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Noites Brancas · Terceira e Quarta Noites e a Manhã

A espera e o desfecho

Resumo da noite

As três unidades finais contam a espera por um homem que não vem e o que acontece quando ele vem. Na Terceira Noite, escrita num dia de chuva em que os dois não se veem, o Sonhador relembra o encontro da véspera: Nástienka, feliz à espera do inquilino, o elogia por não ter se apaixonado, e ele percebe que a ternura dela é a de quem espera outro. Na Quarta Noite a esperança dela se quebra, ele declara o amor, ela o aceita, os dois fazem planos de vida em comum, e no meio dos planos o inquilino aparece. Na Manhã chega uma carta dela, e o Sonhador, sozinho no quarto, decide o que fazer com o que lhe sobrou.

Terceira Noite

Resumo da noite

O Sonhador escreve num dia de chuva, sem luz, que lhe parece a sua velhice futura. Na véspera, ao se despedirem, Nástienka avisara que, se chovesse, não viria, e não veio. Ele conta então o terceiro encontro.

Nástienka chegou uma hora antes, certa de que o inquilino viria em resposta à carta, e a alegria a tornou terna, o que o Sonhador tomou por afeto dirigido a ele. Ela diz que o ama como amigo justamente porque ele não se apaixonou, e ele sente tristeza. Quando soam as onze e o outro não aparece, ele a consola com argumentos que o encantam enquanto os diz, e ela chora. Ela compara os dois homens, o outro pior e mais amado, desconfia de que ele sacrifique algo por ela e pergunta se agora estão juntos para sempre. Ele responde só no papel, confessando-se sozinho. Às nove desse mesmo dia de chuva, apesar do tempo, vai ao banco e até a travessa dela e volta sem carta.

Análise

Вчера было наше третье свиданье, наша третья белая ночь…, Ontem foi o nosso terceiro encontro, a nossa terceira noite branca...

É a única vez que o livro diz noite branca, e o Sonhador a diz com possessivo: nossa. Ele conta as noites como quem conta um bem, num dia em que já não a verá. As reticências marcam o tom de despedida que a frase tem antes de ele saber o porquê.

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Assinatura

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Quarta Noite

Resumo da noite

O Sonhador abre a noite com uma exclamação sobre como tudo terminou, e conta. Chega às nove; Nástienka já está lá.

Ela espera na mesma posição da primeira noite, sem carta e sem notícia do inquilino. Revoltada, chora, procura desculpas para o outro e diz que vai esquecê-lo, e pergunta ao Sonhador se ele abandonaria uma moça que viesse a ele por conta própria. É o empurrão de que ele precisava: declara o amor, chamando-o de impossível, e oferece um amor que não exige ser preferido. Ela examina o próprio sentimento, admite que o amor pelo inquilino pode ter sido ilusão nascida da vigilância da avó e oferece a mão. Fazem planos de vida em comum, em que ele alugará o mezanino e será o inquilino dela, até que um moço passa e a chama pelo nome. Ela corre para ele, volta para beijar o Sonhador e vai embora com o outro.

Análise

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A Manhã

Resumo da noite

As noites acabam de manhã, num dia de chuva; o Sonhador está com febre. Matriona lhe traz uma carta pelo correio da cidade: é de Nástienka. Ela pede perdão de joelhos, diz que enganou a ele e a si mesma, que foi um sonho, e que não mudou com ele: disse que o amaria e o ama.

A carta agradece o amor dele, anuncia o casamento na semana seguinte e pede que ele seja para sempre amigo e irmão dela. Ele a relê, deixa-a cair, e Matriona, sem saber de nada, diz que tirou a teia do teto. Então vê a criada, o quarto e a casa em frente envelhecerem de repente e imagina-se sozinho no mesmo quarto, quinze anos depois. Em vez de acusar Nástienka, abençoa-a pelo minuto de felicidade que lhe deu e fecha o livro perguntando se um minuto assim é pouco para uma vida inteira.

Análise

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Leitura da noite

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