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Clavis Libri · linha do tempo

Otelo

William Shakespeare · 1604

Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.

Ato I

  1. Cena I

    O alferes preterido

    Numa rua de Veneza, de noite, Iago conta a Rodrigo que odeia o general Otelo porque ele deu o posto de tenente a Cássio, e que o serve só por conveniência.

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  2. Cena I

    A denúncia noturna

    Iago e Rodrigo gritam sob a janela de Brabâncio que a filha dele fugiu com o Mouro. Iago some antes de o pai descer, e Brabâncio sai à procura do casal.

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  3. Cena II

    O general que não se esconde

    Iago avisa Otelo de que Brabâncio pode desfazer o casamento. Otelo recusa se esconder e confia no próprio valor, e logo chega o chamado urgente do Duque, seguido de Brabâncio armado.

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    Gravura de Otelo, de turbante e manto, ouvindo Iago, que se inclina para falar-lhe diante de um palácio veneziano
  4. Cena III

    O Senado e a frota turca

    À noite, o Duque e os senadores concluem que a frota turca vai atacar Chipre e que precisam de Otelo. Brabâncio interrompe e acusa o general de ter conquistado a filha com feitiços.

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  5. Cena III

    A história do cortejo

    Otelo responde contando como Brabâncio o convidava a narrar sua vida de batalhas e cativeiros, e como Desdêmona, ouvindo, passou a amá-lo pelos perigos que ele viveu. Esse foi o único feitiço que usou.

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    Pintura de Chassériau com Otelo e Desdêmona sentados de mãos dadas numa sacada, com os palácios de Veneza ao fundo
  6. Cena III

    O dever dividido

    Chamada ao Senado, Desdêmona confirma o casamento e diz que o dever dela está dividido entre o pai e o marido. Brabâncio desiste e avisa Otelo de que quem enganou o pai pode enganá-lo.

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  7. Cena III

    O plano de Iago

    Otelo parte para Chipre naquela noite, e Iago fica como escolta de Desdêmona. Sozinho, Iago convence Rodrigo a vender as terras e planeja explorar a franqueza de Otelo.

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Ato II

  1. Cena I

    A tempestade em Chipre

    Em Chipre, o governador Montano e os fidalgos veem do cais o mar em fúria e recebem a notícia de que a tempestade desfez a frota turca. Cássio chega primeiro, depois Desdêmona com Iago e Emília, e por último Otelo.

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  2. Cena I

    O reencontro no porto

    Otelo reencontra Desdêmona em plena felicidade e diz que, se a morte viesse agora, seria a máxima alegria. Iago, em aparte, promete afrouxar as cordas dessa harmonia.

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  3. Cena II

    Uma noite de festa

    Um arauto proclama que a frota turca foi destruída e que Chipre deve festejar, até as onze da noite, a vitória e o casamento de Otelo.

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  4. Cena III

    A bebedeira de Cássio

    Posto de guarda por Otelo, Cássio aceita beber com os cipriotas, mesmo sabendo que tem pouca resistência. Provocado por Rodrigo, fere Montano na briga, e o tumulto acorda o general.

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  5. Cena III

    A queda de Cássio

    Otelo destitui Cássio do posto de tenente. Cássio lamenta a reputação perdida, e Iago o aconselha a pedir a ajuda de Desdêmona, planejando armar com isso uma rede para os três.

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Ato III

  1. Cena I

    A súplica de Cássio

    Cássio paga músicos para saudar o general ao amanhecer e, por meio de Emília, consegue ser levado até Desdêmona para pedir que ela interceda por ele.

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  2. Cena III

    O eco de Iago

    Desdêmona promete defender Cássio. Quando Otelo chega e Cássio se afasta às pressas, Iago diz “Hum, não gostei disso” e, quando Otelo pergunta, mente com um “Nada, senhor”; depois, a sós com o general, insinua dúvidas só repetindo as palavras dele.

