Capítulo I: Óbito do autor
Resumo da seção
Brás Cubas, defunto autor, abre as memórias pelo fim porque o escrito fica assim mais novo. Expirou numa sexta-feira de agosto de 1869, aos sessenta e quatro anos, solteiro, com cerca de trezentos contos, e onze amigos o levaram ao cemitério. Na hora da morte estavam a irmã Sabina, casada com o Cotrim, a filha do casal e uma terceira senhora ainda sem nome. Diz que uma ideia grandiosa e útil, mais do que a pneumonia, o matou.
Análise
Brás abre pela morte e a conta como um balanço (idade, estado civil, bens, número de amigos), e a ironia recai tanto sobre o discurso da natureza que chora quanto sobre ele, que deixou vinte apólices ao amigo orador e declara não se arrepender. O que confessa sem querer é que mede uma vida por números e por plateia.
eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço
Assinatura
A análise completa de cada bloco de capítulos de Memórias Póstumas de Brás Cubas está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.
Capítulo II: O emplasto
Resumo da seção
Uma ideia se pendura no cérebro de Brás Cubas e vira o projeto de um emplasto anti-hipocondríaco, apresentado ao governo como obra cristã. Defunto, confessa o motivo principal: ver o próprio nome impresso em tudo. Os tios divergem sobre o amor da glória, perdição para o cônego, feição mais humana para o militar, e ele deixa o leitor decidir.
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Capítulo III: Genealogia
Resumo da seção
Falando dos tios, Brás Cubas esboça a genealogia: o tanoeiro Damião Cubas enriqueceu como lavrador, e o filho Luís estudou em Coimbra. O pai de Brás, achando que o sobrenome cheirava a tanoaria, tentou entroncar-se no capitão-mor Brás Cubas e, repelido, inventou que as cubas vinham de trezentas tomadas aos mouros. Apresenta no fim a sobrinha Venância e o pai dela, o Cotrim.
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Capítulo IV: A idéia fixa
Resumo da seção
A ideia do emplasto virou fixa, e Brás Cubas avisa o leitor contra ela com Cavour, a quem a ideia fixa da unidade italiana matou, e lembra, com Cláudio e Lucrécia Bórgia, que a história é volúvel e reabilita quem antes condenou: a ideia fixa faz os fortes e os doidos, a móbil faz os Cláudios. Define o livro como filosofia desigual e volta ao emplasto.
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Capítulo V: Em que aparece a orelha de uma senhora
Resumo da seção
Ocupado com o emplasto, Brás Cubas apanha um golpe de ar, trata-se mal e conclui que a invenção o matou. Volta então à anônima do capítulo I, de 54 anos, e propõe ao leitor imaginar que se amaram anos antes. O capítulo seguinte a nomeia: Virgília. Brás não se tratou a tempo porque tinha o emplasto no cérebro e, vendo-se subir ao Céu como uma águia imortal, não sentia a dor que o pungia.
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Capítulo VI: Chimène, qui l'eût dit? Rodrigue, qui l'eût cru?
Resumo da seção
Brás Cubas, doente, vê Virgília à porta da alcova depois de dois anos sem se verem, e a saudade lhe devolve os dias juvenis. Um visitante sai, os dois se olham sem palavras, e ela se zanga quando ele fala em morrer. Para cortar dúvidas sobre a casa sem senhoras, Virgília volta dois dias depois com o filho, o Nhonhô, e fala com desdém dos amores ilegítimos de uma amiga; o delírio começa.
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Capítulo VII: O delírio
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Brás Cubas relata os vinte ou trinta minutos de delírio: vira barbeiro chinês, depois a Suma Teológica, e um hipopótamo o leva à origem dos séculos. Numa planície de neve, uma figura imensa que se diz Natureza ou Pandora, mãe e inimiga, lhe nega mais anos e do alto de uma montanha lhe mostra o desfile dos séculos. Brás ri, e a visão se desfaz quando o hipopótamo vira o gato Sultão.
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Capítulo VIII: Razão contra sandice
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Brás Cubas conta a volta da lucidez como disputa entre a Razão, que quer despejar a intrusa, e a Sandice, que pede mais dez minutos para o mistério da vida e da morte. A Razão ri e a expulsa. Ela recusa o pedido porque, cansada de lhe ceder sótãos, sabe que a Sandice quer passar do sótão à sala de jantar e daí ao resto da casa.
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Capítulo IX: Transição
Resumo da seção
Brás Cubas exibe a maior transição do livro: o delírio começou diante de Virgília, Virgília foi seu grão pecado da juventude, e daí, de meninice em nascimento, se chega a 20 de outubro de 1805.
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