A peça não diz qual foi a causa da briga entre os Montéquio e os Capuleto. O Prólogo fala só de uma velha inimizade entre duas famílias de igual nobreza, e o que o texto mostra são os efeitos dela.
Na cena 1 do Ato I, a briga começa entre criados das duas casas, que se provocam numa praça, antes de os patrões aparecerem. Benvólio tenta apartar, Teobaldo o desafia dizendo que odeia a palavra paz como odeia o inferno, e Capuleto e Montéquio chegam à luta. O Príncipe Escalo diz que as três últimas brigas nasceram de uma palavra solta e ameaça de morte quem perturbar de novo a paz da cidade.
A rixa chega até a festa: no baile (Ato I, cena 5), Teobaldo reconhece um Montéquio e quer matá-lo, e Capuleto o contém, dizendo que Verona se orgulha de Romeu e que não quer confusão em sua casa. Páris lamenta que os dois velhos tenham vivido tanto tempo em desavença (Ato I, cena 2). Para os amantes, a rixa vira obstáculo: o nome de Romeu é o que os separa (Ato II, cena 2).
No fim, a rixa custa cinco mortes: Mercúcio, Teobaldo, Páris, Romeu e Julieta. O Príncipe diz que também foi punido por ter fechado os olhos às brigas, pois perdeu dois parentes, e Capuleto estende a mão a Montéquio diante da tumba, com a promessa de uma estátua de ouro de Julieta e de outra, igualmente rica, de Romeu (Ato V, cena 3).