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  3. Cena III

    O lenço cai

    Emília acha o lenço que Desdêmona deixou cair, o presente de Otelo, e o entrega ao marido, Iago, que lhe pedira muitas vezes que o furtasse.

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  4. Cena III

    O sonho e o lenço

    Otelo exige uma prova ocular, e Iago responde com um sonho atribuído a Cássio e com o lenço de morangos que diz ter visto Cássio usar. Otelo jura vingança e nomeia Iago tenente.

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  5. Cena IV

    O lenço pedido

    Desdêmona percebe a falta do lenço, e Otelo, ao pedi-lo, conta que ele tem origem mágica e sai exigindo vê-lo. Cássio dá o lenço a Bianca para que ela copie o desenho.

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Ato IV

  1. Cena I

    A convulsão de Otelo

    Iago diz a Otelo que Cássio se gabou de ter estado deitado com Desdêmona, e o general, repetindo obcecado a palavra lenço, cai em convulsão diante dele.

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  2. Cena I

    A conversa mal entendida

    Escondido, Otelo ouve Iago conversar com Cássio sobre Bianca e toma a risada de Cássio por confissão sobre Desdêmona. Ao reconhecer o lenço, decide matá-la, e Iago sugere o estrangulamento.

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  3. Cena I

    A carta e a bofetada

    Ludovico chega de Veneza com a carta do Duque que chama Otelo de volta, e Otelo bate em Desdêmona diante dele.

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  4. Cena II

    A alcova interrogada

    Otelo interroga Emília, que jura a honestidade da patroa, e trata Desdêmona como prostituta. Iago consola Desdêmona e depois contém Rodrigo, que cobra as joias, prometendo-lhe uma noite de ação.

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  5. Cena III

    O canto do salgueiro

    Desdêmona pede que, se morrer, a envolvam nos lençóis nupciais, canta a canção do salgueiro e conversa com Emília, que diz que a culpa das traições é dos maridos.

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    Pintura de Leighton com Desdêmona sentada, de verde, apoiando o rosto na mão e olhando pensativa para fora do quadro

Ato V

  1. Cena I

    A emboscada na rua

    Iago posta Rodrigo para matar Cássio. Rodrigo erra o golpe e é ferido, Iago corta a perna de Cássio por trás e foge, e depois volta como socorrista, mata Rodrigo e acusa Bianca.

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  2. Cena II

    O beijo antes do crime

    No quarto, Otelo beija Desdêmona adormecida e a acusa de ter dado o lenço a Cássio. Ela nega, pede uma noite de vida e meia hora de preces, e Otelo a sufoca.

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    Pintura de Muñoz Degrain com Otelo junto às cortinas, olhando para Desdêmona, que dorme na cama de colcha dourada
  3. Cena II

    A morte de Desdêmona

    Ao ouvir o grito, Emília abre a cortina. Desdêmona diz que morre sem culpa e que ninguém a matou, ela mesma, e morre. Otelo admite que foi ele e diz que Iago sabia.

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    Pintura de Otelo, de turbante e manto bordado, recuando com a mão no peito diante de Desdêmona caída sobre a cama de cortinas vermelhas
  4. Cena II

    Emília desmascara Iago

    Emília conta que achou o lenço e o deu ao marido, que lhe pedira muitas vezes que o furtasse. Iago a apunhala e foge, e ela morre ao lado de Desdêmona.

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  5. Cena II

    As cartas de Rodrigo

    Iago é preso e declara que não dirá mais nada. Ludovico mostra cartas achadas no bolso de Rodrigo, e Cássio conta que Iago confessou ter jogado o lenço em seu quarto.

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  6. Cena II

    O pedido final

    Ludovico tira de Otelo o comando e o entrega a Cássio. Otelo pede que falem dele como é, alguém que amou muito, mas sem juízo, e se apunhala, morrendo ao beijar Desdêmona.

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