Clavis Libri

Otelo · Ato V · Cena II

O quarto, o crime e o fim

Resumo da cena

Otelo entra no quarto com uma luz, diz que Desdêmona tem de morrer ou trairá outros homens e a beija adormecida, dizendo que a amará depois de matá-la. Ela acorda, e ele a manda rezar e a acusa de ter dado a Cássio o lenço que ele lhe dera; diz que Cássio já confessou e que a boca dele está calada, pois Iago cumpriu ordens. Desdêmona nega, pede que chamem Cássio, suplica por uma noite de vida e por meia hora de preces, e Otelo a sufoca. Ouve Emília chamando à porta, sufoca-a de novo, fecha as cortinas e a deixa entrar. Emília traz a notícia de que Cássio matou Rodrigo, e Otelo se desconcerta ao saber que Cássio está vivo.

Ao ouvir um grito de Desdêmona, Emília abre a cortina. Desdêmona diz que morre sem culpa, que ninguém a matou, ela mesma, pede que a recomendem ao marido e morre. Otelo admite que foi ele e, quando Emília o chama de demônio, diz que ela era falsa e que Iago sabia: foi ele quem primeiro lhe falou dela. Emília desafia a espada de Otelo e grita por socorro, e entram Montano, Graciano e Iago. Iago diz que falou o que pensava; Emília o chama de mentiroso. Otelo conta que viu na mão de Cássio o lenço que fora de sua mãe. Emília diz que achou o lenço por acaso e o deu ao marido, que várias vezes lhe pedira que o furtasse; Iago a apunhala e foge, e Montano desarma Otelo. Emília canta o salgueiro, afirma que Desdêmona era casta e o amava e morre ao lado dela.

Otelo busca outra espada no quarto, Graciano o detém, e, quando entram Ludovico, Montano e oficiais com Iago preso e Cássio numa cadeira, Otelo fere Iago, mas não o mata. Pede que o chamem de assassino honrado, pois não agiu por ódio, e Iago diz que não dirá mais nada. Ludovico mostra cartas achadas no bolso de Rodrigo, que revelam o plano de matar Cássio, e Cássio conta que achou o lenço em seu quarto e que Iago confessou tê-lo jogado ali. Ludovico tira o comando de Otelo, anuncia que Cássio governa Chipre, manda prender Otelo para responder em Veneza e deixa Iago a ser torturado. Otelo pede que falem dele como é, alguém que amou muito, mas sem juízo, e que, como um indiano pobre, jogou fora uma pérola. Ele se apunhala e morre beijando Desdêmona.

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