Odisseia
Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.
Cantos I a IV
- Canto I1
O concílio dos deuses
No palácio de Zeus, os deuses discutem o caso de Odisseu, preso na ilha da ninfa Calipso. Atena pede que ele volte, Zeus lembra que Poseidon o persegue por causa de Polifemo, e fica decidido o retorno.
- Canto I2
Atena visita Telêmaco
Atena desce a Ítaca disfarçada de Mentes e encontra Telêmaco triste entre os pretendentes de Penélope. Aconselha-o a convocar uma assembleia e a viajar a Pilos e a Esparta em busca de notícias do pai.
- Canto II3
A assembleia de Ítaca
Telêmaco pede ao povo ajuda contra os pretendentes e não consegue nada. Pede uma nau e, escondido da mãe, parte de noite para Pilos, com Atena na figura de Mentor.
- Canto III4
O banquete de Nestor
Em Pilos, o velho Nestor recebe Telêmaco com um banquete. Não sabe de Odisseu, mas conta como os gregos voltaram de Troia e como Agamêmnon foi morto por Egisto e vingado pelo filho Orestes.
- Canto IV5
Menelau, Helena e Proteu
Em Esparta, Menelau e Helena reconhecem Telêmaco pelo rosto. Menelau conta o que o velho do mar, Proteu, lhe disse no Egito: Odisseu está vivo, retido pela ninfa Calipso.
- Canto IV6
A emboscada dos pretendentes
Antínoo e os outros pretendentes percebem que Telêmaco partiu e armam um navio para matá-lo na volta, entre Ítaca e Samos. Penélope descobre o plano pelo arauto Médon e reza a Atena.
Cantos V a VIII
- Canto V7
Hermes e Calipso
Zeus manda Hermes ordenar a Calipso que solte Odisseu. Ela lhe oferece a imortalidade, ele prefere voltar para casa, e a ninfa o ajuda a construir uma balsa.
- Canto V8
A balsa e a tempestade
Poseidon vê a balsa e solta uma tempestade que a despedaça. Com o véu da deusa Ino, Odisseu nada por dois dias e duas noites e chega nu à terra dos feácios.
- Canto VI9
Nausícaa no rio
Atena manda a princesa Nausícaa lavar roupa no rio. Ela encontra Odisseu, dá-lhe roupa e comida e o orienta a pedir ajuda à rainha Arete, no palácio do pai.
- Canto VII10
O palácio de Alcínoo
Odisseu abraça os joelhos da rainha Arete e senta-se nas cinzas da lareira. O rei Alcínoo o levanta, o honra como hóspede e promete uma nau para levá-lo à pátria.
- Canto VIII11
Os jogos e o canto de Demódoco
Insultado por Euríalo nos jogos, Odisseu arremessa um disco além de todas as marcas. Depois chora ao ouvir o cantor Demódoco falar de Troia, e Alcínoo exige que ele diga o nome.
Cantos IX a XII
- Canto IX12
Os lotófagos
Depois de saquear a cidade dos cícones, a frota chega à terra dos lotófagos, onde o fruto do lótus faz quem o prova querer ficar, esquecendo a volta para casa.
- Canto IX13
Polifemo e Ninguém
Preso na gruta do ciclope Polifemo, Odisseu o embriaga, diz chamar-se Ninguém e fura o olho dele com uma estaca. Escapam sob os carneiros, e Polifemo reza ao pai, Poseidon, que Odisseu volte tarde e mal.
- Canto X14
O odre dos ventos
Éolo dá a Odisseu um odre com os ventos presos, e a frota chega à vista de Ítaca. Os companheiros abrem o odre, a tempestade os afasta, e depois os lestrigões destroem quase todos os navios.
- Canto X15
Circe
Circe transforma em porcos os companheiros que Odisseu manda explorar a ilha. Com a erva que Hermes lhe dá, ele resiste ao feitiço, liberta os homens e fica um ano com ela.
- Canto XI16
A descida ao Hades
Por indicação de Circe, Odisseu consulta a alma do adivinho Tirésias no mundo dos mortos. Ouve a profecia sobre a volta, encontra a mãe, Anticleia, e fala com Agamêmnon e Aquiles.
- Canto XII17
As Sereias
Seguindo o conselho de Circe, Odisseu tapa os ouvidos dos companheiros com cera e se faz amarrar ao mastro. Ouve o canto das Sereias sem poder se lançar ao mar.
- Canto XII18
Cila e as vacas do Sol
Cila arranca seis companheiros do navio. Na ilha do Sol, os homens famintos matam as vacas sagradas enquanto Odisseu dorme, e Zeus destrói o navio com um raio. Só Odisseu sobrevive.
Cantos XIII a XVI
- Canto XIII19
A chegada a Ítaca
Os feácios deixam Odisseu dormindo na praia de Ítaca. Ao acordar, ele não reconhece a terra, até que Atena, disfarçada de pastor, revela onde ele está e o transforma em mendigo velho.
- Canto XIV20
A cabana de Eumeu
Disfarçado, Odisseu vai à cabana do porqueiro Eumeu, que o acolhe por temor de Zeus mesmo sem acreditar nas histórias que o mendigo conta sobre o senhor ausente.
- Canto XV21
A volta de Telêmaco
Avisado por Atena, Telêmaco deixa Esparta e Pilos, com o adivinho Teoclímeno a bordo, evita a emboscada dos pretendentes e desembarca em Ítaca, indo direto à cabana de Eumeu.
- Canto XVI22
Pai e filho
Na cabana, Odisseu se revela a Telêmaco, que a princípio o toma por um deus. Os dois combinam a morte dos pretendentes, enquanto na cidade estes decidem matar o rapaz.
Cantos XVII a XX
- Canto XVII23
O cão Argos
Odisseu chega ao palácio com Eumeu, e à porta o cão Argos o reconhece depois de vinte anos. O cão abana o rabo e morre. Dentro, o mendigo pede esmola aos pretendentes.
- Canto XIX24
A cicatriz
À noite, Penélope interroga o mendigo e conta o ardil do tear. Ao lavar os pés dele, a ama Euricleia reconhece a cicatriz na perna e é obrigada por Odisseu a calar.
- Canto XX25
Os presságios
Na véspera da prova, Odisseu pede um sinal a Zeus e ouve um trovão. Os pretendentes riem sem motivo, e o adivinho Teoclímeno vê sangue nas paredes e vultos rumo ao Érebo.
Cantos XXI a XXIV
- Canto XXI26
A prova do arco
Penélope propõe como prêmio o casamento com quem armar o arco de Odisseu e atravessar doze machados. Os pretendentes falham, e o mendigo arma o arco com facilidade e atira.
- Canto XXII27
A matança dos pretendentes
Odisseu atira em Antínoo, recusa a indenização de Eurímaco e, com Telêmaco, Eumeu, Filécio e Atena, mata todos os pretendentes. Poupa o cantor Fêmio e o arauto Médon.
- Canto XXIII28
O leito de oliveira
Penélope não acredita na volta do marido e o põe à prova mandando mudar a cama de lugar. Odisseu descreve o leito feito em volta da oliveira, e ela o reconhece.
- Canto XXIV29
Laertes no pomar
No pomar, Odisseu faz o pai, Laertes, chorar com uma mentira e depois se revela pela cicatriz e pelas árvores que o velho lhe deu na infância.
- Canto XXIV30
A paz em Ítaca
Os parentes dos pretendentes marcham armados, e Laertes mata o pai de Antínoo. Zeus lança um raio diante de Atena, e ela, com a voz de Mentor, firma a paz entre os dois lados.