Otelo
Os acontecimentos na ordem em que o livro os conta.
Ato I
- Cena I1
O alferes preterido
Numa rua de Veneza, de noite, Iago conta a Rodrigo que odeia o general Otelo porque ele deu o posto de tenente a Cássio, e que o serve só por conveniência.
- Cena I2
A denúncia noturna
Iago e Rodrigo gritam sob a janela de Brabâncio que a filha dele fugiu com o Mouro. Iago some antes de o pai descer, e Brabâncio sai à procura do casal.
- Cena II3
O general que não se esconde
Iago avisa Otelo de que Brabâncio pode desfazer o casamento. Otelo recusa se esconder e confia no próprio valor, e logo chega o chamado urgente do Duque, seguido de Brabâncio armado.

- Cena III4
O Senado e a frota turca
À noite, o Duque e os senadores concluem que a frota turca vai atacar Chipre e que precisam de Otelo. Brabâncio interrompe e acusa o general de ter conquistado a filha com feitiços.
- Cena III5
A história do cortejo
Otelo responde contando como Brabâncio o convidava a narrar sua vida de batalhas e cativeiros, e como Desdêmona, ouvindo, passou a amá-lo pelos perigos que ele viveu. Esse foi o único feitiço que usou.

- Cena III6
O dever dividido
Chamada ao Senado, Desdêmona confirma o casamento e diz que o dever dela está dividido entre o pai e o marido. Brabâncio desiste e avisa Otelo de que quem enganou o pai pode enganá-lo.
- Cena III7
O plano de Iago
Otelo parte para Chipre naquela noite, e Iago fica como escolta de Desdêmona. Sozinho, Iago convence Rodrigo a vender as terras e planeja explorar a franqueza de Otelo.
Ato II
- Cena I8
A tempestade em Chipre
Em Chipre, o governador Montano e os fidalgos veem do cais o mar em fúria e recebem a notícia de que a tempestade desfez a frota turca. Cássio chega primeiro, depois Desdêmona com Iago e Emília, e por último Otelo.
- Cena I9
O reencontro no porto
Otelo reencontra Desdêmona em plena felicidade e diz que, se a morte viesse agora, seria a máxima alegria. Iago, em aparte, promete afrouxar as cordas dessa harmonia.
- Cena II10
Uma noite de festa
Um arauto proclama que a frota turca foi destruída e que Chipre deve festejar, até as onze da noite, a vitória e o casamento de Otelo.
- Cena III11
A bebedeira de Cássio
Posto de guarda por Otelo, Cássio aceita beber com os cipriotas, mesmo sabendo que tem pouca resistência. Provocado por Rodrigo, fere Montano na briga, e o tumulto acorda o general.
- Cena III12
A queda de Cássio
Otelo destitui Cássio do posto de tenente. Cássio lamenta a reputação perdida, e Iago o aconselha a pedir a ajuda de Desdêmona, planejando armar com isso uma rede para os três.
Ato III
- Cena I13
A súplica de Cássio
Cássio paga músicos para saudar o general ao amanhecer e, por meio de Emília, consegue ser levado até Desdêmona para pedir que ela interceda por ele.
- Cena III14
O eco de Iago
Desdêmona promete defender Cássio. Quando Otelo chega e Cássio se afasta às pressas, Iago diz “Hum, não gostei disso” e, quando Otelo pergunta, mente com um “Nada, senhor”; depois, a sós com o general, insinua dúvidas só repetindo as palavras dele.
- Cena III15
O lenço cai
Emília acha o lenço que Desdêmona deixou cair, o presente de Otelo, e o entrega ao marido, Iago, que lhe pedira muitas vezes que o furtasse.
- Cena III16
O sonho e o lenço
Otelo exige uma prova ocular, e Iago responde com um sonho atribuído a Cássio e com o lenço de morangos que diz ter visto Cássio usar. Otelo jura vingança e nomeia Iago tenente.
- Cena IV17
O lenço pedido
Desdêmona percebe a falta do lenço, e Otelo, ao pedi-lo, conta que ele tem origem mágica e sai exigindo vê-lo. Cássio dá o lenço a Bianca para que ela copie o desenho.
Ato IV
- Cena I18
A convulsão de Otelo
Iago diz a Otelo que Cássio se gabou de ter estado deitado com Desdêmona, e o general, repetindo obcecado a palavra lenço, cai em convulsão diante dele.
- Cena I19
A conversa mal entendida
Escondido, Otelo ouve Iago conversar com Cássio sobre Bianca e toma a risada de Cássio por confissão sobre Desdêmona. Ao reconhecer o lenço, decide matá-la, e Iago sugere o estrangulamento.
- Cena I20
A carta e a bofetada
Ludovico chega de Veneza com a carta do Duque que chama Otelo de volta, e Otelo bate em Desdêmona diante dele.
- Cena II21
A alcova interrogada
Otelo interroga Emília, que jura a honestidade da patroa, e trata Desdêmona como prostituta. Iago consola Desdêmona e depois contém Rodrigo, que cobra as joias, prometendo-lhe uma noite de ação.
- Cena III22
O canto do salgueiro
Desdêmona pede que, se morrer, a envolvam nos lençóis nupciais, canta a canção do salgueiro e conversa com Emília, que diz que a culpa das traições é dos maridos.

Ato V
- Cena I23
A emboscada na rua
Iago posta Rodrigo para matar Cássio. Rodrigo erra o golpe e é ferido, Iago corta a perna de Cássio por trás e foge, e depois volta como socorrista, mata Rodrigo e acusa Bianca.
- Cena II24
O beijo antes do crime
No quarto, Otelo beija Desdêmona adormecida e a acusa de ter dado o lenço a Cássio. Ela nega, pede uma noite de vida e meia hora de preces, e Otelo a sufoca.

- Cena II25
A morte de Desdêmona
Ao ouvir o grito, Emília abre a cortina. Desdêmona diz que morre sem culpa e que ninguém a matou, ela mesma, e morre. Otelo admite que foi ele e diz que Iago sabia.

- Cena II26
Emília desmascara Iago
Emília conta que achou o lenço e o deu ao marido, que lhe pedira muitas vezes que o furtasse. Iago a apunhala e foge, e ela morre ao lado de Desdêmona.
- Cena II27
As cartas de Rodrigo
Iago é preso e declara que não dirá mais nada. Ludovico mostra cartas achadas no bolso de Rodrigo, e Cássio conta que Iago confessou ter jogado o lenço em seu quarto.
- Cena II28
O pedido final
Ludovico tira de Otelo o comando e o entrega a Cássio. Otelo pede que falem dele como é, alguém que amou muito, mas sem juízo, e se apunhala, morrendo ao beijar Desdêmona.