórias Póstumas de Brás Cubas: a noiva que o pai lhe destina, a esposa de Lobo Neves, a amante da casinha da Gamboa e a visita que o encontra doente. O narrador a retrata aos quinze ou dezesseis anos como bonita,...
Lobo Neves
Marido de Virgília e rival de Brás Cubas em Memórias Póstumas de Brás Cubas, que lhe toma a noiva e a candidatura em poucas semanas. Ambicioso declarado, deputado e orador, quer a glória pública e promete à mulher o título de marquesa. É também o homem que...
Marcela
A espanhola que Brás Cubas ama aos dezessete anos em Memórias Póstumas de Brás Cubas, a "linda Marcela" dos rapazes, luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes, e a primeira ligação que lhe custa caro. O livro dá duas versões da origem dela, filha de...
Eugênia
Filha de D. Eusébia, a moça de dezesseis anos que Brás Cubas conhece na Tijuca em Memórias Póstumas de Brás Cubas, bonita e coxa de nascença, que ele julga filha espúria e feita de amor e desprezo. Responde sem titubear à pergunta que o desconcerta e é quem...
Quincas Borba
Colega de infância de Brás Cubas em Memórias Póstumas de Brás Cubas, filho de uma viúva com algum cabedal, que, no tempo da escola, fazia de imperador nas festas do Espírito Santo. Reaparece adulto como mendigo no Passeio Público, depois como herdeiro de um...
Dona Plácida
Costureira e antiga agregada da família de Virgília, a quem Brás Cubas confia a guarda da casinha da Gamboa em Memórias Póstumas de Brás Cubas. Filha natural de um sacristão da Sé e de uma doceira, sustentou a filha e a mãe com doces, costura e aulas, e tem...
Prudêncio
Moleque da casa dos Cubas que Brás Cubas menino transformou em cavalo de todos os dias, e que reaparece, libertado pelo pai de Brás, vergalhando um escravo seu no Valongo. Memórias Póstumas de Brás Cubas o mostra poucas vezes e quase não lhe dá a palavra; é...
Bento Cubas
Pai de Brás Cubas em Memórias Póstumas de Brás Cubas, homem de imaginação que escapou à tanoaria, como diz o filho, com uma origem nobre inventada, e que passou a vida querendo ver o filho posto em lugar alto. Exibe o menino à cidade, admira-lhe as...
Sabina
Irmã de Brás Cubas e mulher de Cotrim, presente à hora da morte dele em Memórias Póstumas de Brás Cubas. Aparece em cenas de família, na herança, nas pazes e no casamento que ela decreta para o irmão; o livro deixa em aberto se o afeto que mostra é de sangue...
Cotrim
Cunhado de Brás Cubas, marido de Sabina e pai da sobrinha Venância em Memórias Póstumas de Brás Cubas. O livro o apresenta primeiro como figura da família e só mais tarde o retrata de corpo inteiro (capítulo CXXIII): ferozmente honrado, acusado de avareza e...
Nhã-loló
Filha de Damasceno, escolhida por Sabina para casar com Brás Cubas em Memórias Póstumas de Brás Cubas, moça de olhos soberbos e voz mimosa. O livro a mostra por um apelido, Nhã-loló, e só a lápide dá o nome, D. Eulália Damascena de Brito, e a idade, dezenove...
Outros personagens
- D. Eusébia: senhora presente ao jantar de 1814, que Brás, menino, flagra beijando o Dr. Vilaça na chácara (capítulo XII); anos depois, vizinha dele na Tijuca, recebe Brás e lhe apresenta a filha, Eugênia (capítulo XXIX, capítulo XXX).
- Dr. Vilaça: glosador do jantar de 1814, cujas glosas adiam a sobremesa e cujo beijo em D. Eusébia o menino denuncia (capítulo XII).
- Tio João: tio militar, que vê no recém-nascido um olhar de Bonaparte, conta anedotas obscenas ao sobrinho e o leva à ceia em casa de Marcela (capítulo X, capítulo XI, capítulo XIV).
- Tio Ildefonso: o tio padre, depois cônego, que prevê para o menino um bispado e zela das cerimônias sem força de impor virtudes; morre no tempo da partida de Virgília (capítulo X, capítulo XI, capítulo CXVI).
- A mãe de Brás: fraca e piedosa, ajuda o filho a desviar dinheiro para Marcela e morre de um cancro no estômago, na primeira morte que Brás vê de perto (capítulo XV, capítulo XXIII).
- Conselheiro Dutra: pai de Virgília, "uma influência política", que acha legítima a candidatura de Brás mas pede que espere (capítulo XXVIII, capítulo XXXVII, capítulo XLIII).
- Luís Dutra: primo de Virgília e poeta, cujos versos valiam mais que os de Brás; é ele quem lhe conta que Virgília voltou casada (capítulo XLVIII, capítulo L).
- Viegas: parente velho e avaro de Virgília, de quem ela espera um legado para o filho; morre regateando a venda de uma casa e não deixa nada (capítulo LXXXVIII, capítulo LXXXIX, capítulo XC).
- Damasceno: cunhado de Cotrim e pai de Nhã-loló, que diz ter feito a revolução de 1831 e se perde numa briga de galos (capítulo XCII, capítulo CXXI, capítulo CXXVI).
- Nhonhô: o filho de Virgília e Lobo Neves, que Brás chama "meu cúmplice e meu inimigo" (capítulo VI, capítulo LXIII, capítulo LXVII).
- Jacó Tavares: o homem mais probo que Brás conheceu, que mente quatro vezes para se livrar de um importuno e defende a mentira social (capítulo LXXXVII).