Voltar à mesma palavra, à mesma frase ou à mesma construção, no começo de versos ou de frases seguidas (anáfora) ou ao longo do texto, para dar ritmo, ênfase ou insistência.
Em Noites Brancas
Eu sou um sonhador; tenho tão pouca vida real que momentos como este, como agora, conto-os tão raramente que não posso deixar de repeti-los em devaneio.
“Como este, como agora” repete a comparação para apontar o momento presente duas vezes. A insistência mostra que ele conta esses instantes e quer prendê-los antes que passem.
Primeira Noite: O encontro, o Sonhador
assim, vivi, como se diz por aqui, por minha conta, quer dizer, inteiramente só, só, completamente só; entende o que é estar só?
Segunda Noite: O sonhador e a história de Nástienka, o Sonhador
Novo sonho, nova felicidade! Nova dose de um veneno refinado e voluptuoso!
Segunda Noite: O sonhador e a história de Nástienka, o Sonhador
Por que ele não é o senhor? Por que ele não é como o senhor? Ele é pior que o senhor, embora eu o ame mais que ao senhor.
Terceira e Quarta Noites e a Manhã: A espera e o desfecho, Nástienka
eu me vi tal como sou agora, daqui a exatamente quinze anos, envelhecido, no mesmo quarto, tão sozinho quanto agora, com a mesma Matriona.
Terceira e Quarta Noites e a Manhã: A espera e o desfecho, o Sonhador
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.